segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O pai que quero ao meu lado


Quis escrever alguma coisa falando sobre o "ser pai", mas tudo já foi dito, nas concepções machistas e feministas. Quis falar dos pais que existem hoje, os tradicionais, os fantasmas, os desaparecidos, os presentes, os ausentes, as múmias e os caixa eletrônicos, mas fiquei com preguiça da mesmice. Não quis falar da minha relação com o meu pai, nem sobre o pai dos meus filhos, aceito tudo como parte da humanidade e da cultura, olhei os lados positivos. Não quis falar, também, sobre o meu suposto papel de pai, sou mãe. Preguiça inundou-me mais que antes ao pensar nas apropriações, na exploração da indústria cultural, e todo esse discurso anual. Estamos vivendo um caos interno e mundial, compatível com o eterno ciclo vicioso em que os seres humanos buscam por mais liberdade e depois desejam retornar para a segurança das certezas, quando os radicais se debatem e quando tudo parece mais sombrio e desesperador. Como pensar em celebrações se o mundo parece ir para o fim?

A resposta é que, sim, devemos pensar nas coisas simples e corriqueiras como questões que precisam ser preservadas em meio ao caos, pois é por elas que lutamos e procuramos a estabilidade. É por esse relaxar, valorizar e celebrar, como se tudo não estivesse em ruínas, que desejamos um mundo pacífico e tolerante. Há hora para lutar, mas sempre é hora de valorizar as boas coisas. E é por isso, que agora, só quero escrever esse pequeno poema ao pai mais fofo que já conheci, o  meu marido:

O pai que quero ao meu lado

Quando em teu colo carregas o pequeno
E o sentes como a folha, o sereno,
Sei que há luz no universo!

Quando ensinas as lições que vem da escola
Ou da vida, enquanto jogas bola,
Sinto que é com Deus que converso.

Quando exaltas-te com o maior por um problema,
Mas o abraças ao dizeres, pois, não temas!
Mostras que o amor é tão complexo!

Quando ouves os barulhos e ainda sorris
E com atenção, dizes ao outro, venhas aqui!
Vejo que há côncavo que encontra o convexo.

Quando acordas cedo e fazes o café
E alimentas a quem quer, e a quem não quer,
Adivinho qual a chave do sucesso.

Quando amas, tão forte e intensamente,
Que de saudades, o verde fica dormente,
Que revivas os teus olhos, a Deus, peço.

Tão lindo quanto a chuva que no verão cai!
Pensando em tudo isso, toda a dor se esvai,
Ao saber que ao meu lado vive um verdadeiro pai.


 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Ouro Preto às traças


Ouro Preto é uma cidade de grande valor histórico para o país, pois foi cenário de grandes acontecimentos, sejam lá quais versões aceitas no momento pelos historiadores. Não há como negar que na época da grande exploração aurifera, Ouro Preto teria sido, talvez, a cidade mais importante do Brasil, onde encontravam-se pessoas de todos os lugares do mundo. Havia tanta gente, que a comida era escassa, causando a "grande fome", época em que morreram muitas pessoas por falta de alimento, mas com o ouro na mão.  Imaginem quantos personagens não passearam por estas ruelas geladas, e há relatos de que nevou em Ouro Preto em 19 de junho de 1843! Quantos homens e mulheres escravizados, "gringos", e, posteriormente, artistas e pensadores, não viveram grandes emoções por aqui?.Santos Dumont, Sartre, os modernistas, e tantos, tantos outros, que não há como mencionar. Poetas, de ontem e de hoje, pintores, músicos, fazem parte de todas as famílias da região. Uma cidade que preservou seu conjunto arquitetônico, mas está se esquecendo de sua história.


Há muitas Ouro Pretos. Há a cidade dos estudantes, a dos moradores, a dos turistas, a dos artistas (que, muitas vezes, mistura todas as categorias). Há os eventos anuais, como o carnaval, o Festival de Inverno, O Festival de Cinema, a Semana Santa (hoje um pouco mais "gourmetizada", com diria meu marido). Nos centros histórico, com casas antigas e cheias de problemas, estão localizados os comércios e as moradias dos estudantes da UFOP, além de algumas casas de moradores que vieram de fora e compraram por preços exorbitantes os lares de senhoras que estavam morrendo; há ainda casas de alguns poucos ouropretanos que tiveram a sorte de herdar ou de comprar. Pelos morros e beiradas da cidade, está o povo de verdade. Gente simples, que há pouco tempo conseguiu entrar na universidade da cidade, o que era raro. Gente que tem superstição, que reza terço, faz novena, toca violão, acredita em assombração, pinta, canta, e trabalha para os "caras" que compraram os casarões, como empregados domésticos ou como funcionários de seus comércios. Alguns poucos conseguiram se efetivar na universidade, no IFMG, ou na prefeitura, através de concurso, ou pelo tempo de serviço, na época em que não existia concurso. A maioria dos funcionários das instituições é terceirizada, fica na instituição por 10 horas diárias e ganha um terço do que ganha um funcionário efetivo (viva Temer!). Outros trabalham para as mineradoras, ou, hoje, estão desempregados.


Existia uma guerrinha entre os Jacubas e os Mocotós. A praça era o Morro de Santa Quitéria que separava o Antônio Dias do Pilar. Antônio Dias era dos pobres, que comiam Jacubas, gororobas de fubá e sabe lá quê mais. Os Mocotós, comiam mocotó, viviam no Pilar, e quando se encontravam com os Jacubas, o pau comia. Hoje, a desavença fica por conta dos estudantes e dos nativos, que se bicam de vez em quando por aí, como quando republicas desrespeitam missas e colocam som nas alturas.  Nativo é povão da cidade, nascido e criado.
Sartre em Ouro Preto

Por muito tempo, nativo era excluído e se excluía de muitos dos acontecimentos culturais; esses eram só para a elite, para turista, para estudante, para gente de fora, os forasteiros. Felizmente, nativo, aos poucos, está ocupando seu lugar na cidade, que não é um museu. Existe gente dentro dela! Mas ainda é difícil participar de um festival de vinho, por exemplo, onde uma taça de vinho custa 15 reais. Nessas horas, é melhor se juntar com os estudantes dos alojamentos e encarar um bom Cantininha da Serra na Rua Direita. Ao menos, hoje, isso é possível.
Guignard

Nativo faz artesanato, canta em barzinho, faz universidade (aleluia!), canta no coral, faz personagem na semana santa, faz churrasco e toma umas no fim de semana, além de muitas outras coisas. Porém, nativo ainda não ocupou todos os espaços, visto que Ouro Preto, apesar de ser uma cidade turística, parece uma cidade fantasma nos fins de semana, e esse é o ponto!


Em alguns fins de semana acontece o Corredor cultural no centro, mas isso é raro. O que vemos quando caminhamos pela cidade nesses  outros dias, é o nada. Pouquíssimos bares e restaurantes, e nenhum outro tipo de comércio, isso por que a cidade é essencialmente turística, que ironia. 
Niemeyer em Ouro Preto

Ouro Preto é um tesouro jogado às traças. Nesse fim de semana, fomos ao Parque do Itacolomi para fazer um piquenique, mas o parque não abre fim de semana! Que dia o trabalhador comum poderá visitar o parque? Sem mencionar que fim de semana devem ser os dias em que há mais turistas na cidade. Absurdo! O Horto Botânico, opção maravilhosa para passeios e eventos, mal reabriu e já fechou as portas! E o Morro da Forca? De vez em quando acontece um evento de rock, mas e no restante da existência? Antigamente, era uma opção para sairmos com as crianças, soltar papagaios, fazer piquenique, mas hoje, temos até medo de passar pelo portão. Está totalmente abandonado!

Morro da Forca

Ouro Preto não é só a sede. Distritos que poderiam se integrar mais, ser transformados em alternativas para o turismo, seja ecológico, gastronômico, ou mesmo histórico, estão definhando por falta de recursos. Aparentemente, não existe uma cooperativa para promover o crescimento, não há nenhuma iniciativa da prefeitura.

É triste ver tanto tesouro negligenciado, ainda mais em um período tão triste de nossa história, quando o pessimismo impera. Juntamente com todo esse retrocesso que estamos assistindo passivamente, vem o desânimo de ver que, o que importa é relativo e depende de quem tem as cartas, e quem tem as cartas, é sempre quem sabe jogar e blefar, e não quem fará bom uso do prêmio.

Luar sobre Parador - filme americano gravado em Ouro Preto


Para terminar com um sentimento mais leve, recordo-me de uma passagem que li no livro feijão, angu e couve sobre um forasteiro que visitava nossa cidade lá nas épocas do ouro. Ele se assustou com a escassez de hotéis e com a culinária da época, reclamando da iguaria que chamou de cataplasma de feijão. O tal cataplasma, nada mais era, que o nosso maravilhoso tutu! Será que essa maravilha surgiu em Ouro Preto? Seria apenas mais uma, em meio a tantas que surgem nesse caos. Que das trevas, venha a luz!

Cataplasma de feijão.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Vida acadêmica: Ser ou não ser?

 Resultado de imagem para fases do estudo



Quando eu era criança e a professora me perguntou sobre o que eu queria ser quando crescesse, eu disse que gostaria de ser pintora, desenhista, ou escritora, porque gostava de criar coisas para que despertassem emoções em outras pessoas e as fizessem refletir sobre algo. O tempo correu muito rápido, as catástrofes familiares, a imaturidade, a necessidade, afastaram-me por um tempo do mundo do conhecimento. O meu pai gostava de livros, mas em casa, havia poucos exemplares, como compêndios de literatura e livros sobre sexologia que foram ultrapassados há décadas. Sempre fui tímida, e ir até uma biblioteca pública, por exemplo, significava  cruzar o deserto até o inferno de Dante. Não li tudo o que deveria e gostaria, não li os filósofos, só ouvi falar. Apesar de tudo, sinto-me feliz por ter sido a primeira pessoa das famílias materna e paterna a ter entrado em uma universidade. Entrei já casada e com filho pequeno, fui fazer Letras porque gostava de escrever, mas o choque foi grande e me decepcionei com o curso. Novamente, não li tudo o que deveria e gostaria, tudo era confuso e complicado, como se eu tivesse entrado em um teatro no meio de "Vestido de noiva". No tumulto de minha vida, fui desligada no ultimo período por não ter renovado matricula (na época, precisávamos enfrentar uma fila quilométrica para fazer a pré matricula e depois, a matricula), o meu mundo caiu. Depois de algum tempo, fiz novamente o vestibular e passei. A minha vida estava ainda mais tumultuada, emocionalmente desestabilizada, sem base teórica. Tentei literatura, mas não me sentia preparada, fui para a tradução. Gostei, defendi, finalmente, me formei. Escrevi um projeto para o mestrado e cá estou eu.

Dúvidas... Não sei se fui feita para o mundo acadêmico, cheio de regras de ABNT  e de chatice de citação. O que vejo é um desfile de vaidades sem nenhuma descoberta ou inovação, um monte de gente falando a mesma coisa. Não suporto a obrigação de se "produzir" artigos, fabricar textos de colagens para engordar Lattes de lixo repetitivo. Não suporto a obrigação de ter que frequentar rodinhas sociais dos "escolhidos", apresentar qualquer coisa em congressos, feiras, seminários, feitos para discutir as polêmicas de sempre e apresentar pouquíssimas novidades, para constar, de novo,  no Lattes.

Sim, não posso generalizar ou desqualificar a maioria dos mestres e doutores, que trabalham duro e possuem um vasto conhecimento em suas áreas, nem negar que, sem eles, não haveria progresso, seja lá o que possa ser considerado progresso. O problema é comigo, sobre mim e esse universo de gigantes do Olimpo, do qual eu não tenho certeza se quero ou se estou preparada para participar. 

Tenho 40. Meia vida, considerando a hipótese de vida até os 80. Na melhor das alternativas, já vivi a metade de minha sina. Quais as minhas pretensões nessa altura do campeonato?

Eu sonhei em ser uma grande atriz de Hollywood, mas a experiência me fez sentir idiota e ter pavor de sonhar com os Estados Unidos. Sonhei, também, em ser uma grande atriz brasileira, mas o tempo passou e fiquei velha para iniciar nas telas e tinha dois filhos para levar. Sonhei em mudar o mundo, mas nenhum desses malucos conseguiram, Gandhi, Che, Marx, muito menos Jesus, recolho-me à minha insignificância. Já aceitei, não vou ser grande na história mundial, talvez possa ser grande na minha pequena historia. Já é muito.

Bem, Estou em rumo ao desconhecido. A situação do Brasil é pior do que poderia imaginar há alguns anos atrás, parece que entramos no Trem do Terror do parque de diversões, que se transformou na Caverna do Dragão com loopings desanimadores. Andamos às cegas, tateando e procurando um porto seguro, sem ter mais ideais em vista. Sim, ainda sonho em um dia, quem sabe, ser escritora, embora saiba que isso não me levará ao sucesso, considerando o mercado atual e o cenário onde os livros são comprados em metro para decorar casas de gente importante que nunca precisou ler livros. Então, que bosta!

Talvez eu devesse aprender a tática de escrever livrinhos de autoajuda, de historinhas inspiradoras e românticas e colocar o nome de "O caçador de alguma coisa", "A mulher que faz algo", ou "Florescência", sei lá. Deveria começar a fazer muitas piadas ou a xingar no YouTube, ou montar blogs cheios de propagandas e noticias falsas.Talvez eu devesse ganhar na Mega-Sena, e passar os 40 anos viajando pelas terras dos livros de história. É, com certeza, eu deveria ganhar na Mega-Sena.

Mas, como ganhar na Mega-Sena é algo de outro planeta, vou ter que me virar com o que tenho.  Estou no mestrado, algo inimaginável há alguns anos. Não é nem um pouco fácil passar, mas passei e devo honrar o meu lugar. Não me sinto plenamente preparada, mas vou ficar. E seja o que tiver de ser, pois nenhum passo é em falso nessa vida, desde que não fiquemos no mesmo chão. Espero chegar em um bom lugar, em breve. Antes dos meus 80. Com, ou sem ABNT!

Alguns links:

quinta-feira, 13 de julho de 2017

O lixo no casamento


As garrafas de cerveja, vinho, refrigerante, e as caixas de leite se acumulavam no canto da cozinha, anunciando, ou denunciando uma tarefa a ser feita, uma espera, ou uma função futura. Cláudia não gostava de olhar para elas, até que se atreveu a perguntar ao marido pelo motivo que os tais objetos permaneciam alí, ao invés de terem ido para a lata de lixo há muito.

_Temos que separar o lixo.

Cláudia fez uma cara de "que coisa mais sem lógica", e disse:

_Pra quê essa palhaçada? Aqui não tem coleta seletiva!
_ Mas é o certo, isso é o que todo o mundo deveria fazer sempre.

Cláudia não discordava dos princípios ambientais, da coleta seletiva, pensava que seria uma maravilha se pudesse funcionar em sua cidade, mas não existia a coleta seletiva.

_Isso não tem lógica nenhuma! Tudo vai para o mesmo lugar, isso é um trabalho inútil.
_ Pode até ser, mas eu não vou abrir mão dos meus hábitos por causa disso, todo o mundo deveria agir dessa forma.

Cláudia não discutiu mais e observou o marido guardar os objetos em recipientes separados para o descarte. Uma discussão tão simples como a maneira de lidar com o lixo a levou a refletir sobre a personalidade de ambos.O marido vivia de ideais e seguia-os, mesmo que eles não fizessem sentido imediatamente, mesmo que o trabalho de mantê-los fosse inútil em seu fim. Talvez fosse frutífero na educação dos filhos, uma vez que despertasse neles a curiosidade sobre a consciência ambiental, como aconteceu com a filha ao perguntar sobre o que era coleta seletiva. A esposa, apesar de concordar com os ideais, defendia a prática, a lógica de se realizar um trabalho com alguma finalidade. A finalidade para o marido era ideológica, para a esposa, prática.

O que ensinar para os filhos, manter hábitos cujos ideais sejam nobres, mesmo que esses hábitos não tenham uma lógica na prática cotidiana, ou ensiná-los a sempre questionar a finalidade dos atos dentro do funcionamento de um sistema? Ou, discordando da maneira como o sistema funciona, esses hábitos seriam uma forma de se rebelar contra o mesmo, trabalhando a favor da conscientização de como o sistema supostamente deveria funcionar, possibilitando que os filhos possam criar maneiras futuras de se rebelarem e promoverem mudanças?

Cláudia não se conformava com hábitos sem lógica prática. Outro dia foi a vez de discutir com os amigos sobre a validade da tal taxa de desperdício. Os amigos tentavam justificar a medida de qualquer forma, seja no plano da consciência social, ou seja na lógica dos gastos do comerciante ao ter que preparar mais uma vez  uma comida que você jogou fora. Simplesmente, Cláudia não via sentido em ter que pagar novamente por uma coisa que a pessoa já havia pago. A lógica era totalmente capitalista, ou seja, você paga por um produto, e se não quiser usá-lo inteiramente, você tem que ser punido e pagar mais ainda por ele. Quem está ganhando além do comerciante? Não me venha com consciência social! Gritava. Consciência social seria inventar formas de doar os alimentos que sobravam por não terem sido consumidos (comprados) para quem não tinha nada para comer, e não enriquecer comerciante!

Cláudia era prática, Celso era idealista. Eles se complementavam, mais do que se irritavam com a maneira de enxergar o mundo, por que, na verdade, ambos nutriam os mesmos ideais, apenas vivenciavam a realidade de maneiras diferentes. Afinal, por que brigar sobre a maneira como o lixo será descartado, quando o que importa é a maneira que querem construir o  mundo juntos?

E você, como descarta o seu lixo?

terça-feira, 11 de julho de 2017

Como é ter Déficit de atenção?


Melhor ser inteligente ou ter disciplina?

Depende, caboclo! Se você tem deficit de atenção, foco na disciplina, porque essa vai pegar.

Milhões de pensamentos correm como emaranhados de fios dentro de um labirinto escuro. Milhares de ideias geniais, efêmeras, que nunca chegam a se concretizar, centenas de pequenas habilidades que não se aperfeiçoarão. Talvez poderia ser um novo Einstein, mas como, se  não é capaz de sentar e colocar no papel seus pensamentos? E se começa, logo se cansa e tem outro. Se cansar é normal. De tudo e de todos, da banalidade, mediocridade.

Artista! Melhor cantor, dançarino, escritor, super inteligente! Mas nada constrói, porque quer tudo e nada. Nada satisfaz.

Perdido no mundo, noção espacial zero. Mil vezes no mesmo endereço, mil vezes dúvida. Não ouve o que a pessoa do lado conversa, para quê? Banalidades. De tudo sabe um pouco, mas não se lembra de nada.

Montanha russa de sentimentos. Não admite o que considera errado. Ama demais, e despreza mais que odeia.

Sofre como um moribundo na masmorra quando tem prazos, mil anos para terminar a graduação, se terminar. 

Se pudesse ter disciplina, seria um gênio... Mas como não tem, não passa de um louco, lerdo, artista, surpreendente e inigualável.

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