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Mostrando postagens de Abril, 2018

Estou cansada de ser enganada!

Estou cansada de ser enganada!
Quando eu falo em casa que nada mais é como antigamente, não é uma hipérbole ou  uma metáfora, ou uma metáfora hiperbólica, é a verdade a olhos nus que ninguém mais quer ver! Olhai os lírios dos campos, pobres mortais!
Vejamos alguns exemplos:
Outro dia comprei um sorvete napolitano da Nestlé, tudo bem. Quando chegou, ele tinha um sabor estranho, a cremosidade era quente. Aconteceu um problema e o sorvete teve que ficar fora do congelador; o que aconteceu com o sorvete? Virou aquele líquido cremoso que tomamos como milkshake? Não senhor! Quando voltou para o congelador, o fundo ficou uma gosma transparente e petrificada e por cima, a espuma parecia chantili de isopor. Isso é sorvete? 
O açúcar, quando colocamos dentro da água quente, efervesce como se fosse bicarbonato. Dentro do pote, começam a aparecer pedrinhas brancas parecidas com farinha de trigo. Isso é açúcar puro de cana de açúcar?


Iogurte, é iogurte? No way! O iogurte nunca é iogurte, é soro de leit…

Como devemos nos relacionar com nossos parceiros?

A humanidade sempre fabricou manuais sobre como devemos viver nossas vidas, em formas de livros de etiqueta, enciclopédias sexuais, pesquisas comportamentais e biológicas e tantas outras formas de construção de padronização que fogem do meu conhecimento. Lembro-me bem da velha enciclopédia sexual do meu pai, com fotos em preto e branco de tantas outras coisas, inclusive de deformidades genéticas e gonorreias; naquela enciclopédia, a mulher ainda podia ser chamada de frígida e a ignorância sobre sua sexualidade era gritante.
A questão da afetividade, dos vínculos, do apego, sempre foi tema de interesse; não há  muito tempo, as mulheres evitavam amamentar seus filhos, conseguindo para eles amas de leite, e algumas chegavam até mesmo a deixar seus bebês na roda dos excluídos; lembro-me de ter lido algo que falava sobre uma teoria que pregava a total falta de afetividade com as crianças, ou seja, que as crianças deveriam crescer distantes dos mimos dos pais, sem toque ou dengo. Hoje, as pe…

Ser madrasta

Sempre que pesquisava sobre as dificuldades de se ser uma madrasta, eu me deparava com textos e depoimentos dos mais diversos, a maioria deles falava  dos pontos negativos de se envolver com homens que já tenham filhos. O problema é que o tipo de relacionamento entre mulheres e filhos do companheiro parece ser mais complicado do que o relacionamento que o homem desenvolve com os filhos de sua parceira. 
Eu sempre leio em textos, as pessoas dizendo que a madrasta não é a mãe e nunca será, que precisa se comportar como amiga e ganhar a confiança das crianças, precisa entender as dificuldades delas e compreender que elas tenham ciumes em relação ao pai. Concordo plenamente, mas as coisas são mais complicadas quando as crianças moram com o pai, e a madrasta, tem sim, não que tomar o lugar, mas que fazer o papel de mãe.
Os primeiros conflitos podem ser os que se relacionam com as diferenças nas visões educacionais que os pais possuem. Se uma madrasta for muito liberal e o pai mais rígido, is…

O sorriso de Mark Zuckerberg

Prestem atenção a esse sorriso demoníaco.

Vão se abrir as porteiras do inferno!

Preparem as suas mentes fracas, pois o período bélico de loucura generalizada está para começar (ou se potencializar 3000 vezes)! Os dedos hábeis já estão a postos, as mentes não se cansam e o repertório está sendo atualizado. Vão começar o período eleitoral e a Copa do Mundo! Aliás, por que as eleições no Brasil caem justo nos anos das Copas, sabendo-se que o povo se azumbiteia nessa época? Good question.
O clima no Brasil já está plúmbeo, e os haters nunca heitaram tanto. Curiosamente, os que supostamente são colocados à direita sempre falam mais com os dedos, e de maneira mais odienta que os esquerdosos. Podemos ver claramente como a coisa se alastra feito pólvora, e salpica em todos os lugares, até mesmo em publicações totalmente neutras. Se alguém posta uma matéria sobre um cachorrinho lindo e fofo com orelhas de Mickey, um indivíduo insiste em pichar a parede virtual com dizeres, tais como:
Enquanto idolatram-se cachorros o Brasil está afundando! Queria eu ser um cachorro american…

Senhor Vitorino de Mariana e seu pomar

Belas imagens de um senhor marianense e de sua horta. Sabedoria e simplicidade. Ótimo trabalho de Luan Carlos e parceiros.


De maneira expositiva e poética o curta apresenta diferentes alimentos provenientes da agricultura familiar, como o cultivo de pequenas plantações, como produto principal, alimentos para consumo próprio e/ou pequenos comércios. Tudo isso abordando a interação de Seu Vitorino (75) com sua horta e seu pomar.

Direção: Felipe Leoni, Luan Carlos Produção e Pesquisa: Felipe Leoni, Luan Carlos, Jaqueline Ferreira Desenho de Som, montagem e finalização: Luan Carlos Feito para a disciplina de Documentário do curso de Jornalismo da UFOP. Orientação: Prof. Adriano Medeiros Duração: 14min Gravado em 14/03/2017

Olhos que se calaram.

Perdas são sempre perdas, mas algumas marcam a alma, transformam vidas, e eu sei bem disso. Hoje trago o testemunho de uma amiga que perdeu sua mãe, e sempre é cedo demais. Ela nos fala sobre seus últimos momentos, sua conexão e sobre o que a perda significou em sua vida. Que a luz esteja sempre ao seu lado.

01/03/2018 – Olhos que se calaram.
Isso sempre foi assim. Não sei contar como começou.
Nós falávamos muito, por dias, por horas, éramos capazes de falar durante toda a viagem minas/sp, que sempre fazíamos e durava cerca de 10 horas. Mas nossa melhor comunicação sempre foi com o olhar, e nossos códigos todos (“veja que engraçado; nossa que ridículo; vamos fingir que estamos acreditando em tudo; você está errada, mas que bola dentro hein; a comida está boa; nossa vamos comer isso pra não fazer desfeita”). Nada precisava ser dito quando não estávamos sozinhas, os olhares bastavam. E então,após uma piora, ela foi para o hospital e nossa médica de confiança em SP aconselhou que a mantivéss…