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Mostrando postagens de Novembro, 2014

O martírio no curso de Letras

O meu martírio no curso de Letras começou há mais de dez anos, penso que em 2001. Eu me casei aos 19 anos e ainda não havia terminado o Ensino Médio, mas sempre tive em mente o objetivo de me formar. Quando o meu filho foi para a escolinha, eu também entrei para a escola à tarde a fim de terminar o Ensino Médio e tentar a faculdade; foi algo um pouco desagradável, ser a única mulher casada e com filho no meio dos adolescentes, apesar de eu não ser tão mais velha que a maioria. Foi complicado, mas terminei o curso e em seguida prestei vestibular para Letras, na UFOP. Na época, ainda tínhamos que fazer os terríveis e dificílimos vestibulares, passei na primeira chamada, colocação 40ª de 40 vagas. Eu escolhi Letras por que sempre gostei muito de escrever e  de ler, mas eu não tinha nenhuma noção sobre o que realmente era o curso. Eu era um ET, nunca tinha ouvido em minha vida palavras como dialética, linguística, retórica, funcionalismo, dicotomia e tantas outras que dificultaram a minha…

Ah, meu bebê!

Ah, meu bebê!
Chegou inesperadamente,
E logo mostrou-se um presente.
Fez me rir, tantas vezes,
Assim como fez-me chorar.

Chorei tanto, 
Que as lágrimas fez secar...

Fiz tantos planos para você,
Construí seus castelos,
Mas quem ama, nem sempre vê,
Que apesar de muito belos,
Nossos sonhos se vão para um canto.

Ah, meu bebê!
Não suporto ver-lhe triste,
Sua dor me atormenta.
Saiba que aqui existe
Alguém que enfrenta
O mundo, só por você!

Ah, meu bebê!
Se meus sonhos causam sofrer
Liberto-o de minhas asas,
Vá, vá viver,
E deixe-me com minhas brasas.

Ah, meu bebê!
Se necessita de mim como do ar,
Venha, mas, para ficar.
Com amor, cuidarei de você,
Até os cabelos branquear.

Ah, meu bebê!
Mas se o peso de meu cuidado for demais
Troque o seu caminho, siga em paz!
Eu vou para o outro lado,
Criarei também outros laços,
Não esquecendo, jamais!