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Mostrando postagens de Fevereiro, 2010

Preconceituosos: Vão catar coquinho!

Eu fazia aula de informática para aprimorar os meus conhecimentos e principalmente receber um certificado, pois sem ele é difícil que se comprove algo nesse mundo de meu Deus, embora eu tenha aprendido muito mais por mim mesma que no dito curso. A turma era bastante heterogênea, haviam estudantes entre 11 e 50 anos advindos de todos os lugares. A senhora de 50 anos ou mais era uma aluna extremamente irritante, nunca tinha  se sentado diante do computador e não sabia sequer digitar, sem falar das perguntas de 5 em 5 segundo. As aulas eram massantes! Mas o que mais me marcou e irritou não foi essa senhora, mas um menino que também participava do dito curso;o menino era negro e tinha os cabelos crespos,  era inteligente mas a frase que ele disse uma vez me chocou profundamente:
_Eu não gosto de preto, detesto preto! Eu não conseguia compreender de onde viera aquele preconceito totalmente irracional, sendo que o menino era...negro!Talvez, por sua cor ser um pouco mais clara que a dos africa…

Pobre menina

A menina não cresce, não aparece, A menina quer sempre brincar Na neve que  desconhece.
Ingênua, crédula, dá a mão a quem não conhece, E este a leva sem pensar Para onde a aranha tece.
A menina não aprende , sempre esquece Ela insiste em não parar Mesmo vendo que anoitece.

Pobre menina, seu sorriso se esmoece... Se cansou de esperar Que a bondade a socorresse.

Queria

Quero aquilo, não isso Quero o que quero, não o que queres Quero sempre o que preciso Não o que querem as mulheres.
Mas quando quero, tu não queres, Ou o que tu queres, não hei de querer. Tu  desejas o que ignoro E o que desejo, nunca vais saber. 
Se te digo o que quero, Tu me dizes que devaneio Se tu queres o que espero Digo-te que receio.
Gostaria de não querer, De nunca mais desejar! Gostaria de saber Como parar de sonhar.

Bem-vindo

Há algum tempo havia lhe abandonado, Parecia velho, obsoleto, acabado. Não lhe dava mais nenhum crédito após ter me decepcionado.
Julgava-me tão ingênua quando o concebi que os anos fizeram com que o deixasse. Rodando sem rumo segui na áspera jornada, num impasse.
Será que não era possível Que a juventude trouxesse a verdade? Será que o que desejei era mesmo uma insanidade?
Os anos trouxeram para mim Algo que não imaginei capacidade de discernir entre o que preciso e desejei.
Quando não mais esperava, recebi de volta Por uma presença inesperada e incrível, Aquilo que julgava extinto,  coisa morta Aquilo que pensei nunca ser crível.
Mas não como o conheci na juventude, Não às cegas e sem reflexão. Neste momento, perceber, pude Que nos sentimentos se encontra a razão.
Seja bem-vindo de volta Sonhos de felicidade! Aberta estará a porta, Por favor, entre, me invade!

Mesquinharia

Tenho alguns amigos que leem esse blog, alguns poucos comentam e outros guardam uma coisinha ou outra só para si. Alguns apenas leem algumas linhas para poder deixar algum comentário, natural, às vezes eu também faço isso; mas há também algumas pessoas que lêem apenas para se inteirar do meu caminhar, saber se estou caminhando pelos caminhos certos ou saber se estou na derrocada, rumo ao buraco em que me empurraram.
Digo a todos e repito que a minha vida é um livro aberto, pois não desejo mal, procuro não fazer o mal, busco sempre uma maneira de viver melhor e em paz, por que esconderia isso? Mas há também uma coisa que se chama privacidade, uma coisinha que nos resguarda dos olhares curiosos, que nos permite tirar a calçinha do fiofó, cutucar o nariz, beber água direto da garrafa, que nos permite ter prazeres com os mais intimos sem que ninguém precise saber de nossas preferências, nossas cicatrizes.Ser um livro aberto não significa que tenho que mostrar me nos momentos em que não que…

Dúvidas

Quando tudo parece perfeito demais vem a dúvida para nos assaltar. Ela vem entrando de mansinho, aos poucos, e quando não estamos preparados ela se instala definitivamente em nossos cérebros incrédulos. Ela gosta de nos atormentar por que sabe que a felicidade é algo tão medonho que ela não pode nos deixar ali, relaxados e tranquilos para saborear tais momentos.
A dúvida está lá e agora, o que fazer? Ela insiste em nos acompanhar até que tomemos uma decisão, mas depois de tomada ela continua a nos perseguir, ela esta ligada também à cada decisão! Só o tempo é capaz de matá-la ou transportá-la para outras questões.
Essa malígna não vem só! Seus efeitos são o medo...Esse sim, paralisa os nossos músculos, nossos cérebros, nossos instintos, nossos movimentos, nossas decisões. Que paradoxo! como nos livrar da dúvida se ela vem acompanhada do medo que nos impede de tomar decisões?
Por que não podemos simplesmente crer? Crer que é possível, que o melhor acontece e relaxar? Por que não podemos s…