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Mostrando postagens de Setembro, 2009

Tenho medo

Sempre tive medos, muitos e muitos medos, a maioria sem explicação aparente, mas todos bem reais aos meus olhos.

Hoje eu tenho o maior medo de chuva preta com trovoada branca, daquelas que fazem as paredes da casa estremecerem e os ossos dançarem junto com elas. Mas eu não imagino que um raio possa me atingir e me fulminar, não tenho medo de ficar surda com o barulho da trovoada, nada disso me amedronta.Eu apenas sinto um medo e uma vontade de estar aconchegada, de ter um braço e um cobertor em minha volta para que eu me sinta protegida.
Outro medo que sinto é o de pessoas mortas, mas o que me apavora também não é a sensação de que a pessoa possa se levantar do Mundo-dos-que-já-foram, nem o medo de que seu fantasma ou alma venham me perseguir, ah, não! Tenho medo de tocar, de estar ao lado de um corpo que já nao tem vida, por que eu não sei o que isso significa, é muito assustador pra mim!
Tenho medo de que eu nunca consiga realizar algum sonho de infância e de que a vida seja só isso q…

As encalhadas

Mais um dia



Saiu de casa desanimada, sem nenhum objetivo além de realizar as suas tarefas habituais e voltar para o seu aconchegante quarto, onde finalmente iria se sentir livre e confortável, se jogar em sua cama antiga e cheia de ácaros já conhecidos, com os quais formalizara um acordo de convivência pacífica. 


Em nada pensava e nada desejava até que um suave perfume lhe chamou a atenção. Era um perfume muito meigo e sensual, era cítrico com o final adocicado, parecido com o aroma do capim ao final da tarde. Suas narinas instintivamente se dilataram para captar mais daquele aroma, assim como para decifrar o enigma de seu portador. 



Não precisou esperar muito até que o ônibus voltasse a andar e o senhor do perfume se sentasse exatamente ao seu lado. Bethânia quis muito olhar para o lado, mas não era de seu desejo que os seus pensamento fossem descobertos. Aguardou alguns minutos até que, pela visão de canto do olho, pode perceber que o ser misterioso se distraía com…

Essa é do fundo do meu baú

Mundo cruel Mundo cruel, mundo sombrio, Mundo que roda, mundo que gira... Que mundo é esse, meu Deus? Mundo frio. Mundo que sempre capricha na mira! Deus fez os homens...Pra quê? Pra quê animaizinhos? Brinquedos de papel machê caindo pelos caminhos. Vida, existência, Tão vazias quanto o resto! Clemência! Por que tudo é tão funesto?