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Mostrando postagens de Dezembro, 2017

Mulheres Maravilhosas: Cláudia Elaine

Pessoas maravilhosas não precisam estar na TV, elas estão por toda a parte, uma delas pode estar ao seu lado. Essa pessoa que se apresenta hoje é Cláudia Elaine, alguém que tem muita coisa a dizer e a ensinar. 
1-Qual o seu nome e como gosta de ser chamada? Cláudia Elaine, a família me chama de Ninha.
2-Quando e onde nasceu? Nasci em 22 de setembro de 1979, na cidade de Mariana, Minas.
3-Qual a sua escolaridade? Segundo grau completo.
4-Qual a primeira lembrança que você tem na vida?  A minha infância foi dividida entre médicos casa de vó.


5-Como você descreveria a sua infância e quem foram seus melhores amigos? A minha infância, a maioria foi em consultas médicas e internação, mas lembro das brincadeiras com os meus primos, era muito divertido, e mesmo com as limitações sempre existiam brincadeiras que eu poderia participar. A melhor amiga da infância era uma prima, e na escola, a Mônica Angélica e a Jussara. Hoje, infelizmente não tenho contato com nenhuma delas, a não ser nas redes sociai…

As crianças que matamos

Gente é um troço engraçado. nascemos e começamos a interagir com os que nos rodeiam. Crianças pegam no seu cabelo se tiverem vontade, mesmo que seja a primeira vez que o vejam. Crianças correm e abraçam seus amiguinhos quando estão com saudades, crianças choram quando magoadas, crianças demonstram admiração quando uma pessoa bonita se aproxima e até pedem colo; crianças dançam quando ouvem música, mesmo que estejam dentro de um supermercado, e dançam com a alma, não apenas remexem os membros. Seres humanos em seu estágio primário de desenvolvimento não sabem o que é adequado, educado, polido. Apenas são quem são.
Um dia alguém vem e diz: Não pode dançar na rua, que ridículo! Não é educado falar da aparência das pessoas! Você tem que parecer forte, não chore por nada! Endireite esse corpo! Você não sabe dançar, nem tem corpo para isso! Não demonstre tanto que está apaixonado, se valorize! Não pareça ridículo! Então, você cresce.


Para viver adequadamente, precisamos conhecer as regras que…

Cortando os laços do passado

Nossas vidas seguem trajetórias e dentro delas vamos construindo parâmetros de comportamentos e de personas com as quais interagimos diariamente, por isso a família é tão importante. Quem nunca, inconscientemente, trocou os nomes das pessoas com as quais conviviam em uma segunda situação familiar, referenciando-se a alguém como se fosse outra persona de sua família original, atribuindo-lhe o lugar inconsciente de mãe, pai ou irmãos? A infância é a fase crucial quando o nosso mundo é criado, formado e transformado, é quando definimos o que é certo e errado e quem faz o quê.
Mas formação de parâmetros não termina com a infância, embora essa seja determinante;  a não ser para os que aceitam que a infância seja a realidade absoluta para os parâmetros e que vivem em uma vida de círculos que nunca se fecham.
Ciclos precisam terminar.  A não ser que desejemos permanecer ad eternum em situações que podem nos fazer mal e limitar todas as nossas expectativas e experiências.
Nossas bases sempre est…

O que você dirá quando perguntarem sobre a sua infância?

Quando perguntam-me sobre a minha infância, digo:
Levantávamos cedo e íamos para a escola caminhando. Nós, as mães e os colegas da rua, íamos conversando e planejando as próximas brincadeiras. A escola era rígida, não podíamos entrar sem as camisinhas de botão brancas e as sainhas ou calças de tergal azuis. Muitos de nós, na pobreza mais pobre daquela época, levávamos nossos materiais em sacolas de feiras ou sacos de plástico de arroz. A minha merendeira também era de plástico e levava café com leite e pão com manteiga; tinha estojo de madeira que amava e meus lápis duravam a vida toda.
Uma vez vivemos uma epidemia de piolhos.Todos tinham muitos, muitos piolhos, em alguns, víamos os piolhos nadando até às sobrancelhas e os cabelos pareciam estar cheios de farinha. As mães passavam óleo de soja com fubá, arruda e até Detefon, veneno de matar insetos peçonhentos. sobrevivemos.

Eu e minha amiga inventávamos muita moda. Brincávamos de fazer comida, a cozinhadinha, de fazer peça de teatro, de…

Sou mãe de "Vidas Secas"

Eu não sou mãe de Margarina, sou de Vidas Secas, por que minha vida sofreu de secura adocicada, de proteção com agruras e assim me tornei, agridoce.  Desde cedo aprendi a controlar o meu choro para não deixar que se derramassem todas as minhas fraquezas diante dos inimigos e dos amigos, e sofri  afogamento. Afoguei-me tantas vezes, que o meu peito parecia explodir, estufado com tantas amarguras, tristezas e alegrias contidas, espremiam o coração. A rudeza da minha verdade pareceu mais seca que o agreste, mas edificava obras reais nos corações, não castelos de areia ou paraísos utópicos. Assim sou mãe.
Sou a mãe que se preocupa se a comida vai dar, se a luz irá se acender, se o caderno acabou. Sou mãe que não promete, diz que vai pensar, mas se der, é sim. Sou mãe que quer que os filhos voem, com suas próprias asas, e que aprendam a economizar os seus lápis, porque custam dinheiro e recursos, e que na vida real, se não cuidarmos de nossas coisas, não virá alguém para nos repor a todo mo…

saiam de seus guetos!

É difícil ficar calada quando o circo está pegando fogo, mas no caso do Brasil e do mundo atual, o circo parece que já está quase em cinzas.  Não, quando penso no ano que está por vir, sei que ainda há muito mais pela frente, e quando digo muito mais, é muito mais negatividade, infelizmente.
Vou tentar não ficar na teorização e partir logo para os fatos:
- Quando há na universidade eventos para discutir questões como dislexia, esses eventos ficam completamente esvaziados de estudantes, mas esses lotam eventos para discutir questões como as de gênero;
- Há poucos anos, estudantes saíram às ruas para protestar contra o aumento da passagem, e, no caso de Ouro Preto (mas não só), protestar também sobre uma infinidade de coisas, como o preço do bandejão, além de manifestarem-se com reinvindicações como mais "camofas" nas festas. Vi placas "Não é por 20 centavos", quando aqui na cidade o aumento seria de 30 centavos. Emocionou-me ver o povo junto, mas sabia que era modismo.