quarta-feira, 13 de setembro de 2017

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Que diabo é ética?


Ética.

Primeiramente, não existe uma ética universal. Supor que exista uma ética universal é corroborar o naturalismo, dizer que o ser humano nasce assim ou assado. Por outro  lado, supor que não somos naturais e ignorar que ainda não sabemos quase nada sobre nossa natureza, é negar a obviedade que explode sob nossos olhos e que está presente em perguntas infantis das quais nos esquecemos quando crescemos. Como o João-de-Barro constrói sua casa sem nenhuma aula de arquitetura? Como as abelhas sabem produzir o mel e organizar suas colmeias? Como os animais sabem o que é e como cruzar e sabem cuidar de seus filhos? Não é por observar e copiar a ação do outro, mesmo que isolado, saberá o que fazer. Há algo, chamemos, como chamaram, de instinto. Não, não nascemos sabendo o que é bom ou ruim, nascemos sabendo o que devemos fazer para sobreviver e procriar, grossamente. Porém, a humanidade se complexificou, e o que precisamos saber/fazer para sobreviver, mais ainda. Inventamos desejos que vão além das necessidades básicas, as comunidades cresceram e as dificuldades em se viver nelas, mais ainda. Normas, leis, esquemas,estruturas foram criados. A ética também.

Escolhemos a ética e ela nos escolhe. Ela nos escolhe quando nascemos em uma sociedade em que ela está inserida. Nós a escolhemos quando analisamos um determinado conjunto de ética e preferimos um universo a outro. É o que acontece quando um jovem ocidental decide que matar pessoas e se matar por uma causa é algo legítimo. Ética é escolha e hábito.

Alguns teóricos definem ética com base na sociologia e Marx; para esses, a ética deveria se basear no bem comum da sociedade, na aceitação de que devemos tratar a todos como a nós mesmos, pois só dessa forma, haverá harmonia e igualdade dentro da sociedade. Não digo que isso seja correto ou errado, concordo até com essa afirmação, digo apenas que é um ponto de vista, como tudo. Considerando que o objetivo individual seja que a sociedade viva em paz, e que essa paz seja benéfica para o individual e para a humanidade, definimos certas regras que poderiam levar a esse estágio de sociedade ideal. É uma escolha baseada em uma lógica. Quando falamos de lógica, não quer dizer que as considerações sejam inquestionáveis como o resultado de uma equação matemática, mas que o ponto em questão possui um concatenamento de ideias que leva a uma certa conclusão aparentemente lógica. Cada teoria possui sua lógica, até mesmo a de Hitler, tanto que convenceu a milhares.

A lógica é construída através de argumentos que movem e comovem, já diria Socrátes com seu pathos, logos e ethos, que no fim não se dividem, mas trabalham conjuntamente.

Deixando essa discussão sobre o que seja ética de lado, o que me levou a escrever mais essa postagem que ninguém lerá, é o enjoamento crescente que sinto com a hipocrisia e a falta de ética, a corrente em nossa sociedade, de alguns seres viventes.

A mentira é algo exclusivamente humano, obviamente, por depender da linguagem. A mentira consiste em criar fatos, situações, identidades, sentimentos, que não existem e nunca existiram. O mentiroso encena, finge, engana, com a intenção de levar alguma vantagem, seja de espécie material ou social. Para mim, o mentiroso fede e é antiético, dentro da ética que escolhi.  

Em alguns casos, a mentira pode ser considerada ética, como quando contada para salvar uma vida. Esse também é o papel da ética, ponderar em que situações é permitido um determinado comportamento. Porém, como podemos perceber no mundo real, ética serve muito mais para teatro que para regra a ser cumprida.

Talvez, um psicopata que tenha vendido o seu filho para o amante e depois escrito em redes sociais o quanto ama esse filho, mais que tudo nesse mundo, tenha a sua lógica que faz parte de sua ética.  Uma pessoa que engana a própria mãe, que a rouba, explora, e tira fotos com ela no hospital, acha que está correta dentro de sua ética individualista.  Outra que carregue bandeiras de lutas sociais, e dentro de casa humilha seus entes, usa da lógica de manter o seu próprio bem estar. Aquele que fura fila quando encontra amigos, aquele que faz e aceita suborno em autoescolas, aquele que quer pegar mais docinhos nas festas, aquele que pensa que os outros são obrigados a manter seus luxos, trabalham sob uma ética, uma lógica. A ética do individualismo, do foda-se todo o mundo.

Ética é escolha. Escolha social e pessoal. Eu escolho ser eu mesma, não ser escrava da opinião alheia, não ter ídolos. Eu escolho não ferir e não enganar. Eu escolho tentar fazer com que a ética de minha família leve em consideração esses pontos. Que sejamos pessoas naturais, reais e humanas. Que respeitemos o outro exatamente da mesma forma que desejamos ser respeitados. Que cada um vá e lute por sua sobrevivência e não vá se escorar no outro; que escolham a ética da realidade e da liberdade.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Amor de loucura


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Dizem tantas coisas sobre o amor, eu mesma já cansei de inventar poemas e teorias sobre esse sentimento que move tudo. Gostaria de poder concordar com alguma dessas milhares de definições, e com nenhuma delas, gostaria de contentamento.

Dizem que amor é altruísta e incondicional, mas também dizem que amor é loucura e egoísmo, e que só acontece em determinadas condições. Meu amor tem condições em alguns termos e é incondicional em outros. Na verdade, nada é incondicional, a não ser a loucura, que também não estou muita certa de que não seja amor.

Meu amor é loucura, é apegado e romântico. É fraternal, é irritante, é altruísta e egoísta. Meu amor arde, deseja, ama e odeia.  Meu amor é calmo e é furacão. Meu amor é igual a tantos outros amores, que construíram Taj Mahals, mas será sempre único e especial.

Amo.