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Mostrando postagens de Setembro, 2013

O lugar do trabalho na vida da mulher moderna

A religião tem sempre muita relação com a maneira como vivemos, e os interesses de alguns em detrimento de outros tem muito a ver com a maioria das religiões. A religião nos fornece uma opção para entendermos a nossa existência e um manual de como devemos agir para alcançarmos a plenitude, a paz, a felicidade, seja aqui na terra ou depois da morte; em algumas religiões, considera-se que algumas pessoas nasceram pre-destinadas à um determinado status e condição devido a existencias passadas, e os pertencentes a esta condição não devem se rebelar, mas aceitar a ser rico, santo ou miserável para sempre. Em outras religiões, o texto sagrado funciona como lei para as almas e para o Estado. A religião católica, que é a que reina na sociedade a qual pertenço, sempre pregou que devemos ser humildes, castos, e, dentre outras coisas, trabalharmos como escravos, pois é no trabalho árduo, maldição herdada pelo pecado original, que o homem se purificará. Obviamente, essa regra não se aplicava aos…

Rock in Rio 2013: eu fui!

Foram doze horas viajando de van, mais três horas numa fila imaginária para entrar, que depois se transformou em uma multidão, pés doloridos e inchados, mas valeu a pena. A maioria das pessoas estava ali para assistir ao show do Iron Maiden, todos de preto e com os apetrechos particulares do mundo do rock, como cabelos coloridos, camiseta das bandas favoritas, piercings e por aí vai.


Confesso que o cansaço não me deixou aproveitar toda a maratona de shows e confesso que nem todas as bandas me agradavam, era metal pesadíssimo. Nos momentos de intervalo, eu e meu filho aproveitamos para descansar no gramado artificial e comer algo.



Pontos negativos:

- Preços exorbitantes! Um sanduíche que não tinha nada custava R$ 15,00, água R$ 4,00, milk shake R$ 10,00. Tudo era caríssimo!
- Tumulto na entrada e na saída. Talvez seja difícil organizar a entrada e saída de milhares de pessoas ao mesmo tempo, mas talvez alguma forma deveria ser estudada para evitar o sofrimento de três horas no meio de uma…

Beleza natural - até onde chegar com artifícios estéticos?

Até onde uma uma pessoa, especialmente uma mulher, pode é capaz de ir para alcançar o padrão de beleza imposto pelas diferentes culturas? Na China, as mulheres usam máscaras terríveis no rosto para conservar a brancura da pele, brasileiras fazem milhões de cirurgias plásticas, colocam silicone nos seios, no bumbum, nas coxas, tomam hormônios, fazem escova progressiva para alisarem os cabelos. Em países mais exóticos, cultivam-se seus próprios padrões que na maioria das vezes são exaustivamente buscados por mulheres ávidas por se tornarem desejadas e desejáveis.




Há até pouco tempo, os pés pequenos eram um padrão a ser cultivado no Japão, isso explica o andar das gueixas, que tiveram seus pés deformados propositadamente para agradar aos homens. Na Tailândia e na África, mulheres alongam seus pescoços com argolas, em algumas regiões se mutilam, introduzem adereços em seus corpos, pintam seus corpos, se transformam. Por que temos essa necessidade de agradar e chamar a atenção? 
Precisamos s…

O mundo das mulheres

notícia
Um mundo onde meninas de oito anos são vendidas por seus pais e se casam com homens de quarenta, vindo a falecer das relações sexuais; um mundo onde a família da mulher precisa dar um dote (pagar) para a família do noivo quando se casar, um mundo onde a mulher tem que cobrir até o rosto por ser tentação para os homens; um mundo onde a beleza e a sensualidade feminina são as portas para a fama e para o sucesso, onde ainda são oferecidas cem mulheres por semana para que alguém famoso aceite o trabalho fora de seu país. Um mundo onde as mulheres são culpadas pelo fim do casamento, pela desgraça dos filhos, pelo trabalho ordinário, por seu próprio cansaço e exaustão. Um mundo onde ácidos são jogados nos rostos das mulheres e seus narizes são cortados, onde as esposas são queimadas na beira de um fogão para se colocar fim a um casamento; um mundo onde as mulheres são mantidas escravas, se prostituindo para enriquecer os seus cafetões, onde mulheres são iludidas com doces palavras de…

Por que Caetano apoiou os mascarados

Só quem enfrentou a ditadura é capaz de imaginar os traumas e o tamanho da repressão vivenciados por aqueles que estiveram presentes naquela época. Imagine não poder se expressar, não poder escolher seus governantes, não poder falar nada contra o governo com a pena de enfrentar as mais inimagináveis torturas, capazes de destruir a sanidade de qualquer um. Muitos dos nossos artistas e políticos vivenciaram essa fase, alguns foram presos e torturados, mas seguiram em frente, lutando e criando belíssimas obras que fazem parte de nossa cultura. Um desses artistas é Caetano Veloso.
Semana passada, Caetano apareceu cobrindo o rosto e defendendo o direito de as pessoas protestarem mascaradas e convocando os manifestantes a usarem máscaras, em apoio ao movimento Black Bloc, o que causou muita polêmica. O que ele quis dizer com isso?
Penso que Caetano estivesse defendendo o direito de livre expressão e de proteção da identidade das pessoas que quiserem protestar, para que não sofram represálias;…

Documentário revela que grupo feminista Femen era controlado por um homem

No dia 4 de setembro, o Festival de Veneza foi berço de uma (nova) polêmica: a cineasta australiana Kitty Green, de 28 anos, passou 17 semanas viajando com o grupo “neofeminista” e extremista Femen, filmando mais de 100 protestos pela Europa e documentando, além deles, interações íntimas e pessoais com duas das mais conhecidas integrantes ucranianas, Sasha e Inna Shevchenko. A polêmica, no entanto, não se dá pela forma de protesto direcionada pelo grupo como “sextremismo” – estratégia já conhecida e revirada (quiçá aclamada) pela mídia, que sempre pareceu nutrir, por esse movimento em especial, um interesse destoante; e sim por conta de uma revelação que causou alarde nas esferas feministas: Kitty, no primeiro longa a mostrar os bastidores do grupo ucraniano, revelou que Viktor Svyatsky, outrora tido como consultor do Femen, seria na verdade um dos criadores e antigos líderes de todo o movimento.
O longa, com viés documentarista, reforça a impressão que a maioria das femi…

Um lugar que não existe mais

Eu vim de um lugar onde as pessoas viravam o disco para ouvir o lado B;  Sou de um lugar onde as pessoas discavam 104 do orelhão para fazer amizades; De onde eu vim, comprava-se baguetes quentinhas para comer com manteiga derretendo. Onde eu morei, brincávamos todos juntos pela rua. Ainda existiam as brincadeiras de roda e o "caí no poço". Lá, o povo ficava na beirada da rua puxando a cobrinha de meia para assustar os desavisados. As meninas e os meninos brincavam de casinha e cozinhadinha. Lá de onde eu vim, eu gostava de ficar sentada no meio do mato para imaginar o futuro. No meu lugar, ligávamos para as rádios e pedíamos a música que queríamos ouvir. Brincávamos de faz de conta e fazíamos festinhas sem comes e bebes. Naquele lugar distante, fazia - se serestas à noite, ensaiava-se quadrilhas, olhava-se estrelas deitando nas calçadas. Eu vim de longe, vim de um lugar onde as pessoas acreditavam umas nas outras, e onde tudo era possível.  Estou longe do meu lugar...