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Mostrando postagens de Novembro, 2017

Poema de Shakespeare

Soneto 116

"De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou."  



Love Sonnet 116 Let me not to the marriage of true minds Admit impediments; love is not love Which alters when it alteration finds, Or bends with the remover to remove: O, no, it is an ever-fixèd mark, That looks on tempests and is never shaken; It is the star to every wand'ring bark, Whose worth's unknown, although his heighth be taken. Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks Within his bending sickle's compass come; Love…

Afeto de quentura

Todos os dias desejo o mesmo despertar:Observando seu olhar se abrindo E sorrindo ao me mirar.
Os verdes sedutores, com cada significar: Se feliz, sempre vibrantes, Se triste, vão desbotar.
Reconheço e preciso da sua temperatura Quando se enrosca em mim  E me agarra a cintura.
Seus lábios encantam-me a sorrir, E quando me beijam sorrindo, Não posso resistir!
Sua barba, cheiro e toco a atrapalhar, Deixando-o sempre elegante Diante do meu olhar.
Segure minhas mãos e me leve, criatura! Agarre-me para sempre assim Nesse afeto de quentura!