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Mostrando postagens de Abril, 2013

A mulher sem vida

Essa cultura católica foi determinante e eficaz ao implantar a culpa no meu modo de viver. Em todas as sessões, em todos os episódios, a culpa está lá, me rondando, me dizendo que estou errando em alguma coisa. A cultura diz que eu tenho que ser submissa, correta, séria.  Tenho que ser trabalhadora, acordar cedo, não perder tempo com frivolidades. Eu tenho que ser uma boa mãe, esposa, dona de casa. A cultura diz que eu não posso ter prazeres. Porém, a cultura esqueceu de que o meu corpo se cansa, a  minha mente mais ainda. Não sou uma máquina feita pára trabalhar incessantemente, com o único objetivo de sustentar os outros e a mim mesma, eu não sou gado para viver apenas de capim e água.
Na verdade, vivo em uma prisão sem muros, como aquele monstro do Caverna do Dragão. Sou obrigada a ficar oito horas, todos os dias, num lugar fazendo algo que considero chato e mesquinho; não posso sair para tomar um sol. Preciso correr para a casa, cuidar das compras, das contas, da comida, das crianç…

Isso é tudo, pessoal.

Pode acontecer uma terceira guerra mundial?

Do que são feitas as guerras e por que elas acontecem?

Algumas pessoas pertencentes à mesma cultura e mesmo local, possuidoras das mesmas práticas e crenças, unem-se e formam uma nação. Esta nação se defende dos diferentes e de interferências externas para que possam continuar vivendo em equilíbrio dentro do sistema de valores que criaram e que dividem ao longo dos séculos. Aparentemente, não há nada de errado nisso, até que os governantes decidam que tudo o que eles acreditam é melhor ou a única verdade, sem levar em consideração o modo de viver e de ser de outros povos, ou  pior, afirmarem que são os escolhidos pelo seu Deus e que possuem o direito de interferir, destruir, aniquilar qualquer um que seja diferente e não pertença ou se adeque ao seu grupo conceitual. Assim começam as guerras.


Muitas histórias sobre conquistas de outros povos através da violência e da destruição fazem parte de nossas vidas e sentimos que são acontecimentos normais ou naturais. Talvez sejam acontecimentos…

Billy Elliot e Ao Mestre com carinho

Este filme é lindo! Nesta cena, o pai, que veementemente era contra que o seu filho dançasse, percebe  o seu talento e começou a apoiá-lo.


Outro filme emocionante é "Ao mestre com carinho", um professor negro em uma escola decadente dá a sua lição e ajuda os seus alunos a melhorarem como pessoa.

Tempo traiçoeiro

Como pôdes ter sido tão traiçoeiro,
Oh, tempo!
Como podes ser tão cruel?
Cobrindo-me com o teu nevoeiro
Quando ainda fazias escarcéu...
Eu ainda engatinhava
E obrigaste-me a correr!
Deixaste-me pensar-te infindável
E agora, tiras-me o poder!
Se és curto, odeio-te, 
Se te alongas, desejo-te.
Oh, tempo! 
Cures minhas chagas
Antes que o meu tempo
Se finde!

Memória de minhas putas tristes - comentário sobre o livro

A primeira vez que nos deparamos com tal título, a imaginação anda a mil e a curiosidade se aguça. Inteligentíssimo, Gabriel Garcia Márquez, escritor colombiano, coroou com maestria o seu  romance/conto dando-lhe este título, pois através de tal chamada podemos chegar até ele por um ou outro motivo despertado, mas somos surpreendidospor uma belíssima mostra da literatura.
Um senhor completando os seus 90 anos deseja celebrar tal data se deleitando com uma virgem. A partir daí ficamos sabendo de sua história, de seu caráter e de seus hábitos. Um homem que nunca se apaixonou na vida e viveu incontáveis noites "calientes" com as mulheres a quem sempre pagou, de uma forma ou de outra, se vê apaixonado pela primeira vez na vida por uma menina de 14 anos a quem só vira dormindo e com quem nunca tivera relações. Um amor gerado por suas fantasias de cotidiano e pela aproximação durante as noites dormidas ao lado dela dão sentido aos 90 anos, que poderiam ter terminado sem graça e sem…

Quadradinho de quinta - música e cultura brasileira

Nas décadas passadas, era a cultura das porno-chanchadas que imperava no nosso Brasil, toneladas de filmes com temática predominantemente sexual foram produzidos para deleite dos mais assanhadinhos, e dos que não eram tanto, mas e daí, era a cultura! Os programas infantis eram comandados por apresentadoras vestindo microtrajes, assim como as dançarinas dos programas de auditório. No carnaval, a moda era, mais do que nunca, a fantasia do nada, uma pena e tudo de fora. Que maravilha! O povo queria isso, prazeres, ocupar-se com o banal, o sexo, o futebol, a "liberdade"; dê ao povo o que ele precisa e deixe que o mundo se exploda!

Houve a ditadura e grande parte da juventude realmente se indignou e lutou. Não apenas pintou a cara de verde e amarelo e saiu para uma farra nas ruas, mas enfrentou a polícia, foi deportada, sofreu torturas inenarráveis. Sim, existiu essa gente no Brasil! Gente responsável por parte do tesouro de nossa cultura, lindas canções que, mesmo veladamente, …

Perambulante

Passaram-se cinco segundos  E novamente, De pé.
O tempo voa e o trabalho, De repente, Nada é.
Dorme, levanta, corre, Dormente, Sem fé.
Come, grita, fala, Não é gente, Nem mulher.
Um trapo que anda, não chora Não sente, Não quer.
Um ser que caminha, apenas, Perambulante, Sem pés.


O meu Jesus - será possivel encontrar a paz com com a religião?

Quem é Jesus Cristo para cada um de nós?

Nasci em uma família católica, a minha avó era muito religiosa, tinha um pequeno oratório de madeira no quarto, uma casinha habitada por inúmeras imagens de santos e por terços; ela fazia o lindo presépio durante todos os natais, para o qual triturávamos pedra esmeril e colávamos no antigo papel de embrulho para fazer a gruta do menino Jesus. Usávamos um espelho quebrado para fazer o laguinho dos patos, rodeado por musgos verdes que iam se amarelando até o natal; em sua casa também existia o quadro de Santa Luzia, a sua xará, que carregava no pratos dois olhos. A minha avó rezava o terço todos os dias, de manhã e antes de dormir, e ficava beijando os santos fazendo um "tsc tsc" de longe. Sempre frequentava às missas e beijava a sagrada fita da imagem do corpo de Jesus, com bactérias e vírus seculares de milhares de fiéis beijoqueiros. Eu questionava o amor aos santos de argila e plástico e sua reza sem atenção. Ela me chamava de her…

Oração de um jovem

Aí, chefia, queria muito agradecer por aquele lance com a mina lá do colégio. Valeu mesmo, véi! Aquela cabritinha era muito difícil, mas o senhor me deu as moral de saber o que fazer pra chegar nela. Se não fosse aquelas paradas que o senhor me mandou, eu acho que a mina nunca iria me dar moral, aê! Valeu mesmo, chefia!
Outro lance que queria pedir, sem querer ser abusado, é ver se o senhor poderia ajudar a minha véia. Pô, ela dá o maior duro, sempre trabalhou feito uma escrava pra sustentar a gente e agora está numa pior, com aquelas zigue-ziras no corpo. O senhor bem que podia fazer o meu velho parar de beber, né, véi! A minha véia merece muito uma vida melhor, queria dar a ela uma vida de rainha... Conto com o senhor, Deus, toca aqui!
Agora é sério véi... Obrigado pelas moral, mas da um chego lá em casa e ajude a minha família, eu sei que o senhor é bom e vai nos ajudar.
Amém, falou aê Fui.