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Mostrando postagens de Agosto, 2017

O terror dos celulares na escola

O maior problema dentro das escolas atualmente é a dispersão causada pelo uso dos telefones celulares. Aliás, ao meu ver, o excesso do uso de tais dispositivos é o maior problema da humanidade, por diversos motivos. 
Buscamos prazer o tempo todo, e, quanto mais fácil, melhor. Basta abrir a tela de nossos celulares, computadores e qualquer coisa que nos dê acesso ilimitado a uma infinidade de inutilidades que permitam ao nosso cérebro mergulhar em um estado de dormência prazerosa, que nos esquecemos do nosso mundo material ao redor. Como competir com a internet?

O problema é que os adultos também estão tão viciados nas comodidades prazerosas de seus smartphones que não se sentem no direito de exigir dos alunos que não utilizem seus telefones dentro da sala de aula. Para todos, fazer de seus telefones extensão de seus seres se tornou algo tão natural, que não imaginam como exigir de crianças e adolescentes que não toquem em seus aparelhos enquanto estiverem dentro da sala para estudarem. …

As verdades e as mágoas

Viver é difícil. Sobreviver é uma necessidade. Conviver é uma arte, ou uma luta. 
As verdades, sempre as verdades e as certezas! Os filósofos de todos os tempos e de todos os bares se enveredaram pelas discussões sobre "a verdade", e ainda não se decidiram sobre a verdade da verdade. O que é claro, é que cada um possui a sua, e as verdades é que tornam fatos, atitudes, escolhas, mais ou menos toleráveis.
Se existisse uma verdade absoluta, ela já teria se sobreposto às mentiras. Existem escolhas. A única verdade que conheço é que depois que nascemos, iremos morrer algum dia. 
O problema em viver, sobreviver, e sobretudo, conviver, são quando as verdades se chocam, especialmente quando essas verdades são essenciais para a maneira como construímos nossa figura, particular ou publicamente. O problema em conviver é quando o que para nós parece intolerável é algo comum e considerado normal para o outro de nossa convivência.Como conciliar hábitos que se contradizem e se rebatem violen…

Qual paixão nos move?

Eu penso demais. E nesse pensar demais, racionalizo tudo, até o que não deveria ser racionalizado. Mas, embora pense e racionalize, há situações que fogem às minhas tentativas de controle e me torno só emoção.  Esses momentos são aqueles em que me sinto agredida profundamente e sinto minha dignidade sendo usurpada. Também deixo-me levar pela emoção quando permito a mim mesma entregar-me ao que considero essencial em minha vida. 
Todos possuem seus essenciais, por que deles necessitam para valorar a vida e torná-la plausível. Elegemos nossos deuses sob diversas circunstanciais sociais, pelos exemplos, pelas emoções que nos causam, pelas certezas que nos proporcionam dentro de suas lógicas na sociedade a que pertencemos, pelos rituais que dão a noção de circularidade em nossa existência, a circularidade que nos presenteia com o sentimento de início, meio e fim, de renovação a cada novo ciclo. Talvez, esse seja o meu ponto, não vejo mais a vida em ciclos, mas em uma linha reta.

Para mim, o…

Depois que fiquei velho

Recebi nessa manhã essas palavras tão doces de meu querido companheiro, emocionei-me. Obrigada, meu amor, saibas que sou grata por ter te encontrado. Mereço? Sei lá. Espero que sim. Amo- te, Luiz Correa.

Depois que fiquei velho As palavras me faltam. Queria eu ser novamente, Encontrar aquela inocência Que me fazia acreditar nas palavras. Aquela que me fazia mostrar-te O que nunca te mostrei. E mostrar assim mesmo. Ter a certeza imaculada de responder-te à altura, Do que me dizes no dia a dia. Coisas lindas! Mais o lindo é pouco, pobre, esparso adjeto. E até a coisa que te digo “eu te amo”, Que muito maior é Do que consigo me expressar! Não, não, não... Não consigo dizer, Nem responder-te à altura: Das surpresas que me proporcionas com teus bilhetes, Das delícias que permites ao amanhecer E cujo resultado levas contigo de corpo e alma, Quando levanta-te exausta para seguir a vida. Não sem antes me dizer bom dia com aquele bilhete. Tu és livre. E eu? Fico tentando mexer nestas pa…

O pai que quero ao meu lado

Quis escrever alguma coisa falando sobre o "ser pai", mas tudo já foi dito, nas concepções machistas e feministas. Quis falar dos pais que existem hoje, os tradicionais, os fantasmas, os desaparecidos, os presentes, os ausentes, as múmias e os caixa eletrônicos, mas fiquei com preguiça da mesmice. Não quis falar da minha relação com o meu pai, nem sobre o pai dos meus filhos, aceito tudo como parte da humanidade e da cultura, olhei os lados positivos. Não quis falar, também, sobre o meu suposto papel de pai, sou mãe. Preguiça inundou-me mais que antes ao pensar nas apropriações, na exploração da indústria cultural, e todo esse discurso anual. Estamos vivendo um caos interno e mundial, compatível com o eterno ciclo vicioso em que os seres humanos buscam por mais liberdade e depois desejam retornar para a segurança das certezas, quando os radicais se debatem e quando tudo parece mais sombrio e desesperador. Como pensar em celebrações se o mundo parece ir para o fim?
A resposta …

Ouro Preto às traças

Ouro Preto é uma cidade de grande valor histórico para o país, pois foi cenário de grandes acontecimentos, sejam lá quais versões aceitas no momento pelos historiadores. Não há como negar que na época da grande exploração aurifera, Ouro Preto teria sido, talvez, a cidade mais importante do Brasil, onde encontravam-se pessoas de todos os lugares do mundo. Havia tanta gente, que a comida era escassa, causando a "grande fome", época em que morreram muitas pessoas por falta de alimento, mas com o ouro na mão.  Imaginem quantos personagens não passearam por estas ruelas geladas, e há relatos de que nevou em Ouro Preto em 19 de junho de 1843! Quantos homens e mulheres escravizados, "gringos", e, posteriormente, artistas e pensadores, não viveram grandes emoções por aqui?.Santos Dumont, Sartre, os modernistas, e tantos, tantos outros, que não há como mencionar. Poetas, de ontem e de hoje, pintores, músicos, fazem parte de todas as famílias da região. Uma cidade que preser…

Vida acadêmica: Ser ou não ser?

Quando eu era criança e a professora me perguntou sobre o que eu queria ser quando crescesse, eu disse que gostaria de ser pintora, desenhista, ou escritora, porque gostava de criar coisas para que despertassem emoções em outras pessoas e as fizessem refletir sobre algo. O tempo correu muito rápido, as catástrofes familiares, a imaturidade, a necessidade, afastaram-me por um tempo do mundo do conhecimento. O meu pai gostava de livros, mas em casa, havia poucos exemplares, como compêndios de literatura e livros sobre sexologia que foram ultrapassados há décadas. Sempre fui tímida, e ir até uma biblioteca pública, por exemplo, significava  cruzar o deserto até o inferno de Dante. Não li tudo o que deveria e gostaria, não li os filósofos, só ouvi falar. Apesar de tudo, sinto-me feliz por ter sido a primeira pessoa das famílias materna e paterna a ter entrado em uma universidade. Entrei já casada e com filho pequeno, fui fazer Letras porque gostava de escrever, mas o choque foi grande e m…