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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

Eu fui uma boa menina

Papai Noel, este ano eu fui uma boa menina, mereço um presente? Já estou cansada de ganhar carvão, vê se capricha dessa vez!
"Eu pensei que todo o mundo fosse filho de Papai Noel Bem assim felicidade,  Eu pensei que fosse uma brincadeira de papel Já faz tempo que eu pedi Mas o meu Papai Noel não vem... Com certeza já morreu Ou então felicidade É brinquedo que não tem. Papai Noel Vê se você tem A felicidade Pra você me dar." (musiquinha de natal)

Loucura

É estranho como as pessoas gostam de me chamar de doida, e o que mais me intriga é que até as pessoas mais malucas e que acabam de me conhecer, também me chamam de doida. Às vezes tenho medo de ser mesmo louca e não saber, por que os loucos nunca estão certos de sua loucura, por isso são o que são. Se essa dúvida e esse medo me acompanham, isso é um sinal de que ainda sou normal, apesar de também não saber o que isso realmente indique e qual é a linha que divide os que vivem no mundo real dos que vivem no imaginário.
Hoje observei uma mulher que, aos olhos da maioria, seria considerada maluquete. Ela conversava com uma recepcionista muito paciente e cuidadosa, que lhe ouvia e demonstrava real interesse, retrucando com perguntas sobre as maluquices faladas. Para mostrar como a conversa era interessante, colocarei aqui um pequeno monólogo:
_Eu cortei a cabeça do meu irmão, mas depois ela voltou pro lugar sozinha! É por causa do meu descontrole! Eu tinha comido o meu filho e depois ele sai…

Quanto tempo?

Quanto tempo é preciso Para que os olhos se abram E a luz possa entrar?
Quantos beijos são necessários Para que a boca se canse de nada além do que dar?
Quantas milhares de vezes A mão precisa ser cortada Para não mais acariciar?
Quantos passos serão dados Até que os pés se gastem e cansados, queiram voltar?

Ternos braços

No ponto de ônibus, a moça parecia desolada, seus braços não se moviam, estavam parados, esticados entre as pernas, apenas em sua mente pareciam estar os movimentos de algo desolador. O rapaz estava visivelmente preocupado e a abraçava com grande carinho, acariciava o seu rosto na tentativa de transmitir-lhe segurança e paz. O homem era tão delicado e cuidadoso, tão terno e quente, que fez com que eu me sentisse abandonada... Desejei que eu pudesse ter um abraço como aquele quando os meus olhos chorassem, desejei que alguém se importasse comigo se eu ficasse triste. Lembrei-me que, das últimas vezes que eu chorei, não encontrei braços, apenas bocas que gargalhavam em cima de meu sofrimento. Quis chorar. Não chorei, só quis. Guardei a minha mágoa e os meus desejos dentro daquele lugar onde estão a esperança e a paciência. Sei que mereço um abraço, e um dia  ele vai curar as minhas lágrimas, ao menos por alguns doces momentos.