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Mostrando postagens de 2017

Mulheres Maravilhosas: Cláudia Elaine

Pessoas maravilhosas não precisam estar na TV, elas estão por toda a parte, uma delas pode estar ao seu lado. Essa pessoa que se apresenta hoje é Cláudia Elaine, alguém que tem muita coisa a dizer e a ensinar. 
1-Qual o seu nome e como gosta de ser chamada? Cláudia Elaine, a família me chama de Ninha.
2-Quando e onde nasceu? Nasci em 22 de setembro de 1979, na cidade de Mariana, Minas.
3-Qual a sua escolaridade? Segundo grau completo.
4-Qual a primeira lembrança que você tem na vida?  A minha infância foi dividida entre médicos casa de vó.


5-Como você descreveria a sua infância e quem foram seus melhores amigos? A minha infância, a maioria foi em consultas médicas e internação, mas lembro das brincadeiras com os meus primos, era muito divertido, e mesmo com as limitações sempre existiam brincadeiras que eu poderia participar. A melhor amiga da infância era uma prima, e na escola, a Mônica Angélica e a Jussara. Hoje, infelizmente não tenho contato com nenhuma delas, a não ser nas redes sociai…

As crianças que matamos

Gente é um troço engraçado. nascemos e começamos a interagir com os que nos rodeiam. Crianças pegam no seu cabelo se tiverem vontade, mesmo que seja a primeira vez que o vejam. Crianças correm e abraçam seus amiguinhos quando estão com saudades, crianças choram quando magoadas, crianças demonstram admiração quando uma pessoa bonita se aproxima e até pedem colo; crianças dançam quando ouvem música, mesmo que estejam dentro de um supermercado, e dançam com a alma, não apenas remexem os membros. Seres humanos em seu estágio primário de desenvolvimento não sabem o que é adequado, educado, polido. Apenas são quem são.
Um dia alguém vem e diz: Não pode dançar na rua, que ridículo! Não é educado falar da aparência das pessoas! Você tem que parecer forte, não chore por nada! Endireite esse corpo! Você não sabe dançar, nem tem corpo para isso! Não demonstre tanto que está apaixonado, se valorize! Não pareça ridículo! Então, você cresce.


Para viver adequadamente, precisamos conhecer as regras que…

Cortando os laços do passado

Nossas vidas seguem trajetórias e dentro delas vamos construindo parâmetros de comportamentos e de personas com as quais interagimos diariamente, por isso a família é tão importante. Quem nunca, inconscientemente, trocou os nomes das pessoas com as quais conviviam em uma segunda situação familiar, referenciando-se a alguém como se fosse outra persona de sua família original, atribuindo-lhe o lugar inconsciente de mãe, pai ou irmãos? A infância é a fase crucial quando o nosso mundo é criado, formado e transformado, é quando definimos o que é certo e errado e quem faz o quê.
Mas formação de parâmetros não termina com a infância, embora essa seja determinante;  a não ser para os que aceitam que a infância seja a realidade absoluta para os parâmetros e que vivem em uma vida de círculos que nunca se fecham.
Ciclos precisam terminar.  A não ser que desejemos permanecer ad eternum em situações que podem nos fazer mal e limitar todas as nossas expectativas e experiências.
Nossas bases sempre est…

O que você dirá quando perguntarem sobre a sua infância?

Quando perguntam-me sobre a minha infância, digo:
Levantávamos cedo e íamos para a escola caminhando. Nós, as mães e os colegas da rua, íamos conversando e planejando as próximas brincadeiras. A escola era rígida, não podíamos entrar sem as camisinhas de botão brancas e as sainhas ou calças de tergal azuis. Muitos de nós, na pobreza mais pobre daquela época, levávamos nossos materiais em sacolas de feiras ou sacos de plástico de arroz. A minha merendeira também era de plástico e levava café com leite e pão com manteiga; tinha estojo de madeira que amava e meus lápis duravam a vida toda.
Uma vez vivemos uma epidemia de piolhos.Todos tinham muitos, muitos piolhos, em alguns, víamos os piolhos nadando até às sobrancelhas e os cabelos pareciam estar cheios de farinha. As mães passavam óleo de soja com fubá, arruda e até Detefon, veneno de matar insetos peçonhentos. sobrevivemos.

Eu e minha amiga inventávamos muita moda. Brincávamos de fazer comida, a cozinhadinha, de fazer peça de teatro, de…

Sou mãe de "Vidas Secas"

Eu não sou mãe de Margarina, sou de Vidas Secas, por que minha vida sofreu de secura adocicada, de proteção com agruras e assim me tornei, agridoce.  Desde cedo aprendi a controlar o meu choro para não deixar que se derramassem todas as minhas fraquezas diante dos inimigos e dos amigos, e sofri  afogamento. Afoguei-me tantas vezes, que o meu peito parecia explodir, estufado com tantas amarguras, tristezas e alegrias contidas, espremiam o coração. A rudeza da minha verdade pareceu mais seca que o agreste, mas edificava obras reais nos corações, não castelos de areia ou paraísos utópicos. Assim sou mãe.
Sou a mãe que se preocupa se a comida vai dar, se a luz irá se acender, se o caderno acabou. Sou mãe que não promete, diz que vai pensar, mas se der, é sim. Sou mãe que quer que os filhos voem, com suas próprias asas, e que aprendam a economizar os seus lápis, porque custam dinheiro e recursos, e que na vida real, se não cuidarmos de nossas coisas, não virá alguém para nos repor a todo mo…

saiam de seus guetos!

É difícil ficar calada quando o circo está pegando fogo, mas no caso do Brasil e do mundo atual, o circo parece que já está quase em cinzas.  Não, quando penso no ano que está por vir, sei que ainda há muito mais pela frente, e quando digo muito mais, é muito mais negatividade, infelizmente.
Vou tentar não ficar na teorização e partir logo para os fatos:
- Quando há na universidade eventos para discutir questões como dislexia, esses eventos ficam completamente esvaziados de estudantes, mas esses lotam eventos para discutir questões como as de gênero;
- Há poucos anos, estudantes saíram às ruas para protestar contra o aumento da passagem, e, no caso de Ouro Preto (mas não só), protestar também sobre uma infinidade de coisas, como o preço do bandejão, além de manifestarem-se com reinvindicações como mais "camofas" nas festas. Vi placas "Não é por 20 centavos", quando aqui na cidade o aumento seria de 30 centavos. Emocionou-me ver o povo junto, mas sabia que era modismo.

Poema de Shakespeare

Soneto 116

"De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou."  



Love Sonnet 116 Let me not to the marriage of true minds Admit impediments; love is not love Which alters when it alteration finds, Or bends with the remover to remove: O, no, it is an ever-fixèd mark, That looks on tempests and is never shaken; It is the star to every wand'ring bark, Whose worth's unknown, although his heighth be taken. Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks Within his bending sickle's compass come; Love…

Afeto de quentura

Todos os dias desejo o mesmo despertar:Observando seu olhar se abrindo E sorrindo ao me mirar.
Os verdes sedutores, com cada significar: Se feliz, sempre vibrantes, Se triste, vão desbotar.
Reconheço e preciso da sua temperatura Quando se enrosca em mim  E me agarra a cintura.
Seus lábios encantam-me a sorrir, E quando me beijam sorrindo, Não posso resistir!
Sua barba, cheiro e toco a atrapalhar, Deixando-o sempre elegante Diante do meu olhar.
Segure minhas mãos e me leve, criatura! Agarre-me para sempre assim Nesse afeto de quentura!

Priorizar-se é doar-se

Aprendi a ser muitas coisas, e aprendo todos os dias. Estou aprendendo ainda a lidar com o outro e suas necessidades. Há alguns que tem maiores exigências e demandas, outros não. Mas o mais importante, aprendi que não é possível atender a todas as exigências dos outros, e nem é o meu dever. Não é meu dever suprir as carências dos que ainda não se desenvolveram, por que eu também tenho muitas carências e subdesenvolvimentos. Não é o meu fardo estar disponível para qualquer um que suponha merecer a minha disponibilidade, mesmo que eu queira.

A raposa disse que somos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos. Justo, a partir do momento em que nos comprometemos. Compromisso quer dizer, Goste de mim, eu gostarei de você e vamos construir uma relação dessa forma, até que um de nós decidamos romper o contrato. 
Porém, há alguns que precisam demais e de coisas que o outro não se comprometeu a dar,  e nem deu liberdade para que fosse cobrado. Há pessoas que julgam possuir direitos sobre…

Há um monstro em mim todos os meses

Muitas vezes eu me recuso a aceitar que nós somos movidos apenas pela livre associação de hormônios, como se fôssemos algum tipo de máquina ou de poção mágica, que colocando um pouquinho de adrenalina e dosando com dopamina, estrogênio ou outro, podemos destruir o mundo ou aperfeiçoá-lo. Não quero aceitar que somos um amontoado de carne sem controle, personalizados por componentes químicos; porém, quando vejo ao longo de um mês as modificações que as mudanças hormonais causam em mim, penso que isso só pode ser obra do demo. Ainda não encontrei sentido para essa montanha russa de emoções que vivemos periodicamente, e que para muitas mulheres, quase faz acabar o mundo delas e dos outros.
Quando era mais nova, eu não acreditava que existia a tal da TPM, pensava ser tudo invenção. Depois que amadureci e passei a me conhecer melhor e a observar o meu ciclo, percebi que o troço é uma coisa de doido e é batata. São reações incontroláveis e muitas vezes, insuportáveis. Obviamente, as reações s…

Pensar demais

Acho que estou virando uma velha coroca e chata, e os meus textos estão cada vez mais chatos que eu, se é que isso seja possível. Não sou boa para escrever textos científicos ou cientificistas, prefiro tentar utilizar as palavras dando-lhes sensações e transmitindo sensações, sem que alguém precise se esforçar enquanto lê, e sem precisar colocar notinhas de rodapé e referências explicitas. Mas esse meu pensar e essas minhas sensações, e esse meu descobrir diário e ininterrupto, me levaram a pensar sobre a procura do ser humano pelo conhecimento. Parece que, na verdade, tudo o que tem a capa de científico é na verdade uma maneira de descrever ou reescrever algo que poderia, ou que, na verdade, consideram místico. Quando um pensador falou sobre a natureza humana, supôs que todos os seres humanos teriam algo incomum e dissociável de sua raça, uma essência natural. Existe algo mais poético que sugerir que algo possua uma essência, uma característica imutável que surge com cada ser? A essê…

Seres humanos: Interesses individuais ou coletivos?

O homem, na concepção antiga de humanidade, nem sempre se viu da mesma forma, nem sempre se sentiu do mesmo modo.  se no período clássico ele se via como parte do cosmo, na idade moderna passou a se ver como centro do mundo, e isso significou grandes mudanças e desenrolares (não estou bem certa sobre a palavra "avanços") de teorias sobre os diversos aspectos sobre a humanidade e a sociedade. Quem sou eu para ficar aqui divagando sobre questões filosóficas? Apenas uma mulher que possui rudimentos de conhecimentos e uma mente a mil por hora.
Pois bem, o homem descobriu a subjetividade de seu mundo, e o colocou aos seus pés e disposição; ele (o homem) não era mais uma parte de um todo, de uma natureza divina, mas era o ser que poderia moldar seu próprio universo. Apesar de já ter criado Deus à sua imagem há milhares de anos atrás, ainda se via  como um ser totalmente impotente diante da incontestabilidade dos desígnios desse Deus e de sua divindade. Na modernidade, passou a ser …