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Mostrando postagens de 2014

Fazer uma coisa nova todo dia

Será possível fazer, dizer, experimentar, ver, sentir uma coisa nova a cada dia? No momento me parece impossível, mas é esse desafio que estarei me propondo no próximo ano. Eu não tenho ideia se conseguirei cumprir essa meta, mas esse é mais um plano de tantos que fazemos todos os anos, espero conseguir cumprir. Para os que desejam opinar sobre coisas novas a se fazer, ou acompanhar o desafio, fiquem à vontade ao visitarem a página Uma novidade a cada dia.
No mais, feliz ano novo a todos e que sempre possamos ter ânimo para novas e pequenas experiências, todos os dias de nossas vidas!

Três dias em Buenos Aires com dois filhos

Viajar sempre foi a minha maior ambição desde a infância, um sonho que parecia distante até que eu resolvi que seria possível. Buenos Aires foi escolhida por ser um destino popular entre os brasileiros, pela língua, o espanhol, que embora eu saiba muito pouco, seja capaz de entender e pelo preço, que muitas vezes acaba saindo bem mais barato que viajar dentro do próprio país. Em setembro comecei as pesquisas de preços e comprei um pacote pela Decolar, o que é mais prático para quem não tem muita informação e experiência, como eu. Já de início enfrentei um problema, pois na ansiedade coloquei o nome do meio do meu filho ao invés de colocar o ultimo nome, e mesmo que fosse também o nome dele, poderia ser impedido de embarcar. Liguei, solicitei, me enrolaram, reclamei no Reclame aqui, eles me responderam e disseram que a companhia cobrava uma taxa de 100 dólares para a mudança do nome nas passagens. Preferi pagar do que arriscar.
Preparativos para a viagem
Os meus filhos tem 11 e 18 anos, …

Coral IFMG Ouro Preto - apresentação de natal - 2014

O coral IFMG do Instituto Federal de Minas Gerais, Ouro Preto, fez uma belíssima apresentação nesta quinta feira, dia 4 de dezembro, em ocasião da inauguração da árvore de natal do instituto. Um momento belíssimo proporcionado pelos coralistas e pelo maestro Arlindo, que sempre se empenha em dar continuidade à belíssima história do Coral IFMG, Eu não estava presente cantando neste dia, mas pude fazer essas imagens desta linda apresentação. Parabéns a todos!

O martírio no curso de Letras

O meu martírio no curso de Letras começou há mais de dez anos, penso que em 2001. Eu me casei aos 19 anos e ainda não havia terminado o Ensino Médio, mas sempre tive em mente o objetivo de me formar. Quando o meu filho foi para a escolinha, eu também entrei para a escola à tarde a fim de terminar o Ensino Médio e tentar a faculdade; foi algo um pouco desagradável, ser a única mulher casada e com filho no meio dos adolescentes, apesar de eu não ser tão mais velha que a maioria. Foi complicado, mas terminei o curso e em seguida prestei vestibular para Letras, na UFOP. Na época, ainda tínhamos que fazer os terríveis e dificílimos vestibulares, passei na primeira chamada, colocação 40ª de 40 vagas. Eu escolhi Letras por que sempre gostei muito de escrever e  de ler, mas eu não tinha nenhuma noção sobre o que realmente era o curso. Eu era um ET, nunca tinha ouvido em minha vida palavras como dialética, linguística, retórica, funcionalismo, dicotomia e tantas outras que dificultaram a minha…

Ah, meu bebê!

Ah, meu bebê!
Chegou inesperadamente,
E logo mostrou-se um presente.
Fez me rir, tantas vezes,
Assim como fez-me chorar.

Chorei tanto, 
Que as lágrimas fez secar...

Fiz tantos planos para você,
Construí seus castelos,
Mas quem ama, nem sempre vê,
Que apesar de muito belos,
Nossos sonhos se vão para um canto.

Ah, meu bebê!
Não suporto ver-lhe triste,
Sua dor me atormenta.
Saiba que aqui existe
Alguém que enfrenta
O mundo, só por você!

Ah, meu bebê!
Se meus sonhos causam sofrer
Liberto-o de minhas asas,
Vá, vá viver,
E deixe-me com minhas brasas.

Ah, meu bebê!
Se necessita de mim como do ar,
Venha, mas, para ficar.
Com amor, cuidarei de você,
Até os cabelos branquear.

Ah, meu bebê!
Mas se o peso de meu cuidado for demais
Troque o seu caminho, siga em paz!
Eu vou para o outro lado,
Criarei também outros laços,
Não esquecendo, jamais!

As eleições que mostraram a cara do Brasíl

Pela primeira vez na vida vejo o Brasil escancarar sua divisão ideológica, e o que vi me deixou mais perplexa e desanimada. Essas eleições foram as mais acaloradas e disputadas desde que me lembre, nunca vi eleitores defendendo tanto os seus candidatos.
Este ano foi um ano interessante, ano em que a população saiu às ruas por um protesto que começou por causa do aumento de 20 centavos no preço da passagem e continuou por motivos não muito bem delineados, como a corrupção. Eu sou a primeira a defender a mobilização, mas de cara percebi que essa falsa mobilização não tinha consistência alguma, não tinha reivindicações definidas, não tinham foco, tudo não passava de um modismo gerado também por uma certa inquietação da situação do país, que não é de hoje a mesma. Muitos me criticaram por eu não apoiar a mobilização como se eu não fosse uma brasileira e não tivesse orgulho do nosso país, mas como não criticar algo tão fraco e sem foco? Contra a corrupção, fome, pela saúde, educação, todos …

Desejo de partir

O ardor com que desejei o paraíso não é maior que a urgencia com que desejo partir, Partir dessa dor que esmaga o peito insistentemente, que me diz que não há solução, Partir dessa rotina que nada mais me diz a não ser sobre o que não posso mais ser, Partir dessa existência em que nada mais existe além da dor de não mais existir.
O simples ato de abrir os olhos toma-me toda a energia e tira-me toda a lucidez; As conveniências das convenções nada fazem além de afirmarem sobre suas inutilidades, A luta pela sobrevivencia apenas me mostra que nada desejo e nada me apraz, Nada tem conserto ou sentido, nada é verdadeiro ou real e de nada sei.
O que era a minha verdade, na verdade, jamais existiu ou existirá, No fim de tudo, nada tenho e nada nunca tive, nada existe como pensei existir, Na verdade, pessoas, coisas, realidades, sentimentos, tudo é relativo e tudo interesseiro, Na verdade, nada é puro ou verdadeiramente forte, nada está em sua essência.
Quando abrimos os olhos e enxergamos que na verdade…

Por que não conseguimos o que desejamos?

Muitas vezes Deus não nos dá o que desejamos, seja esse Deus Alah, Jesus, Krishna, Tupã ou toda a energia cósmica. Às vezes pedimos com tanta força, imploramos chorosos, mas talvez nem nós mesmos tenhamos a certeza sobre o que queremos; talvez o nosso querer seja motivado pela impossibilidade, pelo mundo fantasioso que nos obrigamos a viver dentro desse desejo, fugindo da realidade; talvez seja agradável viver sonhando e chorando, se lamentando pela luta, delirando com a vida impossível ao invés de sair e tomar decisões de verdade. 
Quem realmente sabe o que quer e toma decisões voltadas para o seu objetivo, conquista o seu desejo. Obviamente há questões que não dependem apenas de nós mesmos, pois neste universo não estamos sós e todos também tem os seus desejos; Não podemos obrigar ninguém a nos amar, assim como não podemos desejar coisas que estão acima da realidade, como se tornar um jogador de futebol famoso depois dos 50 anos. Porém, todos aqueles que chegaram longe foram aqueles …

Estou viva

Posso sentar-me na cadeira de balanço e sentir o frescor do ar em minha pele,
Ver o sorriso dos que me amam e ouvir suas vozes e gargalhadas;
Sou capaz de sentir a textura agradável do sorvete de creme e me deliciar,
Abrandar o calor com um suculento néctar de frutas,
ou matar a minha fome aguçando o paladar com os mais diversos sabores.
Vejo um espetáculo feito por várias pessoas e me emociono,
Assim como os belos trabalhos artísticos expostos.
Rio das comédias e dos comediantes do dia dia, e me transformo em um,
Posso dormir nos dias de folga e me enrolar no cobertor,
Depois fazer um café quentinho pra me aconchegar.
Posso planejar viagens, pisar em novas terras,
Posso ver e ouvir o que nunca vira antes.
Posso abraçar minha familia e contar com eles quando doente,
Posso pedir colo.
Posso ser louca e mesmo assim serei amada,
Posso ser eu mesma.
Posso ver todas as cores das flores, e toda a beleza que Deus desenhou,
Posso sonhar
Eu posso tudo, por que ainda estou
VIVA.






Crescer dói

Crescer dói, e crescer não é ficar grande ou velho, não é deixar de ser estudante para se tornar um trabalhador; crescer é passar a enxergar tudo com outros olhos, é ver que tudo aquilo em que você acreditava, pode não ser verdade. crescer é não ter o mesmo pensamento que tinha quando ainda era pequeno fisicamente, mas incrivelmente, muitas pessoas nunca mudam suas certezas, e nelas se escoram até a morte. Talvez estes sejam mais felizes, recebem o prêmio das certezas ignorantes. 
Muitos podem pensar que crescer pode nos tornar amargos, e pode mesmo. Quando você vir que as pessoas, em sua maioria, são cruéis e egoístas, quando perceber que o ser humano é o unico que sente imenso prazer na destruição, mesmo que seja de vidas inocentes, quando você deixar de acreditar na honestidade e perceber que todos os governos são corruptos, quando tiver a certeza de que todos são capazes de matar, quando precisar de ajuda e o seu maior amigo lhe virar as costas, quando descobrir que o amor talvez n…

Casamento gay, religião e laicidade

Inclusão digital, racismo e impunidade na internet

Inclusão digital significa que todos devem ter acesso à internet, o que é uma forma justa de promover a igualdade; mas o que acontece quando pessoas despreparadas, racistas, criminosas adquirem o direito de acessar a internet e publicar o que bem entenderem, sem que haja uma norma ou punição? Basta acessar qualquer link de notícias, desde os assuntos mais simples aos mais mais polêmicos, para se deparar com uma enxurrada de insultos, palavrões, xingamentos, demonstrações de racismo e total desrespeito, sejam direcionados a quem postou, a quem comentou ou ao que se relaciona a postagem. 
De acordo com o marco civil da internet sancionado pela nossa presidente Dilma Roussef: 
O Marco Civil estabelece como regra que um conteúdo só pode ser retirado do ar após uma ordem judicial, e que o provedor não pode ser responsabilizado por conteúdo ofensivo postado em seu serviço pelos usuários. Com isso, o projeto pretende evitar a censura na internet: para se provar que um conteúdo é ofensivo, …

Historinhas do baú - timidez na escola

1 - Quando eu tinha oito ou nove anos, estudava em uma escola pública em Ipatinga. Sempre fui tímida, nunca falava durante as aulas e era mais tímida ainda  dependendo da hierarquia. Até o quinto ano eu não tive amigos na escola, sempre fui péssima em me socializar. Lembro-me que a aula havia acabado mais cedo e estávamos eu e mais alguns alunos, aguardando nossos pais do lado de fora da escola. Uma menina espevitada começou a brincar de levantar as saias das meninas, inclusive a minha. Naquela época, todas as escolas tinham o mesmo uniforme, camisa branda e saias azuis marinho. Eu não sei por que diabos as crianças gostam de brincadeiras tão idiotas, mas já que ela estava levantando a saia de todo mundo, eu resolvi levantar a dela também. Neste dia eu percebi como as pessoas gostam de vitimar, mas não toleram ser vitimas de brincadeiras de mal gosto. Quando levantei a saia da menina, ela me fulminou com os olhos, parecia que eu tinha cometido um crime. De repente, ela pegou quinhenta…

Amor não é para os fracos

O amor pode nascer em terras distantes,
Ou ao lado do seu quintal,
Trazer prazeres abundantes,
Ou fazer-lhe muito mal.

O amor é feito por dois,
Se apenas um quer, não vive amor.
Se um lado é agora e o outro, depois
Não há nada além de dor.

Amar não para fracos
Fracos não podem amar,
Pois aceitam apenas cacos
E jogam o ouro ao mar.

Amor verdadeiro não espera
Nem duvida de seu dever.
Quem ama mesmo, se esmera,
Quem ama, paga pra ver.

Se alguém o ama e nada faz
Se não corre  e não luta,
Esse amor não é capaz
De se transformar em fruta.

Amor verdadeiro não é fraco,
Não espera, não se resigna.
Amor  não vem em nacos,
É tudo ou vai para a faxina.

Um dia de fúria de uma mulher

Não era um dia especial, era apenas uma terça-feira como outra qualquer e ela tinha que acordar às 5:30 para chegar até a faculdade, mas antes de chegar até a faculdade, era preciso ainda acordar as crianças, fazer o café, arrumar o quarto e o material do qual precisaria. O celular despertou pela terceira vez, mas os seus olhos eram insistentes e queriam permanecer fechados, o seu corpo não a obedecia, ela queria apenas dormir, dormir para sempre. Mas precisava se levantar. Procurou a roupa menos amassada, esquentou o leite, por que seria mais rápido, gritou com as crianças algumas vezes, não comeu e saiu correndo para pegar o ônibus. Estava atrasada. Olhou para o celular enquanto andava apressadamente, quando levantou os olhos, o ônibus estava quase chegando ao ponto, e ela ainda estava distante. Correu como uma doida desvairada, toda desengonçada, e percebeu que as pessoas a olhavam, por que não iam todos pro inferno, pensou. Correu tanto que conseguiu chegar ate o ponto, o ônibus a…