segunda-feira, 11 de julho de 2011

Laranja podre

Eu até que me esforço em prender a minha atenção à teorias da literatura, chatíssimas e sem fundamento (ou utilidade, ao meu ver), mas depois das 22:00 horas, cansada de um dia de trabalho, depois de ter enrouquecido berrando com as crianças e de ter me indignado com muitas situações imutáveis dentro  das organizações humanas, e ainda por cima, de ter cozinhado, a minha mente não viaja muito além dos meus devaneios diários. Com certeza as pessoas acharão esse texto tão chato quanto as teorias literárias, mas o que eu posso fazer se é isso que me vem depois das 22:00 horas? Sento-me diante desta tela ouvindo "In this shirt" de "The irrepressibles" e vencida pelo cansaço e pela preguiça mental  me convenço de que é impossível que minha mente produza algo prestável. Não sei o que será de mim, pois o prazo está no fim e o meu desejo  é de nunca mais ouvir nada sobre Literatura Portuguesa, a não ser que eu não precise realizar nada com as informações.

Não, amigos, não é que eu não goste de Literatura Portuguesa, mas é que o meu cérebro não está mais funcionando para realizar ligações, análises, tirar conclusões ou proveito de tais informações. Queria agora estar em cima de um palco,  encenando uma mulher louca, gritando e chorando com todas as suas dores. Gostaria de estar criando algo, sem ter que me preocupar com teorias e análises; queria viajar para bem longe e me esquecer de todos os meus problemas e de toda a mesquinharia que me cerca! Gostaria de dormir por dias a fio e acordar com a pele remoçada, com  as dores saradas. Queria voar leve como uma pluma branca que tem o seu corpo levado suavemente pela brisa do verão... Queria apenas fechar os olhos e não ter que pensar sobre o que escreveram, para que escreveram ou por quê.

Só queria ser livre. Livre da chatice, livre para viver ou morrer. Queria me esquecer de todos os problemas e deveres, gostaria de ser  agora uma ameba.

Eu avisei que isso não iria prestar... E que Deus me ajude a espremer a laranja podre do meu cérebro, quem sabe ainda possa cair alguma gota doce de dentro dela?

Ah, não percam o vídeo, lindo!


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