sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos namorados


Gostaria de escrever coisas belas e inspiradoras, mas os que me conhecem sabem que nem sempre tenho essas palavras para enfeitar o meu singelo blog... Não pensem tambem que vou  tecer argumentos contra este dia, ah, não!

Como todos sabemos esta data foi criada com fins comerciais, como a maioria delas, mas o que vale mesmo são os rituais, pois  é por eles que nos mostramos vivos, que marcamos as épocas de nossas vidas, que criamos momentos especiais, e sob esse ponto de vista, essa data é muito válida! Um bouquet de rosas vermelhas do primeiro namorado, um ursinho de pelúcia, uma colônia, um jantar romântico, memórias doces e inesquecíveis, mas...

Uma colega me disse uma frase ouvida de uma terceira: "_Hoje em dia não existe namoro, existe é sexo garantido." _Muitas coisas se encerram nesta frase. A verdade é, como já disse em posts anteriores, que o namoro está, definitivamente, saido da moda! É brega falar que se namora, que se ama, que se está apaixonado, casar então, Jesus, loucura total! Individualidade, superficialidade, egoismo, egocentrismo, são as palavras do século, herdadas com o dinamismo evolutivo. Que saudades daquele tempo, onde eu não vivi, em que as pessoas tinham disponibilidade para se dar, para conversar, para se sentirem, quando se faziam merendas e convidavam os amigos para prosearem, quando as horas pareciam caminhar descalças! Neste tempo o amor era a vida e as pessoas o maior tesouro. Claro, há um romantismo exagerado aqui, pois o mundo já conheceu tempos áridos, secos e lugares onde  diversos e diferenciados eram os valores, mas digo sobre o nosso lugar e o lugar de nossos avós. Também sabemos da hipocrisia, mas deixemos essas coisas de lado e nos concentremos apenas no que nos falta, do que nos é saudoso, mesmo sem ter nos pertencido em sua totalidade, falemos sobre o amor, a doação, a valorização do outro e desse sentimento!

Não é fácil amar hoje em dia! Em outros tempos idealizávamos um vizinho, um primo, as pessoas que estavam em nossa área de alcance, hoje em dia, milhares de cabeças estão a nossa disposição nas prateleiras do mundo, nos setores da internet, viagens, trabalho, escola e outros, todas aguardando para serem usadas e destcartadas. O que vamos valorizar nisso tudo? Pra que iremos querer conhecer o interior de uma só cabeça? Hoje o mundo quer a velocidade, não quer a reflexão, não quer a "perda de tempo".

Para finalizar, será possível que ainda existam namoros verdadeiros, construídos com respeito, admiração, dedicação e tempo? Mereceriam, esses namoros, um "Dia dos Namorados"?

Espero que sim.

2 comentários:

  1. É muito engraçado ler esse texto agora, quando estou sendo a cabeça descartada. Então me pergunto: será que já descartei muitas?
    Também sinto sdds de um tempo que não vivi, de coisas que eu não conheci, mas que muito ouvi falar. Queria um amor igual ao dos meus avós, queria tempos mais calmos e profundos, porém a realidade é outra. Será possivel que algum dia isso tudo se reverta?

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  2. Não sei...Pensar nisso me traz angústias, e o que mais me angustia não é pensar que não poderemos mais ter essa profundidade, esse tipo de amor de outrora, mas pensar que tudo isso não exista e nem nunca existiu, que é tudo criação de um romantismo absurdo para justificar as atividades sexuais e dominar as mulheres dentro do casamento...

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