domingo, 20 de dezembro de 2009

Viagem

Tormento, não acompanhe os segundos,
Não queira se arrastar por entre as brechas,
Não se porte como o cimento
quebrando as pontas das flechas.

Noite, dia, começo e fim.
Revelada covardia 
Que não tem pena de mim!

Ai, como dói acordar
E como dói não dormir!
Como dói sonhar
Sem poder partir...

Nem nos sonhos encontro
A paz que almejei,
Acordada, sonho
Dormindo, fiquei.

Noutros planos busco
o que nestes perdi.
Sem saber, ofusco
o que nunca vi.

3 comentários:

Srtª Bêêh disse...

Oi!
Vim aqui conhecer o seu blog,
ainda não li todos os posts, mas eles são incríveis!
Adorei esse poema!
Beijos!

By: Srtª Bêêh

Adélia Carvalho disse...

Lindo esse poema, Lu.
A dor é mesmo esse tormento ensandecido.
Adorei.
Abraços.

Anônimo disse...

Muito bom luciana,parabéns!!!
ass:yo-gue