domingo, 2 de dezembro de 2012

Perguntas


Quem me tornei?
Já fui tantas, tantas concepções eu tive e tantas certezas das quais não restou nenhuma. Quando fazia planos, o futuro era distante e a vida parecia eterna; quando sonhava acordada, vivia, hoje, vivo sonhando e não durmo.

Para onde vou?
Depende apenas de mim, pois os outros já escolheram seus destinos sem mim. O meu caminho será incerto até que eu aceite o presente e refaça os meus sonhos. Para onde irei? Só eu posso escolher, porque ainda caminho só.

Onde vou chegar?
Quem sabe? certos destinos e escolhas não dependem apenas de nossas vontades; o fato é que se desejamos chegar a algum lugar, precisamos abrir os olhos e reconhecer os caminhos possíveis. Se ficarmos estagnados, nunca chegaremos a lugar nenhum.

O que quero?
Hoje quero e preciso menos que ontem. De tão simples os meus quereres, parecem impossíveis. O que parece mais perto está mais distante... O que quero? Certezas e paz.

Quem sou eu?
Ainda não descobri. Depende de quem está ao meu lado... Sou mãe, filha, irmã, amiga. Para alguns, maluca, para outros, legal. Não sei quem sou, mas sei o que não sou.

O que não sou?
Não sou hipócrita, não faço jogos, não tenho paciência para invencionices. Penso não ser invejosa, não sou muito sociável. Não sou esposa, não sou namorada, não sou rica e nem faço ou fiz nenhuma falcatrua. Sou simples e não gosto que me notem quando não sou um personagem.

O que mais me dói?
Sentir o preconceito das pessoas, mesmo vivendo no século XXI e perceber que você tem valor diferente dependendo das circunstâncias em que vive; sentir que lutei em vão por alguma causa; não ter com quem dividir as minhas alegrias e as minhas lágrimas e não ter alguém que cuide de mim quando precisar;  sentir que, mesmo que eu morra lutando e que eu faça melhor que o mundo inteiro, nunca terei o valor e o respeito que mereço. 



 

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