segunda-feira, 9 de julho de 2018

Os vira-latas do mundo


Depois de ver pelas ruas e internets da vida algumas jovens que estão de "saco cheio" de muitas atitudes machistas, resolvi falar um pouco sobre relacionamentos, mais especificamente, sobre pessoas que não amadureceram a ponto de saber que escolhas tem consequências, e que quando envolvemos outras pessoas em nossas escolhas, somos responsáveis pelo mal que esse envolvimento possa causar-lhes. Já falei inúmeras vezes sobre isso, e, longe de ser uma expert em relacionamentos, sou apenas uma observadora reflexiva da realidade. Cada qual deveria procurar viver da maneira mais aprazível, mas o prazer é algo que pode apresentar muitas nuances. Geralmente, se não sofremos de nenhuma fobia ou outra coisa que nos diferencie da maioria, sentimos prazer em satisfazer nossas necessidades básicas, que são, por exemplo, a de saciar a fome, a sede, o sono, e os desejos sexuais; porém, podemos escolher qual a melhor maneira de satisfazer essas necessidades, e cada um sabe, ou deveria querer saber de si. Há pessoas que desejam uma vida repleta de emoções, variedades e prazeres transitórios, e há outras, que sentem prazer em eleger pessoas e compartilhar pequenos prazeres, e há muitas variações disso. O problema é quando as regras do jogo não estão claras e envolvemos pessoas que não estão dispostas a participarem de determinados joguinhos. O problema é quando temos a ciência de que estamos envolvendo alguém em nossas redes e esse alguém não tem ciência das reais intenções do jogador. Isso é cruel, infantil e desonesto.

Existem pessoas que pensam estar em um patamar superior e que o seu jogo é o jogo de todos, onde o vencedor é sempre o mesmo, ou seja, elas mesmas. Não respeitam laços, contratos, nem os seus, nem os dos outros, e saem pelo mundo a ferir almas quase inocentes que se enrolam nas artimanhas da jogatina. Geralmente, mas não é regra em nosso mundo contemporâneo, o grande jogador é o homem, que sai pelo mundo enredando as pobres almas, sem se dar conta das consequências. Há alguns, que mesmo quando firmam contrato com alguma pobre desinformada, saem por aí atirando suas balas como se o tal contrato não existisse, ou seja, o jogador quer levar tudo, "The winnwer takes it all". Para livrarem-se de suas culpas, lançam mão de frases feitas, como: Cão de raça sempre tem dono", "segurem suas cabritas que o bode está solto", ou outro ditado machista, demonstrando o seu sentimento de superioridade sobre eles mesmos, que supostamente os isentaria da culpa de enganar moiçolas, pois essas já deveriam saber que tal mercadoria, tão exuberante, já estaria arrematada, ou que tem direitos de nascença.

Bem, resumindo, não são apenas os homens que jogam sujo, que não respeitam contratos, que não reconhecem-se a eles mesmos, que subjugam e que ferem, mas ainda em nossa cultura, eles fazem esse papel de predador insensível que precisa caçar suas presas descartáveis. É uma pena que as relações estão ainda longe de amadurecerem e que as pessoas estejam ainda longe de serem leais e verdadeiras com os outros e com elas mesmas.

Nenhum comentário: