terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dust in the wind


O Tempo...

O menino parou pra olhar o Tempo e o tempo parou pra olhar o menino. O menino deu um passo, e o Tempo voou! Voou tão longe que o menino se cansou de andar. As pernas do menino se entortaram, suas costas se curvaram os sonhos morreram todos, e o pior, o menino não conseguiu alcançá-lo, o inefável Tempo.

Quando o Tempo estava próximo, íntimo, ele gostava de andar ao lado do menino, mas o menino  que pensou saber demais sobre o Tempo e que sempre teria a sua companhia,  se iludiu. O Tempo não espera que os meninos se abaixem para escolher as melhores pedras, o Tempo simplesmente segue o seu caminho, e caso o menino escolha o cascalho aos diamantes, o Tempo não lhes dará outra chance de encontrar tesouros. Talvez, adiante, econtre uma ametista, uma água-marinha, dificilmente o Tempo voltará e dará novas oportunidades.

Os meninos sempre pensam que sabem onde o Tempo leva, o que ele quer e até quando ficará ao lado deles; os meninos pensam que conhecem tudo, mas só conhecerão o Tempo quando este estiver muito longe e os fizer refletir sobre a sua brevidade e austeridade. Só será possível que se valorize o tempo quando estiverem prestes a perdê-lo, ou quando este se arrastar, tornando-se tormento.

Os meninos não sabem que o Tempo morre pra cada um, a cada dia...Ou fingem não ser como todos, ou até pensam que realmente não o são, mas o Tempo lhes mostra a crua verdade.

O Tempo...

Ele sempre nos foge quando mais precisamos dele, e sempre nos atormenta, quando queremos que logo se vá. Mas ele é sábio. Só os que não aprendem com ele é que sofrem com ele.Quem não respeita o Tempo, sente-se lesado por ele.

Tempo...O menino queria mais do Tempo. Por quê não pôde aproveitar quando ele estava lá? Porque era menino, e meninos não conhecem o tempo. Os meninos não sabem o que o tempo faz com eles e esperam demais. Esperam até que não tenham nem mais um resquício do  destemido Tempo.
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