quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Eu sou de verdade


Eu não sou de faz de conta, apesar de viver fazendo de conta que sou várias outras. Eu sou de verdade, de carne e osso, de suor, de cheiro, de flacidez, de dor. Eu sou de verdade quando acordo e quando vou dormir, eu sou de verdade mesmo quando invento personagem. Eu sou de  verdade na intenção, no desejo, no agir. Eu não finjo ser ou gostar, eu não finjo sentir, não invento uma pessoa ideal, eu não sou uma pessoa ideal. Eu sou apenas eu, com meu sangue, meu riso, meu sonho, meu desejo. Se sofro, se deliro, se amo, os meus olhos dizem. Eu não preciso ser um personagem na vida real, não preciso de aprovação de desconhecidos. Eu preciso apenas de sentir que fui útil no sorrir e fazer bem. Preciso apenas de um lar, um aconchego, um colo, um sorriso e alguém que também seja de verdade. Preciso de alguém que eu possa ler, que não precise ser um personagem ou necessite de aprovação de outros personagens.

Eu sou de verdade. Sendo de verdade, preciso apenas da verdade,  não de aparências. 

Meus personagens apenas mostram as verdades de mim, mas as verdades em mim não criam personagens. Sou de verdade e aceito apenas a verdade.

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