domingo, 28 de dezembro de 2008

As mulheres são de marte e os homens...


Angustiada e desolada, há um bom tempo atrás, perguntei a um amigo, supondo que por ser homem pudesse esclarecer-me alguns mistérios comportamentais do gênero masculino, sobre a possibilidade da existência de um "cara" que aceitasse o relacionamento amoroso como algo sério, definitivo e digno de esforços diários para a sua manutenção. A resposta que obtive me foi desoladora: "_Para com isso, isso não existe minha filha! A não ser que você encontre um desses rapazes novinhos que nunca saiu de casa e não conhece as tentações do mundo. se você quiser, eu te apresento um amigo meu, crente, novinho, ele tá doidinho pra encontrar o grande amor da vida dele! Para com isso, minha amiga, pessoa romântica só leva ferro." Depois dessa fui obrigada a cavar mais fundo o meu poço.

Passado algum tempo, encontrei um velho conhecido da faculdade, ele é um estudioso das Letras, da Ciência, da Neurociência e do Diabo a Quatro, e ele me falou sobre algumas teorias evolucionistas e sobre algumas pesquisas feitas, tendo como base a observação comportamental de algumas espécies de macaco. Com base nessas pesquisas se concluiu que o homem é geneticamente programado para ter várias parceiras sexuais, a fim de espalharem e garantirem a sobrevivência de seu genes.Já as mulheres são mais seletivas, pois engravidam uma só vez por ano e arcam com o ônus dessa gravidez. Muito mal resumidamente é isso. Ele falou dessa nova onda de liberação moral e sexual em que estamos vivendo e a teoria do poliamor, que seria a capacidade de amar várias pessoas ao mesmo tempo. A conclusão disso tudo, é que, apesar de os nossos genes estarem programados dessa forma, nós não somos animais que se guiam por impulsos, somos seres humanos! E depois de fazermos sexo, queremos ter o prazer de continuar ao lado da pessoa a quem julgamos especial, queremos lhe contar os nossos segredos, queremos chorar, dar gargalhadas e fazer guerra de travesseiro com essa pessoa especial. Será possível se ter várias pessoas especiais dessa forma?




Há também alguns outros que realmente nunca conseguiriam ser felizes em um relacionamento monogâmico, não sei se é uma questão genética ou cultura, mas o caso é que é um fato. Fiquei feliz por conhecer um cara tão inteligente e que compartilha da mesma opnião que eu, a de que não sei ser feliz dividida e aos pedaços, só sei ser feliz inteira, todinha e intensamente.Bem que eu gostaria de me contentar com os prazeres efêmeros e concentrar a minha busca nessas felicidades rápidas, tudo seria tão mais fácil! Nunca me envolver e nunca esperar nada de ninguém, apenas o que essa pessoa teria a me oferecer naquele momento. Mas, sou uma romântica idiota. Estou sempre a espera de alguém especial.



Muitas vezes sou forçada a me sentir ultrapassada e até burra em desejar um tipo de relacionamento monogâmico e tranquilo. Mas ouçam bem, meus amigos, o meu romantismo não é esse romantismo histórico que alienava as mulheres, ah, não! O meu romantismo se remete ao trabalho duro e diário de uma relação, não há nada subestimado e nem superestimado! Sei que as pessoas, até as mais adoráveis( até eu) podem ser insurportáveis algumas vezes, e que os relacionamentos se desgastam, e que precisaremos de tempos a sós, e que cada um terá a sua luta individual.Sei que em muitas vezes teremos vontade de desistir, e que outras escolhas serão mais fáceis que lutar, mas não vou querer desistir! Pelo menos não quero querer.



Bem, o que percebo é que existem muitas opniões diferentes, assim como os donos destas opiniões. O pulo do gato seria encontrar uma pessoa que compartilhe das nossas opniões


Para quem quiser saber mais sobre as teorias dos macacos, é só entar lá no blog do Júnior:

http://camilojr.blogspot.com/2008/06/o-sexo-em-nossas-veias-o-amor-em-nossa.html

Um comentário:

  1. Lu,
    Adorei esse post. Também queria dar conta dessa falta de comprometimento, desse "não esperar nada do outro" e viver o momento...mas também preciso da guerra de travesseiros...rsrs...dormir de conchinha e dividir o cotidiano que nos faz descobrir uma outra itimidade ainda maior...
    Lindo texto.
    Abraços e feliz 2009!
    http://adelia.carvalho.zip.net/
    Adélia Carvalho

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