sábado, 28 de julho de 2018

Gente besta


Gente é gente em qualquer lugar.
Hobbes não ficou no século passado,
Subjugado pelo suposto pensar, 
Que condenou-o ultrapassado.

"Só sei que nada sei", disse o amigo,
E de  nada sabe esse humano
Que corre para o abrigo
Fazendo ciência nos panos.

Se um camaleão muda de cor,
Se o pássaro sabe de seu ninho
De seu caminho,
Se abelhas fazem o mel,
Formigas suas cidades,
Sem alardes,
Você, humano, não é natural?
Não nasce sendo nada?
Vida dominada?

O mal é a idolatria,
O teatro das superioridades,
Que nivela, cria
Castas de verdade.

O rei, o doutor, o super star,
Vão estar,
Todos,
Com as formigas.

Os "ismos", e "istas" são,
Na verdade,
Extremos 
Para egoístas.

Não há igualdade
E nunca haverá.
Mas diferença
Não é
Diploma de Deus,
Ou de Zeus,
Ou de juíz do supremo,
Que de supremo,
Tem nada.

Bestas!
Idólatras!
Egocêntricos!
Estripadores!
Humanos!

Fadados ao fracassado mundo
Das Castas,
Das classes,
Dos níveis,
Das séries,
Dos condomínios,
Dos conjuntos "Minha casa minha vida",
Dos pontos no Lattes,
Dos likes nas redes,
Dos números de notificações,
Da cegueira seletiva,
Das teorias sem prática,
Das práticas sem teoria,
Do ódio ao diferente,
Do amor à própria imagem,
Da idolatria,
Tudo o que o "animal" nasce sem,
E tão cedo não terá.

Amém.

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