sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Difícil


Difícil é abrir os olhos quando estão embotados de doce ilusão
E enxergar a luz quando a purpurina  desbotada caiu ao chão...
Dolorido é acordar o corpo enquanto este jazia em glória
E colocá-lo de pé, quando ele ainda teme a palmatória.

Dor maior é saber que a doce verdade se fez mentirosa
E lançar para longe todas as  pétalas das rosas.
Martírio infinito é perceber que já se notava,
Mas não se tirou logo a clava.

Dolorido pranto quando deve se acordar
E os doces sentidos ter que deixar!
Ver apenas o negrume da vida,
Tentando curar a ferida.

Rasgados ficam os trapos,
Salivas sem guardanapos.
Onde havia o calor
Agora só há
Dor.

5 comentários:

José Oliveira disse...

Texto bonito mas triste....

sobretudo as ultimas 3 linhas =S!!

sabes quem pintou o quadro?

Beijinho **

Aline Camargo disse...

MAS QUE COISA!!!

Caramba, Lu. Vc é fogo mesmo! Menina, me arrupiei toda aqui! Rsrsrs...

ADOREI TD, A MÉTRICA, AS METÁFORAS, TUDOOOO!

Ai, Lu. Bora agitar esse blog, vc merece uma penca de seguidores!!!

C. de Barros disse...

Tudo que é lemtamente contruído, pode-se desmoronar em segundos.

Muito bom o texto, bom trabalho! ;)

Papito disse...

Todo o texto sustentado apenas por uma palavra..
a DOR...OH DOR!!!!
Lindo gostei muito

Lu Ferreira disse...

Zé!
Obrigada, o texto é mesmo triste...O quadro, infelizmente não sei, procurei no Google e não tinha nenhuma referência, mas não pude deixar de usar a imagem. Beijinhos!

Aline!
Obrigada, menina!
Nem me importo com o númeor de seguidores, só tendo a presença de pessoas especiais como vocês, já me sinto super honrada!

C. de Barros,

Obrigada pela sua visita e pelo comentário,e volte sempre!

Papito!
Oh, dor!!! Oh horror!
A dor sustenta muitas coisas, infelizmente...Obrigada, seja sempre bem-vindo!