sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Mar distante



Mesmo que as ondas nao queiram molhar-te
Cismas em continuar na pedra
A olhar,
A vislumbrar...
E mesmo que estejas limpa e perfumada,
Em ti veem as grossas e negras
Crostas
que jazem.
De tanto lavares as delicadas mãos,
De teus finos e cansados dedos
O sangue 
Escorre.
Nunca ficarás limpa o bastante,
Nunca, no mar imenso entrarás, pare,
Que nada mais
Corre.

5 comentários:

José Oliveira disse...

Opaa....esta foi uma escrita bem dura...

adoro a forma como consegues transmitir o que sentes sob a forma de palavras ;)...és genial

Beijinho, continua Lu *

Lu Ferreira disse...

Como a vida, às vezes, dura demais...
Brigada, Zé!

Aline Camargo disse...

Caramba, fiquei bege cintilante... você é mesmo boa nisso, menina!

Aliás, como eu faço prá mandar um selo ao seu blog?

Abs,

Lu Ferreira disse...

Obrigada!!
Mas que selo, viajei agora, hehehe.

Aline Camargo disse...

Aqueles selinhos que as pessoas ganham e deixam à mostra no blog... Vc não precisa deixar à mostra se não aquiser, mas queria te mandar mesmo assim... é uma simples imagem, nada de mais.

Posso te mandar em algum e-mail seu?

Bjo!