quinta-feira, 29 de julho de 2010

Doce engodo


Esperei pela palavra certa
Até o fim,
Até o raiar do dia,
Mas a palavra calou-se.

Pensei achar a porta aberta,
Mas só em mim
Quase sempre existia
O olhar ainda tão doce.

O desejo inventou sentidos
Ao que nada dizia
e isso bastou-me.

Pobres olhos adormecidos,
Disfarçaram a sangria
Que quase matou-me.

Dê aos porcos, as migalhas!
Esmolas, jogue aos mendigos!
Muito ajuda quem não atrapalha.
Meu peito só quer abrigo.
Postar um comentário