sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tirem o meu coração


Tirem o meu coração estraçalhando o meu peito
Depois o pisoteiem e atirem-lhe alcool;
Deixem-no queimar até restar cinzas
E deitem os restos aos porcos! 

Tampem os meus ouvidos ingênuos
Não os deixem mais escutar!
Tirem  me o oxigênio
Pois já parei de respirar.

Espalhem os meus restos 
nos tapetes dos templos,
Ou nos campos funestos
dos cachorros sarnentos.

Por favor, me enterrem na escória
Depois plantem o mal capim,
Mas nunca deixem em minha memória 
Que mentiram para mim!
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