quinta-feira, 12 de maio de 2016

Como era a vida antes do Facebook?




Como era a vida antes do Facebook? As pessoas tinham vida real. Hoje, a maioria delas está tão viciada em ficar constantemente conectada no Facebook, que não se sente confortável em ficar mais que alguns minutos sem saber o que se passa no mundo cibernético. É verdade que essa ferramenta tem ajudado a muitas pessoas solitárias, até mesmo idosos, que estavam afastados de tudo e de todos, porém, até as crianças, quando capazes de compreender o funcionamento da rede, se veem presas no mundo virtual.

Por que essa necessidade tão grande de ficar conectado o tempo todo? Por que a urgência de que os outros nos aprovem, nos elogiem, nos notem? Por que precisamos pensar que estando na rede social, estaremos cientes de tudo, ou se não estivermos, perderemos algo de importante? O que nos falta no mundo real que tentamos buscar incessantemente por outros meios? Quais são nossas carências?

É verdade que superestimamos o mundo real (teoricamente) em relação ao mundo virtual, mas é verdade também que o bem-estar de cada um depende de variantes, é algo pessoal, e estar apenas no mundo virtual pode ser sinônimo de felicidade para aqueles que não gostam ou preferem não estar com gente de verdade, cara a cara, olhando nos olhos, tocando, sentindo a risada, falando, caminhando, comendo, vivendo. Eu sei bem o que o mundo virtual pode oferecer, além de toda a informação possível, um universo de interações com pessoas de todos os tipos e lugares. Eu já gastei boa parte do meu tempo diante de uma tela de computador, e sei que não produzi nada nesse tempo, não fiz nada e nem sequer tenho lembranças; é como se uma parte de minha vida tivesse sido apagada de minha existência, e eu estivesse vivendo dentro de uma filme, que quando o monitor é desligado, deixasse de existir na memória dos que o assistiam. Eu quero sentir a risada, quero sentir a grama, o toque, o caminhar, o suor. Quero sentar aqui também e ver as notícias, escrever, interagir, mas não quero fazer disso a razão de meu viver. Quero fazer isso quando não tiver nada mais interessante para fazer, quando estiver sozinha, entediada, ou inspirada.  Não quero fazer do Facebook ou de qualquer outra rede social o termômetro, o espelho ou o juiz da minha vida.

Fuck you, Facebook!


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