terça-feira, 1 de março de 2016

365 de inspirações filosóficas

 

Hoje está completando um ano em que fui até a Praça do Papa, e,  observando o cinza da grande cidade, debaixo de uma fina chuva, ganhei o primeiro beijo de muitos. Parece que foi ontem, mas parece também que foi há muitos anos, tantos, e tantas coisas aconteceram, apesar de toda a distância. Distância e dificuldades que pareciam gigantes, foram sendo vencidas, abrandadas. Tantas decisões e tantas mudanças, tantos furacões, tornados, mas nenhum tão grande que nos jogasse para longe um do outro. 

Construir uma nova vida depois de uma certa idade é algo que devemos aprender, porque cada vez mais, há mais elementos, mais bagagem, mais desafios. Há também maior riqueza, menos tempo e mais vontade de viver, e de viver bem.

A minha vida virou de ponta-cabeça. A minha irmã se foi, novas pessoas vieram, nova casa, nova rotina, nova vida, novo rumo. Aprender a ser paciente, aprender a ter e a impor limites; aprender a amar, a ser amada, a dar e receber amor. Aprender a viver, agora, já na metade da vida. Aprender a viver junto, todo mundo junto, e a viver só, com todo mundo junto. Aprender a ser livre e a permitir a liberdade. Aprender a valorizar o que tenho e o que posso vir a ter.

Hoje faz um ano que a minha vida mudou e quase nem me dei conta. Um ano em que encontrei um companheiro, que caminha ao meu  lado desde então. Um maluco que encontrou uma maluca. Duas pessoas de verdade, desejando viver uma vida de verdade, e a aprender a ser melhor a cada dia. 

Um ano. Tão pouco e tão muito, tão intenso e verdadeiro. Um ano para nos lembrarmos. E que seja apenas o primeiro do resto de nossas vidas.

Amo-te.




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