segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Como agir sendo pais separados?




Considerando que o mundo mudou bastante, as relações se transformaram, e que ter pais separados é muito mais comum do que há 30 anos atrás (as estatísticas dizem que o número de divórcios cresceu 160% nos últimos 10 anos), acho que já está mais que na hora de se criar um código de conduta, ou algumas referências comportamentais para que os envolvidos possam ter menos constrangimento em diversas situações cotidianas. O maior problema é quando o ex casal tem filhos, muitas situações virão ao longo de suas vidas. Conversando com algumas pessoas, que também passam por uma situação semelhante (segundo casamento, com filhos de ambos), percebi que essa preocupação é mais comum do que parece. Imaginemos algumas situações:

Comemorações de aniversários

Quando os pais viviam juntos, o normal era se ter uma festa única para comemorar o aniversário das crianças, mas e depois de separados? Isso vai depender de muitos fatores, como por exemplo, de como é o relacionamento entre os pais, como é o relacionamento com os familiares desses pais e de como é o relacionamento de todos com os atuais cônjuges desses pais. Uma separação já é indício de que problemas aconteceram, graves ou não. Uma comemoração, reunindo todas as famílias e atuais cônjuges pode ser desagradável para a maioria, o clima pode pesar e não vai ser proveitoso nem mesmo para as crianças. Não parece a melhor opção obrigar que haja a confraternização entre pessoas que não desejam estar unidas, causando constrangimentos. O ideal seria que a criança crescesse ciente de que, sim, os pais são separados, possuem novos relacionamentos, e que certas situações são desagradáveis para todos e podem gerar atritos. O melhor seria cada família comemorar a seu modo, e a criança ganharia duas comemorações de verdade, com pessoas felizes e sem mal estar.

Festinhas de escolas, formaturas e similares

Há ocasiões em que não há como não unir os pais separados, e são muito constrangedoras para  para os conjunges destes que participam ativamente da criação das crianças, até mais que os próprios pais. Dessa vez, são as instituições que precisam mudar os rituais cerimoniais, se adequando a realidade da situação atual do mundo. Imagine um padrasto ou uma madrasta que criou uma pessoa desde pequena, ser ignorado no principal momento da vida desta. No lugar da foto estarão apenas aqueles que a geraram, os responsáveis por grande parte de seu sucesso, simplesmente, são deixados de lado. Ao invés de chamarem os pais, deveriam chamar por todos os responsáveis, e uma foto com quatro pessoas ou seja lá quem mais puder ocupar o lugar importante na trajetória deste individuo, seria uma lembrança mais justa e real para ser guardada.

Contato com ex e familiares 

Quando uma pessoa se separa, ela quebra os laços com o cônjuge, e também quebra laços mais íntimos com a família desta. Obviamente, não se pode simplesmente ignorar todas as pessoas e todo o passado com estas, mas estas não são mais familiares da pessoa que se separou, especialmente quando essa pessoa decide criar  e desenvolver esses laços com outro conjugue e com a família deste. Não faz mais sentido participar de celebrações, almoços de domingo, encontros familiares, sendo que o principal laço que obrigava a isso já não existe mais. As relações com esses familiares podem não acabar totalmente, devido a afetividade gerada ao longo do tempo, mas precisam sofrer uma transformação para que a pessoa que se separou possa reconstruir sua vida e criar novos laços com uma nova família. O contato com o ex cônjuge precisa existir por causa dos filhos, mas, dependendo do novo relacionamento e de como essa nova pessoa encara esse contato, seria aconselhável a restrição das conversas para que aconteçam apenas quando necessário. Os pais não precisam ser inimigos, e,  a não ser que realmente se tornem amigos, o contato não é agradável a nenhum dos envolvidos, principalmente para os que estão entrando nessa nova relação com um cônjuge separado.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Reflexões de fim de ano


Quando chegamos à metade da vida, temos duas direções para lançarmos o nosso olhar, para trás ou para frente, e temos dois caminhos principais à nossa disposição, o caminho da resignação ou o do desafio. Olhar para trás é necessário para que possamos entender por onde passamos e o que nos fez ser o que nos tornamos. Olhar para frente é necessário, para que tenhamos ânimo para viver a outra metade da vida que julgamos nos restar.

Nesses 40 anos, aprendi bastante coisa, mas ainda penso sei absolutamente nada sobre como viver uma vida plena e feliz. Construí muitos sonhos durante toda essa jornada, e mudei a todos durante o caminhar. Vivi relações frustrantes e desiguais, conheci gente e o que faz do ser humano, o ser humano. Fui à Índia sozinha, ganhando pouco mais que um salário mínimo e sobrevivi a um divórcio com dois filhos, sozinha, por mais de 10 anos. Passei fome, vivi em casa em condição de risco, demorei uns 15 anos para terminar o curso de Letras, e quando terminei, passei no mestrado. Fiz vários concursos públicos e passei em primeiro lugar em um concurso federal. Sou vista como avoada, maluca, antissocial, chata e ciumenta. Alguns me acham engraçada (não sei por quê).

Quando era criança, era tímida e não tinha muitos amigos. Às vezes tenho preguiça de falar. Algumas pessoas, até minha mãe, chegaram a pensar que eu tivesse algum dom sobrenatural, uma espécie de sexto sentido, porque soube quando ela ia ao hospital ter a minha irmã, soube quando minha irmã estava grávida e outros episódios que não me recordo, mas a verdade é que sou muito observadora e percebo as pequenas nuances no comportamento das pessoas.

Tenho alma de artista, mas não me considero uma. Não tive paciência nem persistência o suficiente para me dedicar a nenhuma das artes que amo. Não consegui me tornar uma desenhista ou pintora, apesar de as crianças terem brigado para pegar a carteira de ursinhos Gummy que eu havia desenhado. Não consegui me tornar escritora, embora a professora tivesse lido a minha redação por a ter considerado a mais interessante. Não consegui me tornar atriz, apesar de ter ouvido que eu fosse uma das melhores alunas da oficina de teatro. Não consegui me tornar cantora, apesar de ter frequentado as aulas de coral e feito oficina de teatro musical, nem ser uma youtuber, nem chargista, nem coisa nenhuma. Nem palhaça eu consegui ser. Aliás, eu me canso de tudo.

Sou o antagonismo em pessoa. Não sou nem de esquerda, nem de direita, e já estou de saco cheio de tudo. O problema do mundo, como podemos comprovar pela história, não são os sistemas políticos ou econômicos, o problema do ser humano é o ser humano. Não há capitalismo ou socialismo que proporcionem melhor qualidade de vida para uma maioria, quando na verdade, quem  age somos nós, os seres humanos, quem controla e quem faz as verdadeiras regras. Perdi a fé na humanidade, justamente por que a observo.

Eu vi como as coisas funcionam e como as pessoas se transformam para e pelo poder, e o que elas fazem para continuar lá. Não é determinismo e nem generalização, não sei nominar. O fato é que eu nunca perderia minha vida por nenhuma causa, não coloco a minha cara a tapa por nenhuma luta, por que não me é possível acreditar em nenhuma delas. Revoluções dão a poucos o grande poder, e a muitos, migalhas para que estes poucos se mantenham no poder. Todos querem o poder. Poder para ser, ter e estar onde se quer. Muitos venderiam a alma por isso.

Há ainda muitos seres humanos que desejam mais que isso e que respeitam o próximo, sentem empatia e agem com bondade, amor e caridade, só esses me importam. Não me interessa mais mudar o mundo, na altura dos meus 40 anos. Não acredito em discursos de incetivo que exaltam a igualdade, a liberdade, ou seja lá qual ideologia, não acredito nos discursos de Hitler, Fidel, ou Gandhi. Não quero melhorar o mundo, só quero melhorar a mim e a minha vida.

Parece egoísta, mas não é. É muito mais verdadeiro que muita coisa que julgamos grandiosa. Melhorar a minha vida, significa melhorar a vida dos meus e dos que estão perto, dos que me importam. Importar comigo mesma, quer dizer respeitar as diferenças, não interferir na vida dos outros, da mesma forma como não admito intromissões. Viver a minha vida.

Nesta montanha em que subi, já tenho propriedade para decidir muita coisa, como não admitir nenhuma situação que me faça mal, apenas por conveniências sociais. Tenho o direito de dizer "não" e de dizer, dizer "sim", se assim desejar. Sou a única responsável pela minha vida e pelo meu bem-estar, ninguém mais, então por que ser hipócrita?

Apesar de não estar satisfeita com o que realizei na vida, creio que a minha vida não foi tão vazia e inútil. Espero estar na metade dela, pois este ano vi, com a perda da minha irmã, cinco anos mais jovem que eu, que daqui a um segundo, posso não estar mais aqui. Não suporto mais desperdiçar vida.

Aprendi algumas coisinhas com a minha curta experiencia neste planeta, e para isso serve o meu passado. Tudo o que foi ruim, experiências e pessoas, as quero apenas no passado, não as quero em meu presente, muito menos no futuro. O que foi bom, guardo com carinho, na caixa das lembranças, onde não possa ferir ninguém. E assim, escolhi, há muito tempo a olhar para frente, como se tudo fosse sempre novo, mas com a consciência do que passei para chegar onde estou. Espero que o futuro seja mais leve, e que eu também seja mais leve, mais feliz, e mais disposta para o novo.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Que seja infinito enquanto dure


Vinícius de Moraes, esse nosso admirado poeta, escreveu sabiamente sobre o amor e o desejo de eternidade que vem com ele. Em minha última postagem, disse que já estava cansada de escrever sobre o amor, e que tudo já havia sido dito, penso agora que sim, e que não.

Quando Vinícius disse " (...) Que não seja imortal, posto que é chama/Mas que seja infinito enquanto dure", entendo que enquanto amarmos deveríamos estar certos de que este amor seja infinito, isso é amar de verdade. Quando o amor capenga, duvida, receia ou vê caminhos diferentes e separados, o amor deixa de ser amor. Quando amamos, o amor é infinito, quando deixa de ser infinito, deixa de ser amor.

Quem se diz amar, não duvida. Quem se diz amar, não compara, não há comparações. Quem se diz amar, não começa vislumbrando o fim. Quem se diz amar, espera o infinito e a eternidade.

Quem quer amar, entra de corpo e alma. Quando começa a duvidar, é porque algo está fora do lugar, em descontento. Quando um começa a duvidar, não há outro que segure sozinho, porque amar de verdade, é de dois, não de um só.

Amar é jogar o tudo ou o nada. Amar é decisão. Amar é projeto. Amar é opinião. É luta, festa, perrengue e certeza. Amar não é incerteza.

Amar é querer amar. Amar é ter a eternidade dentro do coração. Enquanto durar.




Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Preguiça de falar de amor

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Eu já me cansei de falar sobre o amor, sobre o que ele significa, sobre como amamos, sobre a sua existência e sobre tudo que possa estar relacionado a ele, porque tudo o que eu possa pensar já deve ter sido dito e os blogs estão entupidos desses falatórios irritantes, de listinhas a seguir e de conselhos melodramáticos, sem profundidade, pautados em pequenas experiências pessoais. Sinto que estou me tornando uma daquelas pessoas que mostram uma pequena amargura ao se deparar com a mediocridade, e de pouca paciência com a enxurrada de superficialidades, mas não me importo. Muito do que digo também não passa de uma enxurrada de superficialidade apresentado em forma de clichês, mas quem pode fugir de banalidade e da mediocridade totalmente? Eu não.

Eu só sei que amar é um troço difícil pra cacete, porque é algo que nos faz abrir mão de nós mesmos, por muitas vezes, em benefício do outro, o que também gera uma satisfação, sem a qual, nada disso teria sentido. 

Tô com preguiça de escrever sobre isso, Paro aqui.


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Louca

Louca!
Vez sou suave em pelo, doçura que se derrama e escorre por todos os poros,
Outra, sou lixa quente que raspa e a tudo corrói;
Vez sou amor ideal que prende e quase sufoca com esses meus modos,
Outra, sou uma estranha quase ferida que dói.

Maluca!
Amo tanto e odeio do mesmo modo,
Tanto me incomodo como incomodo,
Tanto sorrio quanto choro.

Pirada!
Duas pessoas em dois mundos distintos,
Cada um com seus escuros e seus coloridos,
Num dia menos, noutro, infinitos.

Doida!
Num dia morro e noutro revivo
um ser neutro e outro ativo...
Num dia útil, noutro, não sirvo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Sobre a vida e sobre a morte



Há nove meses a minha irmã havia se divertido como nunca em um sítio, com o marido, o filho e familiares, antes de voltarem para a casa. Depois de um fim de semana intenso, tudo o que devia querer seria chegar em casa logo, tomar um banho e esticar o corpo na cama. Estava ansiosa e feliz, havia conseguido uma vaga em uma boa escola para o menino, iria começar um novo período em sua vida. A sua casa, que ajudou o seu marido a construir, estava ficando um brinco, do jeito que sonharam há muitos anos. Pelo chão, estavam as latas de tinta a espera da finalização. Planejava construir uma casinha no campo para passar os fins de semana com a família. A última vez que a vi, estava feliz, havia pintado e cortado os cabelos. Ela não suspeitava que não chegaria em casa nunca mais... Talvez, a sua última visão tenha sido a de seu marido ensanguentado dentro do carro, e a sua última preocupação, a de que seu filho de cinco anos estivesse bem. Ela não chegou, nem tampouco, o seu marido.

Ainda não entendo o que aconteceu e nem creio. A vida não é absolutamente nada, nossa existência é como uma brisa. 

As pessoas gastam seu tempo se perguntando o porquê de tudo, procurando um sentido para esse vir e porvir, para cada amanhecer, cada hábito adquirido e cada necessidade; as pessoas colocam valores em situações, acontecimentos, coisas, pessoas, e isso é o que lhes dá sentido. Cada um tem o seu sentido.

Eu elegi alguns sentidos para a minha curta existência.

Quando eu era criança, sonhava em ser uma atriz famosa. Fui crescendo e a necessidade de fama se transformou em necessidade de comover, dizer algo que pudesse fazer algum sentido para as outras pessoas. Desejo ser útil.

Não quero ser mártir, não é importante que o meu nome ecoe pelos tempos, não estarei lá. Não quero ser revolucionária, não acredito em causas que sempre se tornam particulares. Na minha particularidade, elejo a mim mesma e a minha vida como prioridades, isso inclui os que amo.

Não abro mão de bons momentos, de conforto, de beleza. Não abro mão de poder me colocar no lugar do outro e ser solidária, da maneira que for capaz. Mas a minha vida pertence a mim, e é a mim que devo satisfações, a quem devo agradecimentos ou queixas. Apenas eu estarei comigo do inicio ao fim. 

Não me importo que os outros usem meu nome de maneira menos ou mais digna. O que sou para o mundo depende de muitos fatores, que não pertencem a mim, mas pertencem ao mundo que os criou. A maneira como os outros me veem está cercada de condições. Como mulher, o meu valor passa por diversos crivos sociais, desde o meu estado civil até o tamanho de minha roupa. Não posso me guiar por estes parâmetros, nem tampouco devo me envaidecer por conquistas, que muitos outros já tiveram, nem por palavras ou títulos, que me venham acariciar de tempos em tempos. Tudo muda, o tempo todo, e eu continuarei comigo, os outros, não.

Quero que no fim, mesmo que eu não saiba que seja este o fim, eu saiba que eu fui eu mesma, uma mulher, um ser humano, que simplesmente viveu da melhor maneira possível. Quero ter sido útil, mas não me importo muito se o meu nome será escrito na pedra. Quero os sorrisos de verdade, as lágrimas de verdade, as lutas, as derrotas e as vitórias. Quero ter sentido todos os cheiros e sabores possíveis. Quero ter amado da melhor forma que pude. Desejo não ter desperdiçado os meus segundo e horas de vida com nada que não seja de verdade e útil (qualquer tipo de utilidade, mesmo a de relaxamento total).

Se a minha hora for agora, não quero me arrepender de nada. Só quero aproveitar a vida que Deus, ou seja lá quem, me deu. Essa vida que eu acho que tenho agora, de ir, vir e porvir, de escolhas, decisões, responsabilidades, de sorrisos, lágrimas e abraços. Quero ser de verdade enquanto me for possível ser, enquanto o mundo for "humano". Não serei falsa. Quero ser grata. Mesmo que chata.






segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Relacionamentos zumbis


Eu tenho medo. 

Na minha adolescência, não existia internet. Existiam jogos, vídeo games, fliperamas e televisões. Eu passava a maior parte do meu tempo assistindo a filmes e relendo os poucos livros que tive a sorte de ter em minha casa. A minha imaginação era fértil, sonhava em ser atriz de Hollywood, com príncipes encantados e com a paz mundial. Acreditava que o ser humano era bom. Graças a Deus, ou não, cresci.


Hoje, tanto as crianças, quanto os adultos, vivem conectados o tempo todo em redes sociais. Não sabemos ainda dizer quais consequências isso terá no futuro, mas talvez, a TV, os livros e os jogos também tenham causado esse desconforto no início, esse medo de que as pessoas se tornassem alienadas, se esquecessem do mundo real e de como viver nele. O fato é que essas atividades eram diferentes, uma hora ou outra, as pessoas fechavam os livros e desligavam as TVs, mas hoje, elas não se desconectam das redes sociais. A vida acontece na internet, as pessoas ficam ansiosas em compartilhar, dividir, fazer parte de algo e terem aprovação alheia. É uma fome insana de reconhecimento e de suposto conhecimento, que vem de todas as fontes. Grande tempo é perdido na navegação desses dados, muitas vezes, insignificantes. 

Tenho medo pelos meus filhos... Todos eles ficam conectados 24 horas, com os olhos grudados nas telas, batendo papo, compartilhando, jogando, pesquisando, vendo vídeos... E só isso fazem na vida. Viajam por mundos irreais, adquirem pedaços de conhecimentos aqui e ali, engordando suas enciclopédias, mas não são capazes de se desligar das amarras, das dependências, de viver uma vida plena. Fico imaginando se saberão se relacionar e como serão esses relacionamentos. Saberão olhar um nos olhos do outro e dizer o que realmente estão pensando? Ficarão em paz em ficar desconectados por algumas horas, vivendo a vida real, "entediante e sem perspectivas"? Como serão esses relacionamentos, se em suas rotinas, nada fazem além de interagir pela internet? Será que se casarão? Como viverão? Cada um, num canto com seus aparelhos?


Eu não sei, porque já nem sei hoje como viver com toda essa tecnologia. Eu sei que um relacionamento precisa de tempo e de qualidade; tempo para que ambos sintam-se confortáveis em estar juntos e para que tudo possa ser dito com naturalidade, sem a ansiedade de se precisar estar conectado, como se tudo o que acontecesse na rede fosse mais importante que qualquer outra coisa, que qualquer ser humano que estivesse em sua frente. Qualidade, quer dizer relaxamento, estar inteiro para aquele momento, pronto para viver as pequenas coisas que a vida real puder trazer, para criar esses pequenos momentos, e não, ao contrário,  ficar criando fotos dos falsos momentos em que sequer se esteja inteiro, ou textos de efeito para ganhar "likes" de desconhecidos. Qualidade quer dizer verdade. Verdade quer dizer estar de verdade, com verdade e com vontade.



O pior de tudo é que isso é visto com normalidade, porque todos querem continuar com suas atitudes viciantes. É normal hoje andar digitando em um celular, como se nada pudesse ser dito depois. É normal ir se encontrar com as pessoas e deixá-las falando sozinhas, porque você precisa ver o que está acontecendo no Facebook, Instagram, Twitter ou outro raio de rede. É normal que, no momento mais emocionante de um acontecimento, você precise pegar o seu celular, registrar e postar imediatamente para que todos vejam como você é feliz. É normal ficar conectado 24 horas por dia, como se isso fosse a vida, e o pior é que está se tornando a vida.

Eu tenho medo. Eu quero voltar ao tempo em que nós vivíamos uma vida de verdade, plena e podíamos recorrer a outros recursos para enriquecimento pessoal ou para interação com os que estavam perto, como fazíamos com a TV, os jogos, e os livros. Um tempo em que a pessoa real era prioridade. Um tempo em que tínhamos controle sobre nós mesmos.




segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Por que ler comentários das postagens?

     Para acabar com a sua fé na humanidade...
    Ao ler essa matéria sobre o Impeachment da presidente Dilma (Queda de Dilma é golpe de Estado ou farsa), me deparei com alguns comentários (nunca faço questão de ler, porque passo mal), e, como disse nos parênteses, passei mal. Vejamos alguns:
  1. fanette

    Se e farsa , ela esta contida na constituição , e o lula a usou para tirar Collor da présidencia de quem ele tinha perdido no voto . Lula tentou tambem com Itamar Franco e FHC , mas nao deu certo ...

    Ahn?
    1. dalton-abreu

      fanette, quem tirou Collor do poder foi a Rede Globo, que o havia colocado lá, e os próprios coxinhas, que ficaram furiosos porque no primeiro dia de mandato Collor capou todo o dinheiro que os brasileiros tinham no banco. E quem tinha dinheiro no banco? Bem... 90% eram coxinhas! A única pessoa que tinha dinheiro no banco e não tomou prejuízo, porque sacou todo o dinheiro, um dia antes, foi a avó da Zélia Mello, que era Ministra da Fazenda e orquestrou o rapa da poupança. Sozinhos, o Lula e o PT jamais teriam conseguido o impeachment de Collor! rsrs

      Bem lembrado... tempos difíceis...
    2. pikudo

      mas a extrema direita em breve tomará conta da frança e da europa ! graças a deus ! e ainda tem o trump...

      Jesus! O cara está falando sério?
    1. pikudo

      mas a direita retomará a frança em breve. a frança a europa e o mundo. é a vontade do povo e a vontade de deus.

      Vontade do capeta.
    2. dalton-abreu

      Eduardo e Itamaraty em Chamas, em -primeiro lugar, esclareço que não sou comunista, mas Social Democrata. País bom, pra mim, não é a Venezuela, nem Cuba, nem os Estados Unidos, mas a Suécia, a Noruega, a Dinamarca. E o PT, hoje, é o verdadeiro representante da Social Democracia no Brasil, e não o PSDB que aliou-se ao DEM (ex-PFL> PDS >ARENA). E saibam que na Suécia, os avanços tecnológicos existem, mas os suecos têm normas para a sua implantação gradativa, durante anos, até que toda a mão-de-obra substituída pelas máquinas tenha conseguido readaptar-se em outras funções. Aqui, meus caros, vigora o capitalismo selvagem, onde alguns têm o céu e outros o inferno. E é justamente esse pessoal egoísta, ambicioso, insensível e cruel que alimenta os líderes radicais como Lênin, Stálin, Pedro Stédile, ou simplesmente bandidos como Fernandinho Beira-Mar. A classe dominante brasileira ainda acredita que poderá viver no Paraíso, tendo o Inferno ao seu redor!

      Adorei o final, disse tudo! Bem estar individual só é possível com bem estar social, igualdade de direitos e oportunidades.
  2. gfbragagnolo767424762


    O tal de Le Monde deveria se preocupar com as coisas que acontecem por lá e não vir dar pitaco nas coisas de cá. LE MONDE, não é nem golpe e muito menos farsa. Sabem porque? Este julgamento é chancelado pelo ministro presidente do STF. Seria ele também um golpista ou farsante? Já ouviram falar em constituição federal? pois deviam, para não vir aqui falar em abobrinhas!

    "Ministro presidente do STF", sei.
    1. Salvati

      O que me intriga é que esses le mondes da vida, tem correspondentes aqui neste BRASILZão! será que eles não enchergam os mestragos que foram feitos no País por essa esquerda corrupta,juntamente com boa parte de idiotas da direita! será que essa direita, estava pensando que sendo implantado o projeto de poder dos esquerdopatas (que eles estavam ajudando a implantar) eles seriam afinal chamados para fazer parte da cúpula? Como se diz na gíria, iriam ficar por cima da carne seca? Vão ser burros assim lá no inferno.

      Burra foi a esquerda de se vender ao esquema  para permanecer no poder.
    2. Johnny Go

      O Le Monde é um dos jornais mais importantes do mundo e não poderia se furtar à analise de um fato tão importante. O STF chancelou apenas o rito jurídico. Não se manifestou (ainda) sobre o mérito. No mérito, Dilma não cometeu crime. Creio que até os defensores do impeachment reconhecem isso. O pretexto fiscal para imputar a presidente não vale um tostão. Não se sustenta. Por isso é golpe. E vai custar caro aos brasileiros, não pensem que isso é uma questão trivial.

      Verdade, "Johnny Be Good"... Vai custar caro, e tomara que todos os que defendem esse golpe contra a democracia não façam parte da elite, o choro será mais forte, e quem sabe, os olhos se abram sobre todos os interesses envolvidos nos últimos acontecimentos... Ou, talvez não. Triste. 


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O homem cru


O ser humano nasce cru, e nele, qualquer semente pode ser plantada; a evolução humana é uma concepção que leva em consideração o meio em que o ser humano vive, menos até que sua capacidade física e/ou cerebral. Esse conceito, evolução, também depende de quem o aplica e dos valores adquiridos ou plantados dentro de um sistema de crenças.

Segundo o Dicionário Online de Português, evolução é:

Teoria de acordo com a qual as espécies sofrem alterações pela ação das mutações e pela seleção natural: evolução das espécies. 
Progresso; processo em que há modificação constante e progressiva, alterando um estado ou uma condição.
Desenvolvimento; tudo aquilo que se relaciona com a melhoria ou com o crescimento em determinada área. 
[Medicina] Sucessão das manifestações de uma doença. 
[Astronomia] Movimento constante efetuado por um corpo celeste ao redor de outro.

O ser humano, de acordo com as teorias científicas, sofreu evolução física até se encontrar no estado em que está hoje, com capacidade intelectual supostamente superior a de todas as outras espécies terrestres. Evolução também é sinônimo de desenvolvimento tecnológico, assim como de riqueza, já sabiam os países ditos "evoluídos e desenvolvidos" . Porém, se considerarmos evolução como sendo uma alteração do estado humano dentro de uma sociedade, levando em conta a maneira como ele se relaciona e a capacidade de fazer julgamentos, veremos que não existe tal evolução e que talvez ela nem seja possível, pois não parece, até então, ser inerente a algum desenvolvimento físico do ser humano. Estou considerando aqui a evolução como uma capacidade de se portar e se postar no mundo, ou seja, o desenvolvimento de uma consciência mais ampla sobre o funcionamento do próprio ser humano e de sua organização enquanto ser humano dentro de um contexto social.

O que quero dizer é que o homem que nasceu na idade média é o mesmo que nasce aqui, e o que ele se torna, depende do que será plantado nele. A história serve para que conheçamos alguns mecanismos dentro da sociedade, para nos ajudar a refletir sobre o que é importante, sobre as armas de dominação e sobre o que já foi feito em nome do poder; nos ajuda a compreender sobre nós mesmos e por que estamos em um mundo como o que estamos hoje. Porém se essa história for apagada, deturpada, contada apenas pelos vencedores ou pelos perdedores, se essa história não mais interessar, o ser humano será cru como o homem de Neanderthal, questionando sobre as mesmas coisas que este questionava e se encantando com os mesmos artifícios que nossos índios se encantaram quando foram ludibriados e massacrados.

O homem precisa de segurança, de rumo, de conforto, e de forma fácil, sem que precise se esforçar em questionamentos que, ao contrário, não trazem certezas, muito menos conforto. O homem cru se encantará facilmente por ideologias que lhe pareçam confortantes e lhe deem sentido, o homem cru lutará por sua certeza até a morte. O homem, qualquer um deles, precisa e deseja conforto e segurança, mas o homem cru não fará esforços para entender o que venha dizer contra suas certezas, que baseiam seu conforto e segurança.

A qualquer momento, ideologias reconfortantes com suas certezas podem emergir, depois que os livros forem queimados e todo o conhecimento for camuflado, deturpado, manipulado ou extinto, por que o homem não nasce com nenhum conhecimento, só nasce com suas necessidades básicas, e nele tudo pode ser escrito. Neste sentido, o homem não evoluiu. O homem continua o mesmo de séculos atrás, capaz das mesmas atrocidades, dos mesmos julgamentos e das mesmas asneiras que já dizimaram milhões de outros seres humanos, não trazendo nenhum benefício para a humanidade (desenvolvimento tecnológico sempre acontece depois de grandes catástrofes, mas até que ponto o desenvolvimento tecnológico pode ser considerado sinônimo de evolução e desenvolvimento humano?).

O homem nasce cru, e muitos permanecem crus, com seus cus camuflados, disfarçados, se preocupando com os cus alheios, num claro processo de involução humana. Não estamos livres de holocaustos, guerras santas, massacres, genocídios, e coisas do gênero. Não estamos livres da crueza e da crueldade humana, e as tendências mundiais atuais estão nos mostrando claramente isso: A verdade nua e crua.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Aluno da UFOP conta sobre a sua experiência no Ciência sem Fronteiras

Castelo Neuschwanstein - Alemanha
Diante da última notícia, a de encerramento do programa Ciência sem Fronteiras, e do bombardeamento  de outras medidas que diminuíram drasticamente as verbas para a educação, se torna importante registrar o depoimento de um aluno da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) que foi beneficiado. Quem fala é Samuel Carlos, estudante de Ciência da Computação:


Qual o seu nome e onde mora?
Eu me chamo Samuel Carlos e moro em Mariana


Para qual país e qual universidade você foi? Quando foi?
Fui para a Holanda. Estudei na Windesheim University of Applied Sciences, entre Agosto/2015 e Julho/2016. 


Como foi o processo de seleção? Teve alguma dificuldade?
O processo seletivo deste edital foi um tanto diferente do normal para o CsF, já que ele é uma parceria entre a UFOP e Windesheim para alunos da computação. A primeira etapa é a realização de uma prova de proeficiencia em inglês; a segunda etapa é uma avaliação de currículo lattes de cada aluno, onde cada coisa tem um peso diferente (estágio e experiência professional com laboratórios da UFOP têm peso maior que um coeficiente acadêmico muito alto). Sendo assim, não tive dificuldades em ser aprovado, dado que já possuía tanto um estagio quanto experiência em alguns laboratórios.


Qual foi o objetivo maior desse intercâmbio?
O objetivo maior era a aproximação da UFOP com a Holanda e a “troca de especialidades” para finalizar projetos já existentes em ambas as universidades. Os laboratórios da UFOP são muito bons em desenvolver um produto e a Windesheim é muito boa em transformá-los em um produto de fato, pronto para a venda.


Como foi a chegada ao país novo?  Essa foi sua primeira experiência internacional?
A chegada a Holanda foi bem mais tranquila que o esperado. A cidade onde moraria se chama Zwolle e fica a cerca de 120 km de Amsterdam, que foi onde meu voo chegou. Logo no aeroporto tomei um trem para Zwolle com bastante facilidade (o inglês é praticamente o segundo idioma do país, então nunca tive problemas com informações devido a língua) e cheguei a cidade em 1 hora e meia. Como cheguei razoavelmente cedo, por volta das 3 horas da tarde, apenas deixei minha mala no apartamento, saí para explorar a cidade e encontrar supermercados, lanchonetes, etc. Sim, essa foi minha primeira experiência internacional.



Onde ficou?
Fiquei em um prédio reservado somente a estudantes nacionais e internacionais. 


Qual era a ligação das atividades em que foi inserido com o curso que estava fazendo na UFOP? 
Bom… era basicamente a execução prática de toda a teoria que estudamos na UFOP com foco no empreendedorismo. 


Como foi o relacionamento com as pessoas e a cultura do local?
O relacionamento foi muito bom. Os holandeses são extremamente educados e organizados, sempre te tratam de uma forma bem cortês e havia também um grupo de bolsistas da universidade, chamado SUN (Students United in Netherlands), designado para dar suporte e desenvolver atividades de integração a todos os alunos internacionais. A cultura deles é muito diferente da nossa em quase todos os aspectos. Creio que o que me causou maior espanto é o fato de não almoçarem nada além de sanduiches e pães com tudo que se consegue imaginar dentro, e de serem muito diretos e sinceros. Se existe algo que um amigo ou parente teria receio em te dizer sobre você, um holandês irá te dizer sem pensar duas vezes. Eles também são muito organizados e honestos, algo bem difícil de se encontrar em outros lugares do mundo. Acima de tudo, a melhor parte da cultura holandesa é o uso de bicicletas para qualquer coisa, sejam compras, passeio, levar as crianças e animais pra passear, ir trabalhar, etc. Devido a isso, não se vê muitos carros e poluição no país, mesmo nas grandes cidades.


Como foi a comunicação?
A comunicação foi bem tranquila. Como dito anteriormente, todos falam inglês fluente na Holanda, desde o mendigo local até os doutores da universidade. A principio tinha um pouco de receio ao conversar em inglês por não ser tão bom assim, mas após as primeiras semanas tudo ficou mais fácil.

Kinderdijk - Holanda
Quais lugares pode conhecer?
Na Holanda tive a oportunidade de conhecer varias cidades, como Amsterdam, Rotterdam, Utrecht, Gronigan, Arnhem, Giethorn, Hengelo… Fora isso, pude visitar a Alemanha, Bélgica, França, Itália e Inglaterra.


Quais as maiores dificuldades que você enfrentou nessa jornada?
As maiores dificuldades que tive aconteceram ainda no Brasil, na parte burocrática do processo. A liberação das bolsas atrasou muito, os pagamentos também demoraram, tive pouco tempo para providenciar milhões de documentos e encontrar uma passagem dentro do valor que o governo nos dá para isso, etc. Na Holanda, as unicast dificuldades foram me acostumar a passar 1/3 do ano sob chuva e o frio rigoroso no inverno.



O que foi mais valioso nessa experiência para a sua vida pessoal e profissional?
Creio que tudo me foi muito valioso. Pessoalmente, penso que me tornei uma pessoa bem mais independente, por conseguir me virar sozinho durante 1 ano em um país totalmente diferente do meu, e mente aberta, pela convivência diária com pessoas de todos os continentes. Profissionalmente também cresci bastante, tive a oportunidade de realizar uma das disciplinas em uma empresa onde fui incluso nas práticas das grandes empresas de tecnologia do mundo e pude lançar dois aplicativos móveis “comerciáveis”. 


Quando voltou, e por quê?
Voltei na ultima semana de Julho… e, sendo sincero, somente voltei porque era obrigado a tal pelo contrato do CsF.


Se não existisse o programa, qual seria a sua expectativa de viver uma experiência como esta?
Creio que jamais viveria uma experiência exatamente como essa se não fosse pelo CsF. Talvez me mudaria a trabalho para o exterior após me formar, porém nunca iria como estudante , não teria dinheiro para tal. 


Qual a sua opinião sobre o programa e sobre o fim deste?
Acredito que o programa, em sua essência, é muito bom. A experiência de aprendizagem e desenvolvimento pessoal que ele nos proporciona é excepcional. O problema do CsF é a falta de um monitoramento mais rigoroso e um sistema de seleção mais efetivo por parte do governo. Confesso que pra mim seria muito fácil deixar os estudos em segundo plano e usar todo o investimento para viajar ou outras atividades do tipo. Fico triste com o fim do programa, creio que ele deveria apenas ser reformulado e, no retorno, o governo deveria providenciar as mesmas condições de estudo e pesquisa que os bolsistas têm no exterior, para incentiva-los a permanecer aqui e melhorar o país. 


O que você pensa sobre o cenário político atual?
Pra falar a verdade, eu não entendo muito de política. O que penso do cenário atual é que independente do resultado da briga entre Dilma x Temer, nada vai melhorar até que saiam ambos da presidência. ***






Por dentro do Ciência sem Fronteiras


O que é?

Programa de intercâmbio com universidades estrangeiras, promovido pelo governo federal, que concede bolsas de estudo a alunos de graduação e pós-graduação matriculados em universidades públicas e privadas. 


Quem pode concorrer a uma bolsa de graduação?

Brasileiros ou nacionalizados que estejam regularmente matriculados em cursos relacionados às áreas prioritárias do Ciência sem Fronteiras, tenham concluído de 20% a 90% do currículo, tenham bom desempenho acadêmico e tenham atingido nota de no mínimo 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio. Alunos que receberam prêmios em olimpíadas científicas ou bolsistas de iniciação científica ou tecnológica do CNPq ou da Capes terão preferência. 


Áreas prioritárias

Engenharias e demais áreas tecnológicas; Ciências Exatas e da Terra; Energias Renováveis; Tecnologia Mineral; Formação de Tecnólogos; Biotecnologia; Petróleo, Gás e Carvão Mineral; Nanotecnologia e Novos Materiais; Produção Agrícola Sustentável; Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais; Fármacos; Biodiversidade e Bioprospecção; Tecnologia Aeroespacial; Ciências do Mar; Computação e Tecnologias da Informação; Indústria Criativa (voltada a produtos e processos para desenvolvimento tecnológico e inovação); Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva; Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde. 


Benefícios

Mensalidade de bolsa; auxílio instalação; passagens aéreas; auxílio material didático, seguro saúde e adicional para cidades de alto custo. 


Quanto dura

12 meses, podendo chegar a 15 se incluir curso de idioma


Onde estudar

As universidades estão entre as escolhidas por rankings internacionais, como o Times High Education e o QS World University Rankings. Fonte: Carta Capital





O programa divide opiniões, dúvidas foram levantadas sobre a sua finalidade e efetividade, como demonstra muito bem este editorial do estadão, que deixou claro a tendência mercadológica do jornal ao dizer quais deveriam ser as prioridades do conhecimento a serem contempladas:


"Em vez de selecionar alunos de áreas técnicas em que o Brasil carece de especialistas, especialmente no campo das ciências exatas e biomédicas, o programa financiou indiscriminadamente estudantes de quase todas as áreas do conhecimento – inclusive publicidade e comunicações."


O fato é que muitos, que talvez nunca pudessem vivenciar uma experiência como esta, foram beneficiados e aproveitaram ao máximo; o desejo é que o cenário atual mude e que programas que visem o aperfeiçoamento pessoal e profissional de brasileiros que necessitem de tais iniciativas sejam melhor planejados para que a maioria tenha ganhos reais para si mesma e para o país em que vivemos.


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