segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Kalanchoe seca



Hoje é um novo dia, de um novo dia.
Uma nova era de de um "não sei quê"
Trazida embalada pela agonia
Ainda viva, sem nunca adormecer.
Nenhum vivente poderá compreender,
Ele também não haverá de sentir;
Brota pungente em meu ser
Algo que não se pode definir.
Uma dúvida eterna:
Por quê vieste para mim?
Rias enquanto eu chorava?
Enquanto eu esperava, vias meu fim?
Morria enquanto tu continuavas.
Kalanchoe que se viu despetalada
Ao ver o verão chegar
Rugosa, seca, sem vida, sem nada
Uma flor que se viu a se acabar.
Caminho agora sem saber onde chegar
Humana, já nem sei se continuo.
Uma dor que não vai se acabar.

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