quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Mais duas meninas se matam por terem suas intimidades expostas na internet

Mais duas meninas se matam por terem suas intimidades expostas por algum vagabundo, idiota, cachorro, sem vergonha, filho de uma égua em quem elas haviam confiado. Desculpem-me pelas palavras feias, mas me espanta como as mulheres ainda sofrem tais tipos de violência e acabam sendo acusadas de promiscuidade, de serem prostitutas, "mulheres fáceis",  apesar de, na verdade,  terem sido vítimas de alguém em quem confiaram.


 No último dia 10, a adolescente Júlia Rebeca, 17 anos, se matou enforcada com um fio de chapinha após ter tido o seu vídeo intimo espalhado e vendido pela internet; no dia 19, outra adolescente de 16 anos também se enforcou após sua foto ser divulgada nas redes.

Essa questão é muito profunda. Quem tem o direito de expor a intimidade de alguém com quem tenha compartilhado momentos íntimos e que tenha confiado e ele sua intimidade? Isso demonstra como a mulher ainda é vista em nossa sociedade, ela é mantida como um simples objeto de deleite, um brinquedinho que depois de ter sido usado serviria como troféu e prova de masculinidade. A mulher que tenha confiado seria uma prostituta que não mereceria respeito por ter confiado em quem não devia. É isso o que a mulher ainda é. O pior é que, ao invés de criarem leis que punam cruelmente esses monstros egoístas, mesquinhos e traidores, a sociedade e principalmente "a mulher" continua dizendo que a culpa foi delas, que elas não deveriam ter se exposto, como se cada uma dessas mulheres que apontam o dedo nunca tivesse transado com um vagabundo e feito o que aquelas meninas fizeram na intimidade, como se nunca tivessem feito um vídeo ou tivessem mantido um desejo secreto de fazê-lo, agem como se os homens estivessem com a razão de roubar o direito de dignidade e manchar para sempre a honra da mulher que decidiu compartilhar com ele.

É terrível que duas jovens perderam a vida por terem confiado em quem não deveriam, e foram julgadas por que fizeram o que tinham vontade de fazer com seus corpos, como todas fazem; o erro foi ter acreditado que as pessoas podem ser confiáveis e que elas já tem o mesmo direito que os homens, o direito de ser livre sem que isso significa perda de valor.

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