sexta-feira, 19 de julho de 2013

Tanto amor


Tanto amor assim inunda
De maneira que quase me afogo
E me perco
Nas loucas e agitadas correntes.

Não respiro dentro da areia funda,
E quando penso que não, logo
O mar é seco,
E o ar me penetra pelos dentes.

O tornado arrasta - me pelos continentes,
Joga-me, quebrando-me
Deixando - me extasiada.

Quando me cato, me vejo diferente,
Elevada por brâmanes
Contentando - me com o nada.

O amor despedaça tudo,
Mas os despedaçados
Tornam-se plenos em seus pedaços;

Por um instante nos deixa surdos,
Um tanto desesperados,
Nos redundando em pleonasmos.

Tanto amor assim  nos dá asas
Que podem nos levar ao longe,
Ou a lugar nenhum...

Afoga - nos,  nada disfarça
E nos lança para onde
Tudo significa um.

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