sexta-feira, 14 de junho de 2013

Os ideotas estão chegando - a vida é um jogo 3d


Estamos vivendo em um jogo 3d que se acaba quando fechamos as telas de nossos notebooks?

As crianças não sabem mais o que significa ralar os joelhos e a qualquer escalavramento saem correndo para as suas mãe temendo que isso possa causar uma doença maligna e levá-las à morte. Elas estão paranóicas e a imaginação delas nunca se desenvolve para a ação, vivem no mundo das idéias. Os adolescentes, que iniciaram esta nova fase da humanidade, não são capazes de manter uma concentração profunda e analítica, as informações não são digeridas, mas devoradas. É um pipocar de imagens, informações, notícias superficiais, chats a todo o momento, é um não se desligar do mundo virtual. Começamos a perceber que as pessoas estão passando a ter uma certa dificuldade para se concentrarem  por um longo tempo ou em profundidade, estão sempre dispersas, como se a mente viajasse na velocidade da luz para todos os lugares ao mesmo tempo, mas nunca percebendo nada desses lugares. 

Estamos vivendo em um tempo em que a maioria dos trabalhos começam a ser feitos numa cadeira, utilizando-se apenas a mente, as mãos e o computador. Fora os trabalhos formais, ainda precisamos estudar, sem falar que desejamos, ou melhor, precisamos estar conectados a maior parte do tempo; esta forma de viver é algo que está tomando conta das pessoas deste século. Não estamos mais no mundo real, é como se a realidade fosse algo secundário, algum trabalho chato que precisa ser feito enquanto aguardamos para entrarmos on line e encontrar o mundo ideal, onde somos super humanos, capazes de acessar tudo e entrar em contato com todos. Neste lugar vivemos vidas, criamos um universo particular, nos expressamos, xingamos, fazemos tudo o que não somos capazes e não temos permissão para fazer no mundo real; neste mundo somos deuses.

Matrix é real! Sonhamos em estar nos lugares, fazemos avatares e com eles criamos histórias, nos apaixonamos, namoramos, fazemos tudo usando apenas os nossos cérebros, sem sair da mesma cadeira onde trabalhamos, estudamos e nos divertimos. Desta cadeira, emoções homéricas são vividas e vidas podem ser construídas ou destruídas, não apenas a vida dos bonequinhos do The Sims, mas a vida real também. Vivemos no mundo das idéias, mas não das idéias reflexivas, trabalhadas e produtivas, e sim no mundo das idéias que não levam a lugar nenhum e que não se desenvolvem. É um mundo superficial e vazio que se apaga assim que desligamos o computador, o celular ou outro aparelho internético, o que nos deixa tristes e com medo. É o mundo dos ideotas, que não sabemos onde vai dar. Medo.




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