terça-feira, 7 de maio de 2013

Persépolis e Anne Frank - meninas e livros contra a opressão

Dois livros que contam histórias de duas meninas e  o mundo das desigualdades.

O país que se diz o mais poderoso do mundo não quer pessoas que sejam capazes de pensar criticamente sobre todas as questões mundiais, não quer dúvidas nem questionamentos. O conveniente é que a massa acredite que faz parte da melhor maneira de viver da humanidade, da nação construída para defender o mundo de todos os males, tanto faz que sejam males provenientes de ataques terroristas ou alienígenas. Se seu presidente disser que é necessário invadir qualquer país  para ensinar a este povo como deveria viver, a população alienada do país poderoso, com certeza, irá aplaudir, não de pé, mas sentados em suas poltronas. Esse é o tipo ideal de cidadão, o que nunca questiona sobre nada e que apoia em 100%  seus governantes, que deixa com que resolvam tudo por ele.


Eu me lembro de pesquisas em que o americano não sabia identificar o próprio estado dentro do mapa; afinal, pra que conhecer algo que vai além de seu próprio umbigo? Que se dane o resto do mundo, todos tem inveja e desejam fazer parte do "sonho americano".


E o gado vai caminhando. Condenam livros por eles serem relatos verdadeiros de meninas que foram massacradas pela sociedade e por um sistema de governo ditatorial, meninas que pensavam, que enxergavam, que criticavam. Imagine se os americanozinhos começarem a questionar sobre as desigualdades e sobre os direitos humanos e individuais! Imaginem só! Os únicos direitos que eles precisam saber é que podem ter uma arma e matar qualquer um que represente uma ameaça.


Eu encontrei Persépolis e levei para que os meus filhos lessem. Eu comprei o Diário de Anne Frank. Eu tenho Maus em minha biblioteca. Eu não penso que eles são muito jovens para entender que há muitas injustiças no mundo ou que ainda há pessoas que passam por tamanhas atrocidades e são capazes de produzir obras de tanta beleza e importância. Não quero que eles vivam num mundo de fantasias, um mundo falso, um mundo podre coberto por uma fina cobertura de chocolate. Eu quero que eles sejam preparados, fortes e sensíveis para as humanidades! Eu quero que eles cresçam! Infelizmente, algumas nações continuam fazendo de seu povo bonequinhos fantasiados de Capitão América, com um revolver na cintura e um chapéu de cowboy, prontos para tudo, menos entender os verdadeiros conceitos de liberdade, igualdade e respeito.

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