sexta-feira, 31 de maio de 2013

Rain Man


Muitas vezes eu me pergunto o que diferencia um filme medíocre de um filme tocante, aquele que podemos assistir dezenas de vezes, sem nos cansar, e sempre nos emocionando. Rain Man é um destes.

Tom Cruise (gatíssimo, diga-se de passagem), é um homem frio, enfrentando problemas nos negócios quando recebe a notícia de que o pai morreu. Na leitura do testamento, descobre que a maioria dos bens, inclusive três milhões de dólares, foram deixados a uma pessoa que ele não conhecia. Procurando pelo tutor do beneficiário, descobre que tem um irmão com autismo, o qual sequestra com a intenção de conseguir parte da herança, mas nesta viagem, acontecem várias coisas que mudam a relação e a maneira como Charles (Tom Cruise) enxerga seu irmão (Rain Man). Seria uma historieta como outra qualquer, se não fosse contada com diálogos verossímeis e engraçados, se não fosse a música tema dos anos 80, diferente e intrigante, se não fossem os excelentes atores, especialmente Dustin Hoffman,  e a economia de cenas desnecessárias.

Um belo filme. recomendadíssimo.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Furar fila no bandeco: um sintoma



Foi-se o tempo em que dizer "estudantes universitários" sugeria pensamento crítico, contestação da ordem estabelecida e luta pela igualdade... Correm para longe os ideais, o pensamento libertário, as convicções humanitárias. Para onde se mudaram o senso de justiça e de igualdade? Escafederam-se. Ou será que fiquei muito velha e saudosista? Não! Eu me recuso a aceitar que juventude justifica a inconsequência e falta de engajamento político e social. A juventude não é algo que vive por si só, em um mundo a parte do resto do universo, embora muitos pensem e realmente vivam desta maneira, dentro de suas republicas universitárias e das festas regadas a todo o tipo de substâncias que os ajudam a esquecer que existe vida lá fora.

A juventude de hoje pensa no futuro, mas pensa individualmente. Compartilhar, só com os amigos de farra ou nas páginas do Facebook. Que se dane a comunidade onde estamos inseridos, que se danem os mais velhos, os fracos, os que não nos pertencem, somos jovens e temos direitos! Essa é a juventude do século XXI, com todos os direitos (individuais) e nenhum dever.

Não podemos generalizar, ainda existem pessoas preocupadas com o rumo da humanidade ou apenas com o rumo de sua comunidade, ainda há jovens que respeitam as pessoas! Sim, ainda há essas raridades. Mas o amontoado dos outros, os que não respeitam as fragilidades, as necessidades e os direitos, está infestando o nosso planeta.

São pequenos atos que mostram o que são e como pensam as pessoas de uma determinada localidade. Os de Ouro Preto e Mariana deixam claro a falta de respeito quando furam filas desavergonhadamente. No ICHS, Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Ouro Preto, os alunos colocam mochilas para marcarem o seu lugar na fila do restaurante. Os mais folgados, simplesmente jogam as suas mochilas na frente das outras, sem nenhuma cerimônia. No Campus, a fila é quilométrica, logo os estudantes procuram amigos e furam a fila, no maior descaramento! Isso não é um ou são dois, mas a maioria! Talvez eles não tenham outra coisa a fazer além de estarem ali, mas muitos  têm uma vida além da universidade; e mesmo que não tivessem, chegaram primeiro! 

São essas simples coisas que demonstram o pensamento coletivo de desrespeito e de querer levar vantagem sempre, desrespeitando as regras. São pequenas coisas que vão se desenrolando, se transformando e perpetuando a cultura de "jeitinho brasileiro", que muitos se orgulham por fazer parte.

Eu sinto vergonha por ter que constatar esse tipo de comportamento dentro de um ambiente universitário... Mas é assim que é.

domingo, 26 de maio de 2013

Lendas, causos, assombrações e fofocas de Ouro Preto

Ouro preto é uma cidade mística e misteriosa, cheia de segredos e de histórias.

Pode não parecer, assim espero, mas eu sou do tempo em que não existiam datas de validade nas latas e éramos obrigados a olhar se as embalagens estavam estufadas ou enferrujadas antes de comprar algum produto; sou da época em que meu pai ganhava mais de um milhão de cruzeiros, mas ser milionário naquela época não era sinônimo de ser muito rico. Sim, assumo que sou desta época, mas ainda não sou da época de quando surgiram algumas historinhas que contarei aqui; a data delas é indefinida e a veracidade, bem,  esta avaliação ficará a critério de cada um.



A Mãe do Ouro

Como é sabido, Ouro Preto foi uma colônia portuguesa e suas riquezas minerais foram  exaustivamente exploradas pela coroa, e para isto, era utilizado o trabalho dos escravos, os negros trazidos da África. estas pessoas sofreram tanto aqui, que até hoje a cidade leva a fama de possuir um ar carregado. Dizem que alguns senhores de engenhos enterravam os seus escravos vivos juntamente com o ouro para que tomassem conta de seus tesouros. Dizem ainda, que onde há algum tesouro enterrado, cujo dono nunca veio buscar, de vez em quando aparece um fogo muito forte, uma luz brilhante que sobe e desce, a qual chamaram de "Mãe do ouro". Quando vierem a Ouro Preto, prestem muita atenção nas luzes, pode ser a sua chance de mudar de vida!




Vergonha
As paredes das casas ouropretanas, em sua maioria, são interligadas, isso é, de cada lado da parede tem uma casa; estas paredes são muito grossas, algumas tem quase um metro de espessura! Contam que, antigamente, as pessoas tinham muita vergonha das vergonhas cometidas por seus familiares, e que quando    algum deles cometia alguma falta grave, como engravidar ou algo parecido, a família dava um "jeitinho" no problema. Há algum tempo, disseram ter encontrado um esqueleto de uma moça em uma destas paredes. Acredite se quiser.




Colégio Dom pedro, o mal assombrado

Dizem que a Escola Estadual Dom Pedro II foi uma espécie de local militar, e que em seus porões guardavam os leprosos. Uma professora disse que alguns alunos foram fazer a brincadeira do copo (quando um espírito desce e entra em contato através dos movimentos que indicam uma letra) e uma menina foi possuída por um espírito; quando o pessoal da escola veio intervir, o espirito deu nomes, datas e fatos que, ao serem checados nos documentos, estavam de acordo com a realidade de uma antiga estudante, que não queria sair dali. "Creindeuspai"!






O desapontamento de Sônia Braga

 

Esse é um boato. Dizem que Sônia Braga, quando veio filmar aqui um filme internacional chamado "Luar sobre Parador", ficou muito desapontada com a população. Dizem que ela reclamou a um guia turístico:
_O povo aqui em Ouro Preto é esquisito, a gente anda na rua e ninguém pede autógrafo, nem nada. 
O guia respondeu, muito certo do que dizia:
_Ah, minha filha, aqui em Ouro Preto todo o mundo é artista!




Segredos de beleza

A minha avó era de Acaiaca, mas era do tempo em que existiam as fossas cheias de gretas do lado de fora das casas e quando nos presenteavam com galinhas. Ela tinha um ótimo produto para pernas ressecadas e cabelos: Banha de porco! Para enriquecer o feijão, adicionava um prego ao cozimento, e para acelerar o cozimento, colocava bicarbonato. Se o olho do cachorro estava "purgando", caldo de salsa triturada, ou couve! Machucados? Pó de café. Se estivéssemos doentes, nada melhor que uma barbeiragem feita com café, manteiga, cebolas, casca de maçã e só Deus sabe que demônio havia naquele veneno, tiro e queda!


 

Cobras

Lá em Rodrigo Silva, distrito de Ouro Preto, parece até um outro planeta, talvez um terreno perdido de Nárnia, Terra do Nunca ou Hogwarts. Os moradores juram que lá naquelas terras encontram-se a cobra cara-de-gato e a cobra com pé. Essas eu gostaria de ver!









Cabelos dourados

Conta-se que os escravos, quando trabalhavam na extração do ouro, escondiam parte do pó dourado em suas cabeleiras crespas. Para retirar o ouro, colocavam os cabelos numa bacia com água e o ouro lá se depositava. Dizem que, desta forma, muitos escravos compraram a sua liberdade, e desta forma também, Chico Rei conseguiu financiar a construção da igreja Santa Efigênia, no Alto da Cruz. Quem conta um conto, aumenta, mas não inventa!


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Histórias que ouvi contar - livro

Um lindo presente para crianças que querem aprender sobre as lendas de Ouro Preto.

No ano de 2011 eu participei de um concurso de contos aqui da minha cidade. Eu enviei um continho e uma poesia, mas o tempo passou e pensei que o concurso tinha dado errado, por que não tivemos mais notícias dele. Eis que este ano me ligam e me convidam para a celebração do aniversário do Trem da Vale, quando foi lançado o livrinho com os contos dos participantes selecionados! Fiquei feliz em ter alguma coisa minha publicada pela primeira vez, embora precisasse de uma revisada geral. Hoje recebi dez cópias do livrinho, com vários contos e causos de coisas da cidade de Ouro Preto. Vale a pena ler, não por que os meus textos estão lá, mas por que as historinhas tem tudo a ver com a nossa história.


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Momentos sinistros da humanidade


Eu sempre tive medo dos mortos, mas não é como os outros tem. Eu não tenho medo de fantasmas, almas penadas, eu tenho medo dos corpos sem vida, ocos, vazios e que estão se deteriorando; eu tenho medo de tocar o corpo gelado, eu tenho pavor. Odeio velórios, odeio aquele sofrimento estendido.

Bem, imagine se o seu ente querido morresse e você não tivesse sequer uma imagem, uma fotografia desta pessoa? O que você faria?

A partir de 1839, ficou mais fácil para as pessoas terem fotos ao invés de retratos pintados, então a moda era fotografar, embora não fosse acessível a todos. Nasceu aí também a foto post mortem, que nada mais era do que fotografar as pessoas depois de mortas; estas pessoas eram colocados de maneira a parecer que estivessem vivas ou apenas dormindo, muitos usavam algum suporte de madeira escondidos atrás das roupas. Algumas fotos recebiam retoques como rubor nas bochechas e pintura nos olhos.

Eu acho que, mesmo que não tivesse nenhuma lembrança de uma pessoa querida, eu não gostaria de ter uma foto sinistra de um corpo vazio, estranho, sem vida.

Bem, são coisas culturais e históricas que valem a pena ser conhecidas.

Para quem gosta de ver:

Página no Facebook

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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pimenta no dos outros é refresco

Parece que os assuntos Índia/Brasil não param de dar ibope aqui no meu blog, por isso,  em homenagem a este fato, resolvi falar brevemente sobre um aspecto humano, que tem tudo a ver com o envolvimento entre ocidente e oriente ou qualquer envolvimento humano: o egocentrismo.

A maior dificuldade que o ser humano enfrenta é a de aceitar as diferenças. Alguém me disse que todas as guerras do mundo são causadas pelas certezas e isto é verdade. Certeza de que a sua religião, cultura, modo de viver, país, ou seja lá que particularidade, seja a melhor ou a única verdadeira; esta certeza dá ao homem a chave que liga a ignição da intolerância e da condenação. Isso não é privilégio de uma ou outra nação, isso aconteceu, acontece e acontecerá em todos os lugares onde haja humanos.


As certezas geram o desrespeito que levam aos extremos, e nada é mais controverso e polêmico do que religião e seus símbolos. As pessoas deveriam ter em mente que não se pode brincar com o sagrado. O sagrado não está contido apenas na religião; o sagrado para cada um é o que esta pessoa tem de mais verdadeiro e íntimo, como sua casa, sua família, seus entes queridos. As certezas, como a visão política, o time de futebol e a religião são sagrados para muitas pessoas. Ninguém deveria invadir e profanar estes espaços. O que acontece é que muitos desconhecem este valor sagrado de alguns símbolos, ou, através de suas certezas, não se importam com o valor destes símbolos e o que a sua profanação podem representar; esse desrespeito gera conflitos incontroláveis.




Quando visitei uma igreja católica em Goa, na Índia, eu vi indianos olhando para a imagem de Jesus carregando a cruz, todo ensanguentado, achando aquilo sinistro e até mesmo engraçado. Elas riam. A minha amiga católica achou que aquilo era um grande desrespeito e ficou indignada, mas eu entendi que talvez aquela fosse a primeira vez em que aquelas pessoas estivessem vendo a imagem de Cristo. Para elas, aquilo não significava  nada e por que deveria significar? Por que para os cristãos é a única verdade? Aquilo não fazia parte da vida e da realidade daquelas pessoas.

Assim como Jesus, para a maioria dos indianos, não tem nenhum significado, para os ocidentais, os deuses hindus não passam de belas figuras exóticas e decorativas. Não sabemos de suas histórias, de seus poderes e dos valores que os indianos lhes atribuem. Estamos errados?

De qualquer forma, a humanidade precisa urgentemente aprender a respeitar o sagrado   dos outros, o que é difícil, considerando que as "certezas" continuarão norteando as ações das pessoas. Quem sabe, consigamos começar a construir a tolerância? Comecemos.

domingo, 12 de maio de 2013

O que pesquisam para chegar ao meu blog



Algumas pessoas não sabem que há uma ferramenta onde podemos ver as características dos usuários que visitam o meu blog, assim como o que pesquisaram no Google. A maioria das pessoas que vêm visitando o meu blog ultimamente está procurando informações sobre relacionamentos entre indianos e brasileiras, um fenômeno que é mais uma vez provado nestas pesquisas. A seguir, algumas coisas que as pessoas digitaram recentemente, exatamente como aparecem:

Eu não conheço todos os indianos, mas muitas já conheceram alguns indianos, como escrevi em meu post, espero que ajude em alguma coisa.

O que eu posso dizer é que, assim como no Brasil, a mulher ainda é muito discriminada, mas na Índia a mulher ainda sofre bastante com o seu papel na sociedade.

Ah, muito legal! Vale a pena conhecer alguns!

Vide primeira pesquisa.

Essa eu não sei se vai existir no google.

Essa estou até com preguiça de comentar, leia o post.

Bem, é isso. Espero que  as pessoas cheguem ao meu blog com outras pesquisas sobre outros assuntos. Mas fico feliz que cheguem, obrigada pela visita!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Infância 80: de Karatê Kid à tchaco!

A primeira vez que passou Karatê Kid na televisão foi o maior sucesso. Os meninos da minha rua ficaram enlouquecidos, copiavam aquele golpe final do canguru perneta gritando "kiai" o tempo todo, atacando-nos a todo momento. Poucos filmes influenciaram tanto na imaginação dos meninos quanto este.

 Cena final de Karatê Kid

Outra coisa irritante eram aqueles tchacos, que nada mais eram que correntes fixadas nas extremidades de dois pedaços de cabo de vassoura. Os meninos ficavam girando aquilo, fazendo acrobacias e socando em partes indevidas do corpo. Aquele "brinquedo era bem sem noção.

Teve uma febre de ioiô. Eram aqueles ioiôs da coca-cola os que mais faziam sucesso. Crianças e adultos passavam dias e noites jogando aquilo para todos os lados, fazendo gangorras, e vários outros movimentos que nem imagino o nome. Foi boa essa mania.


A moda era o cometa Haley. Tudo era em torno dele; criaram um personagem no programa infantil chamado Balão mágico que era um cometa acoplado a um elefante, Haleyfante, alguma coisa desse gênero. Eu sonhava em ver o cometa que demoraria mais de 80 anos para aparecer pelos céus novamente, mas depois de tanto espetáculo, bem no dia da passagem, ficou tudo nublado em Ipatinga. Mas, pelo que fiquei sabendo, a sua passagem foi sem graça e muitos ficaram decepcionados.

Jairzinho, Haleyfante e Simony
Eu sonhava com o bebezinho careca, uma bonequinha carequinha que estava na moda. Sonhava com uma até que ganhei no natal a Cínthia. Depois fiquei louca pelo Bebê do ano 2000, mas minha mãe não quis me dar por que ele se parecia muito com um bebê de verdade, e segundo ela. isso dava nervoso. Ela me deu uma Peposa. Nunca me recuperei disso, assim como quando esperava ganhar uma mônica e meu pai me trouxe um bonecão. Ele é lindo e ainda o tenho, mas eu queria uma Mônica, pô!

Papéis de carta! Como explicar o sentido de se colecionar papéis de carta? Eram pequenos papeis adornados por vários desenhos fofíssimos. Comprávamos um bloco e saímos trocando com as outras meninas, que guardavam todos muito bem colocados em uma pasta de arquivo. Um dos dias mais tristes foi quando eu levei a minha pasta para escola e alguém a roubou. Como eu sempre fui avoada, só fui perceber em casa. Tinha minhas suspeitas, mas que Deus a castigue!


Propaganda da Laka... Como eu era romântica e aquela propaganda me fazia sonhar toda vez que passava na TV... Bons tempos, bons tempos!

      




terça-feira, 7 de maio de 2013

Persépolis e Anne Frank - meninas e livros contra a opressão

Dois livros que contam histórias de duas meninas e  o mundo das desigualdades.

O país que se diz o mais poderoso do mundo não quer pessoas que sejam capazes de pensar criticamente sobre todas as questões mundiais, não quer dúvidas nem questionamentos. O conveniente é que a massa acredite que faz parte da melhor maneira de viver da humanidade, da nação construída para defender o mundo de todos os males, tanto faz que sejam males provenientes de ataques terroristas ou alienígenas. Se seu presidente disser que é necessário invadir qualquer país  para ensinar a este povo como deveria viver, a população alienada do país poderoso, com certeza, irá aplaudir, não de pé, mas sentados em suas poltronas. Esse é o tipo ideal de cidadão, o que nunca questiona sobre nada e que apoia em 100%  seus governantes, que deixa com que resolvam tudo por ele.


Eu me lembro de pesquisas em que o americano não sabia identificar o próprio estado dentro do mapa; afinal, pra que conhecer algo que vai além de seu próprio umbigo? Que se dane o resto do mundo, todos tem inveja e desejam fazer parte do "sonho americano".


E o gado vai caminhando. Condenam livros por eles serem relatos verdadeiros de meninas que foram massacradas pela sociedade e por um sistema de governo ditatorial, meninas que pensavam, que enxergavam, que criticavam. Imagine se os americanozinhos começarem a questionar sobre as desigualdades e sobre os direitos humanos e individuais! Imaginem só! Os únicos direitos que eles precisam saber é que podem ter uma arma e matar qualquer um que represente uma ameaça.


Eu encontrei Persépolis e levei para que os meus filhos lessem. Eu comprei o Diário de Anne Frank. Eu tenho Maus em minha biblioteca. Eu não penso que eles são muito jovens para entender que há muitas injustiças no mundo ou que ainda há pessoas que passam por tamanhas atrocidades e são capazes de produzir obras de tanta beleza e importância. Não quero que eles vivam num mundo de fantasias, um mundo falso, um mundo podre coberto por uma fina cobertura de chocolate. Eu quero que eles sejam preparados, fortes e sensíveis para as humanidades! Eu quero que eles cresçam! Infelizmente, algumas nações continuam fazendo de seu povo bonequinhos fantasiados de Capitão América, com um revolver na cintura e um chapéu de cowboy, prontos para tudo, menos entender os verdadeiros conceitos de liberdade, igualdade e respeito.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Engodo


Quando desci para este corpo
Ele era perfeito,
Rosado,
Belo, 
viçoso!
Hoje é quase morto.
Quando tive consciencia de mim,
a mente era ávida,
alegre,
inocênte,
pueril...
Hoje, tudo é podre.
Quando  pude sentir a vida,
Tudo era esperança,
Colorido,
livre,
brilhante!
Agora tudo é açoite.
Quando pensei que a vida surgia
Bela,
Adorável,
Surpreendente,
Feliz,
Descobri que era engodo.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Eu nunca ganhei flores - a triste realidade


Eu não acho que flores sejam um presente útil ou importante, e nem todos os que dão flores são dignos de seu significado, mas ganhar flores é símbolo do amor, e todos gostam de provas de que são amados. As flores não tem o mesmo sentido em todas as ocasiões. Presentes nas festividades e na hora da morte, enfeitam as alegrias e as tristezas, marcando as lembranças com o seu perfume.

Qualquer jegue pode lhe dar flores, assim como bombons e palavras românticas; não é o gesto de dar flores que tem o maior significado, mas quem, para quem, por quê e quando. Um namorado que rouba, num impulso, uma magnifica flor no jardim enquanto vai se encontrar com a sua amada, só para ver em seu rosto o sorriso mais brilhante, o rapaz que enxerga toda a sensibilidade que há na beleza natural, este sim está dando um tesouro, está agindo conforme os seus sentimentos o guiam. Não são as flores, é a intenção quando estas são oferecidas. Uma criança que pega as flores do capim todos os dias para dar à sua professora é a coisa mais linda que existe.

Nesta intenção pode caber qualquer objeto ou ação, isso vai depender de cada casal, cada envolvido e de seu envolvimento. Uma mulher que passa horas na cozinha preparando um prato para agradar o seu amado é digna de muita admiração por parte deste. Qualquer um pode ligar para o disque-pizza, mas poucos estão dispostos e empenhar tempo e dedicação apenas para trazer um minuto de felicidade aos olhos de quem ama.

O mais triste não é nunca ganhar flores, mas sentir que ainda não foi despertada essa disponibilidade para me deixar feliz apenas por deixar. As flores, só enfeitam as intenções.

Woman's Shame



Shame of liking sex too much
Shame of not liking it enough


Shame of having too many children
Having none, or too many abortions

Shame of bleeding
Shame of not bleeding anymore

Shame of a mother who works a job
Shame of one who stays home

Shame of being a married possession
Shame of being an ugly duckling

Shame of being full-breasted
Shame of being flat-chested

Shame of being too submissive
Shame of being to aggressive

Madonna or Whore
is a too tight shoe to wear

And shame is a blame game
that I'm not playing

~ Colleen Redman

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