sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tempo traiçoeiro

Como pôdes ter sido tão traiçoeiro,
Oh, tempo!
Como podes ser tão cruel?
Cobrindo-me com o teu nevoeiro
Quando ainda fazias escarcéu...
Eu ainda engatinhava
E obrigaste-me a correr!
Deixaste-me pensar-te infindável
E agora, tiras-me o poder!
Se és curto, odeio-te, 
Se te alongas, desejo-te.
Oh, tempo! 
Cures minhas chagas
Antes que o meu tempo
Se finde!

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