terça-feira, 9 de abril de 2013

Perambulante

Passaram-se cinco segundos 
E novamente,
De pé.

O tempo voa e o trabalho,
De repente,
Nada é.

Dorme, levanta, corre,
Dormente,
Sem fé.

Come, grita, fala,
Não é gente,
Nem mulher.

Um trapo que anda, não chora
Não sente,
Não quer.

Um ser que caminha, apenas,
Perambulante,
Sem pés.

 


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