segunda-feira, 15 de abril de 2013

Quadradinho de quinta - música e cultura brasileira

Nas décadas passadas, era a cultura das porno-chanchadas que imperava no nosso Brasil, toneladas de filmes com temática predominantemente sexual foram produzidos para deleite dos mais assanhadinhos, e dos que não eram tanto, mas e daí, era a cultura! Os programas infantis eram comandados por apresentadoras vestindo microtrajes, assim como as dançarinas dos programas de auditório. No carnaval, a moda era, mais do que nunca, a fantasia do nada, uma pena e tudo de fora. Que maravilha! O povo queria isso, prazeres, ocupar-se com o banal, o sexo, o futebol, a "liberdade"; dê ao povo o que ele precisa e deixe que o mundo se exploda!


Houve a ditadura e grande parte da juventude realmente se indignou e lutou. Não apenas pintou a cara de verde e amarelo e saiu para uma farra nas ruas, mas enfrentou a polícia, foi deportada, sofreu torturas inenarráveis. Sim, existiu essa gente no Brasil! Gente responsável por parte do tesouro de nossa cultura, lindas canções que, mesmo veladamente, falavam inteligentemente de questões cruciais para o ser humano, como a liberdade de expressão. Isso foi no passado.
 Apresentadora xuxa no início da carreira

Hoje as musicas também retratam a nossa época e o que a juventude pensa e quer. A juventude quer "tchu e tcha", "quer beber até cair"; a juventude não quer saber de relacionamento, e ainda gosta de ser enganada, traída! A juventude gosta de sair para a balada e ficar com várias pessoas, a juventude gosta de fazer "quadradinho de oito"! Os jovens vão para o baile Funk para ter sexo, como os selvagens ao som dos tambores, se deixando levar apenas por seus instintos, apesar de eu não gostar desta comparação. As moças gritam para subir ao palco e simular o ato sexual numa dança, na frente de todos, e ainda ter arrancada a calcinha na frente do mundo. As meninas se sentem estrelas por conseguirem deixar os retardados excitados com a sua dança. Isso me enoja!


Esse é o Brasil que estamos criando. Uma juventude que valoriza apenas o sexo e os prazeres efêmeros, que não quer se comprometer, egoísta, individualista e estúpida. Ah, Chico Buarque, pérola perdida...
 Chacretes

Os jovens precisam e devem se divertir, se encontrar, namorar muito, não sou moralista! A liberdade não deve ser perdida nunca, mas o que o povo não percebe é que está em um processo de imbecilização crescente, não sabem onde estão, de onde vieram, o que querem ou para onde vão. Fizeram do funk patrimônio, jogada politica para agradar aos amantes de tal prática, por que para mim o funk é uma prática praticamente sexual. Onde está o Chorinho, a catira, o forró, as músicas de Parintins, o samba de raiz, e tantas outras maravilhas que me fogem agora? Funk? Mas que merda é essa?

Admito que a batida do funk é contagiante e seria interessante se não fosse o resto, a letra, a dança e os atos. Quando é que o povo vai acordar e enxergar que tudo isso esta tomando tempo e espaço precioso de suas vidas e de seus cérebros?  Se Deus é brasileiro, como costuma dizer o povo, por que ele permite tamanha alienação?

Acorda! .

Mostra de imbecilidade

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