segunda-feira, 29 de abril de 2013

A mulher sem vida


Essa cultura católica foi determinante e eficaz ao implantar a culpa no meu modo de viver. Em todas as sessões, em todos os episódios, a culpa está lá, me rondando, me dizendo que estou errando em alguma coisa. A cultura diz que eu tenho que ser submissa, correta, séria.  Tenho que ser trabalhadora, acordar cedo, não perder tempo com frivolidades. Eu tenho que ser uma boa mãe, esposa, dona de casa. A cultura diz que eu não posso ter prazeres. Porém, a cultura esqueceu de que o meu corpo se cansa, a  minha mente mais ainda. Não sou uma máquina feita pára trabalhar incessantemente, com o único objetivo de sustentar os outros e a mim mesma, eu não sou gado para viver apenas de capim e água.

Na verdade, vivo em uma prisão sem muros, como aquele monstro do Caverna do Dragão. Sou obrigada a ficar oito horas, todos os dias, num lugar fazendo algo que considero chato e mesquinho; não posso sair para tomar um sol. Preciso correr para a casa, cuidar das compras, das contas, da comida, das crianças; preciso tentar terminar a minha graduação. Preciso dormir, mas não durmo. Eu sou um zumbi, uma múmia, meio viva, meio morta, a ponto de cometer alguma loucura quando os ovos eclodirem e o vulcão rebentar-se. Eu sou um furúnculo.

E no meu rebentar, os mais fracos saem feridos, e isso se torna uma outra prisão feita de mais culpas. Por quê viver nesse correr incessante por algumas migalhas no final do dia? Por que correr da vida, por que valorizar o ruim, o massante? Isso é viver? Isso é que o Deus, padastro quer de nós? Que sejamos mortos ambulantes?

Se não faço, culpo-me, se não realizo, culpo-me, se sou feliz, mesmo que por alguns instantes, culpo-me. Só queria romper todas essas camadas e fugir pelo mundo, livre, pela primeira vez, sem me preocupar se a comida será servida, ou melhor, se terei de servi-la. Só queria dormir quando quisesse, acordar e ficar quieta, devanear, ficar comigo mesma, me conhecer, me gostar. Queria sentir que vivo. Que vivo...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

As coisas mais idiotas que já foram inventadas

Estou de volta para listar as coisas mais idiotas que já foram inventadas, na minha opinião:

1 - Teclado touch screen em telefones celulares

Existem coisas que a propaganda diz que é boa, as empresas começam a fabricar em massa e as pessoas morrem para tê-las, mesmo percebendo que o produto não é muito prático.  Operar um telefone com tela touch screen é um "saco", a tela é pequena demais, a coisa toda não funciona direito, o teclado virtual então, meu Deus! Por que não perceberam ainda que essa invenção é horrível? Touch screen é ótimo só para painéis interativos, e ponto.




2-Tablets

Outra invenção sem pé nem cabeça. Pode ser bom pra jogar alguns games, brincar com os personagens que reagem ao seu toque, mas é terrível para outras coisas. Primeiro, não é nada prático ou confortável ficar segurando aquela tela daquele tamanho, não tem um suporte e nem sei para que serve aquela webcam, sendo que se você for ter uma conversa via video, o seu braço vai gangrenar de ficar segurando aquele quadrado. Sem falar que, para as pessoas que adoram escrever bastante, como eu, é impossível viver sem um teclado de plástico mesmo, ou seja lá de que material for aquilo.



3-Tela colorida para colocar na frente da TV em preto e branco.

Essa é das antigas, mas desde sempre eu achava aquilo tão ridículo e tão sem noção, que eu não sabia como os adultos não conseguiam ver o mesmo. Tratava-se de uma tela cheia de manchas ou listas coloridas para colorir as imagens da televisão que não possuía imagens em cores. Dá pra imaginar que nada ficava bem e as cores não tinham como ir para o lugar correto.


4- Ralador de feijão

Era uma latinha cortada em forma de catavento pregado na ponta de um cabo de vassoura e substituía o liquidificador. A cozinheira ficava girando aquilo com a mão dentro da panela de feijão para fazer o "feijão batido". Instrumento utilizado pelas classes menos favorecidas. Para mim, aquilo era inútil, principalmente por que eu sempre odiei feijão batido.



5- Acelerador de partículas

Inventaram essa geringonça pra simular a criação do universo, mas acho que não deu muito certo e milhões foram gastos nesta onda.



6- Pantufas

Quando a pessoa acorda e se levanta da cama, supomos que irá começar a sua rotina diária e para isso é necessário que se vista com acessórios práticos e funcionais, e pantufas, com certeza, não são práticas ou funcionais. Tratam-se de chinelos de tecido, cheios de frufrus. Se pudessem ficar agarrados aos pés poderiam servir para dormir, ou não. Nem para crianças é algo confortável, ainda mais que não ficam quietas.

Não estou conseguindo me lembrar de outras no momento, mas que existem milhares, existem. Sugestões são bem vidas.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pode acontecer uma terceira guerra mundial?

Do que são feitas as guerras e por que elas acontecem?

Algumas pessoas pertencentes à mesma cultura e mesmo local, possuidoras das mesmas práticas e crenças, unem-se e formam uma nação. Esta nação se defende dos diferentes e de interferências externas para que possam continuar vivendo em equilíbrio dentro do sistema de valores que criaram e que dividem ao longo dos séculos. Aparentemente, não há nada de errado nisso, até que os governantes decidam que tudo o que eles acreditam é melhor ou a única verdade, sem levar em consideração o modo de viver e de ser de outros povos, ou  pior, afirmarem que são os escolhidos pelo seu Deus e que possuem o direito de interferir, destruir, aniquilar qualquer um que seja diferente e não pertença ou se adeque ao seu grupo conceitual. Assim começam as guerras.


Muitas histórias sobre conquistas de outros povos através da violência e da destruição fazem parte de nossas vidas e sentimos que são acontecimentos normais ou naturais. Talvez sejam acontecimentos naturais, uma vez que o homem carrega dentro de si o desejo de superioridade e poder, mas não deve ser considerado normal  se levarmos em conta os direitos humanos. 


A história sobre a grandiosidade do Império Romano, as conquistas portuguesas, as lutas pelas fronteiras que sempre existiram em todas as nações, as Cruzadas, são exemplos de dominação e de interferência de nações subjugando outras, utilizando-se de razões etnocêntricas, ideológicas, religiosas, econômicas ou de outra ordem qualquer. Sentem-se no direito de invadirem comunidades já estabelecidas, mesmo que primitivamente, e tomarem posse de suas terras, seus pertences, e de seus habitantes. Chamaram a isso de conquistas, de evolução e chamaram os invasores assassinos de heróis. Chamaram os africanos de animais, desalmados, chamaram os indígenas de selvagens, assim como chamam as pessoas do "terceiro mundo" de estorvo.

No mundo contemporâneo, os motivos e as artimanhas utilizadas para manipular as massas tem o grande apoio das mídias, que veiculam as versões que favorecem este ou aquele lado, abençoando um e condenando outro. A população, alienada dentro de seu próprio casulo, engole toda a massa mastigada que vomitam em suas TVs e jornais, sem questionar as notícias, os motivos, os interesses por trás de tudo. 

Hitler conseguiu convencer a Alemanha de que os Judeus eram como ratos, nocivos e de uma raça inferior, e com isso conseguiu também o aval de toda a população para que exterminasse mais de seis milhões de judeus. Ele tinha o poder da oratória e da mídia ao seu lado.
 Propaganda anti-semita

O preconceito é o pai de todo o ódio na humanidade. O conceito de nação, ou melhor, o patriotismo exarcebado, não contribui em nada para o desenvolvimento da sociedade, mas leva com que os seus habitantes tenham reações exageradas e se disponham a matar pelos seus governantes, que na verdade, estão preocupados apenas com a perpetuação do poder e da riqueza.


Por que a ONU tinha que decidir criar o Estado de Israel só para os judeus? Essa opção separatista criou, desde o início, um conflito terrível que não se pode prever o fim. Por que não apenas ajudaram aos judeus a encontrarem uma pátria, junto com outros povos, em paz? simplesmente interferiram em uma sociedade pré-existente e decidiram que lá deveria haver uma divisão e outros povos tomariam conta de metade de tudo. Por que tiveram que dividir as Coréias entre os socialistas e os capitalistas? Vai cada um cuidar da sua casa, os outros povos não lhes pertencem! Falando na atualidade, qual a grande nação que sempre está por trás de todas as interferências? Os Estados Unidos da América.

Pois bem, um atentado aconteceu em uma maratona de Boston. O mundo todo se comoveu, as autoridades prometeram encontrar os culpados a todo o custo, e eis que, rapidamente, encontram dois suspeitos, matam um, ferem o outro e, estranhamente, este tem uma lesão na língua que o impedirá de falar. Não há provas concretas, apenas acharam que eram os rapazes, ou disseram,  por que estavam com mochilas e são chechenos, muçulmanos. Na televisão já falam com certeza que eles foram os culpados pelos atentados, e destacam o tempo todo o envolvimento com a religião islâmica, como se, por serem muçulmanos, isso seja prova de que são terroristas. Talvez sejam os culpados, mas onde estão as provas? Então vejo comentários de americanos, totalmente preconceituosos, pedindo morte e expulsão de todos os imigrantes, sem questionar nenhum milímetro sobre nada além de seu umbigo gordo, recheado por hambúrgueres gordurentos. Assim como inventaram desculpas para ocuparem o Kuwait, o Afeganistão e tantos outros, não duvido nada que haja alguma estratégia sinistra por trás disto. Duvido que esse rapaz continue vivo para responder alguma coisa. Não se assustem se algum dia inventarem que os brasileiros são terroristas e que tropas americanas sejam mandadas para reorganizar o nosso país, já que o Brasil é uma nação rica em minerais e elementos naturais, o que está em falta no mundo.

 Tamerlan Tsarnaev e Dzhokhar Tsarnaev, acusados de terrorismo 
Site com supostas provas de fraude 

Não é sem motivo que a maior parte do mundo odeia os EUA. Eles interferiram, manipularam e extorquiram as nações, e continuam fazendo isso até hoje, empunhando uma bandeira de salvadores da humanidade, como podemos ver nos filmes de Hollywood. O pior é que o povo acredita! Acredita que são os melhores do mundo, que a sua cultura é a melhor e apenas eles tem a verdade. Alienados!

Esse ódio não irá diminuir ou ficar impune. Infelizmente, nenhum homem aceita ser humilhado, roubado e privado de tudo o que possui ou acredita. Guardem o que eu digo, tempos ruins estão por vir, em breve.


domingo, 21 de abril de 2013

Billy Elliot e Ao Mestre com carinho

Este filme é lindo! Nesta cena, o pai, que veementemente era contra que o seu filho dançasse, percebe  o seu talento e começou a apoiá-lo.


Outro filme emocionante é "Ao mestre com carinho", um professor negro em uma escola decadente dá a sua lição e ajuda os seus alunos a melhorarem como pessoa. 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tempo traiçoeiro

Como pôdes ter sido tão traiçoeiro,
Oh, tempo!
Como podes ser tão cruel?
Cobrindo-me com o teu nevoeiro
Quando ainda fazias escarcéu...
Eu ainda engatinhava
E obrigaste-me a correr!
Deixaste-me pensar-te infindável
E agora, tiras-me o poder!
Se és curto, odeio-te, 
Se te alongas, desejo-te.
Oh, tempo! 
Cures minhas chagas
Antes que o meu tempo
Se finde!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Memória de minhas putas tristes - comentário sobre o livro


A primeira vez que nos deparamos com tal título, a imaginação anda a mil e a curiosidade se aguça. Inteligentíssimo, Gabriel Garcia Márquez, escritor colombiano, coroou com maestria o seu  romance/conto dando-lhe este título, pois através de tal chamada podemos chegar até ele por um ou outro motivo despertado, mas somos surpreendidos por uma belíssima mostra da literatura.

Um senhor completando os seus 90 anos deseja celebrar tal data se deleitando com uma virgem. A partir daí ficamos sabendo de sua história, de seu caráter e de seus hábitos. Um homem que nunca se apaixonou na vida e viveu incontáveis noites "calientes" com as mulheres a quem sempre pagou, de uma forma ou de outra, se vê apaixonado pela primeira vez na vida por uma menina de 14 anos a quem só vira dormindo e com quem nunca tivera relações. Um amor gerado por suas fantasias de cotidiano e pela aproximação durante as noites dormidas ao lado dela dão sentido aos 90 anos, que poderiam ter terminado sem graça e sem a luz do amor.

Vale a pena ler essa pequena jóia da literatura.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Quadradinho de quinta - música e cultura brasileira

Nas décadas passadas, era a cultura das porno-chanchadas que imperava no nosso Brasil, toneladas de filmes com temática predominantemente sexual foram produzidos para deleite dos mais assanhadinhos, e dos que não eram tanto, mas e daí, era a cultura! Os programas infantis eram comandados por apresentadoras vestindo microtrajes, assim como as dançarinas dos programas de auditório. No carnaval, a moda era, mais do que nunca, a fantasia do nada, uma pena e tudo de fora. Que maravilha! O povo queria isso, prazeres, ocupar-se com o banal, o sexo, o futebol, a "liberdade"; dê ao povo o que ele precisa e deixe que o mundo se exploda!


Houve a ditadura e grande parte da juventude realmente se indignou e lutou. Não apenas pintou a cara de verde e amarelo e saiu para uma farra nas ruas, mas enfrentou a polícia, foi deportada, sofreu torturas inenarráveis. Sim, existiu essa gente no Brasil! Gente responsável por parte do tesouro de nossa cultura, lindas canções que, mesmo veladamente, falavam inteligentemente de questões cruciais para o ser humano, como a liberdade de expressão. Isso foi no passado.
 Apresentadora xuxa no início da carreira

Hoje as musicas também retratam a nossa época e o que a juventude pensa e quer. A juventude quer "tchu e tcha", "quer beber até cair"; a juventude não quer saber de relacionamento, e ainda gosta de ser enganada, traída! A juventude gosta de sair para a balada e ficar com várias pessoas, a juventude gosta de fazer "quadradinho de oito"! Os jovens vão para o baile Funk para ter sexo, como os selvagens ao som dos tambores, se deixando levar apenas por seus instintos, apesar de eu não gostar desta comparação. As moças gritam para subir ao palco e simular o ato sexual numa dança, na frente de todos, e ainda ter arrancada a calcinha na frente do mundo. As meninas se sentem estrelas por conseguirem deixar os retardados excitados com a sua dança. Isso me enoja!


Esse é o Brasil que estamos criando. Uma juventude que valoriza apenas o sexo e os prazeres efêmeros, que não quer se comprometer, egoísta, individualista e estúpida. Ah, Chico Buarque, pérola perdida...
 Chacretes

Os jovens precisam e devem se divertir, se encontrar, namorar muito, não sou moralista! A liberdade não deve ser perdida nunca, mas o que o povo não percebe é que está em um processo de imbecilização crescente, não sabem onde estão, de onde vieram, o que querem ou para onde vão. Fizeram do funk patrimônio, jogada politica para agradar aos amantes de tal prática, por que para mim o funk é uma prática praticamente sexual. Onde está o Chorinho, a catira, o forró, as músicas de Parintins, o samba de raiz, e tantas outras maravilhas que me fogem agora? Funk? Mas que merda é essa?

Admito que a batida do funk é contagiante e seria interessante se não fosse o resto, a letra, a dança e os atos. Quando é que o povo vai acordar e enxergar que tudo isso esta tomando tempo e espaço precioso de suas vidas e de seus cérebros?  Se Deus é brasileiro, como costuma dizer o povo, por que ele permite tamanha alienação?

Acorda! .

Mostra de imbecilidade

terça-feira, 9 de abril de 2013

Perambulante

Passaram-se cinco segundos 
E novamente,
De pé.

O tempo voa e o trabalho,
De repente,
Nada é.

Dorme, levanta, corre,
Dormente,
Sem fé.

Come, grita, fala,
Não é gente,
Nem mulher.

Um trapo que anda, não chora
Não sente,
Não quer.

Um ser que caminha, apenas,
Perambulante,
Sem pés.

 


sexta-feira, 5 de abril de 2013

O meu Jesus - será possivel encontrar a paz com com a religião?

Quem é Jesus Cristo para cada um de nós?


Nasci em uma família católica, a minha avó era muito religiosa, tinha um pequeno oratório de madeira no quarto, uma casinha habitada por inúmeras imagens de santos e por terços; ela fazia o lindo presépio durante todos os natais, para o qual triturávamos pedra esmeril e colávamos no antigo papel de embrulho para fazer a gruta do menino Jesus. Usávamos um espelho quebrado para fazer o laguinho dos patos, rodeado por musgos verdes que iam se amarelando até o natal; em sua casa também existia o quadro de Santa Luzia, a sua xará, que carregava no pratos dois olhos. A minha avó rezava o terço todos os dias, de manhã e antes de dormir, e ficava beijando os santos fazendo um "tsc tsc" de longe. Sempre frequentava às missas e beijava a sagrada fita da imagem do corpo de Jesus, com bactérias e vírus seculares de milhares de fiéis beijoqueiros. Eu questionava o amor aos santos de argila e plástico e sua reza sem atenção. Ela me chamava de herege. Muitas vezes fui com ela à missa, por que não tinha permissão pra sair para outros lugares. Eu me apaixonei por um coroinha e sempre ia vê-lo. Ria-me quando as velas começavam a queimar os cabelos na procissão e quando a minha avó colocava notas do século passado nas cestas das oferendas, e por que era proibido rir, as risadas eram incontroláveis. Nunca me confessei, nunca comunguei, e nunca quero me confessar, já não basta o psicólogo.

Conheci a inquisição, o Concílio de Trento, as cruzadas; conheci o islamismo, o hinduísmo. Conheci o etnocentrismo, a misoginia e outros "ismos". Conheci Antônio Conselheiro, conheci Inri Christ, Hitler, Osama Bin laden, Gandhi, Mohamed.

Percebi que alguns homens precisam desesperadamente de um conforto, uma certeza, apenas disto. Outros homens precisam desesperadamente do poder, e fazem qualquer coisa por este. Um casamento perfeito. Criaram - se as religiões, mas a luz não se fez. Os tolos aceitaram todas as verdades, e aceitaram que estas seriam as únicas verdades inquestionáveis. Perfeito! Então, Alguém disse que Deus soprou em seu ouvido os milagres e as leis, ele era o único iluminado. Outros reuniram as partes que os interessavam para um livro sagrado. Através disso,todo o amor e tolerância pregada nos livros foram esquecidos e por estes mesmos livros bilhões de inocentes foram mortos, por que na verdade, os livros serviram apenas para legitimar atos que vão contra qualquer Deus que se possa existir.

Uns crêem que o homem é a imagem de Deus, mas na verdade, são tão vaidosos que a sua crença é a de que Deus só poderia ter a imagem de um homem. Um homem, um pai amoroso, mas severo, capaz de punir com o inferno os seus filhos que não obedecem ao livro. Conveniente.

Outros crêem em vários Deuses com diversidades de qualidades e poderes, e com histórias muito peculiares. Poucos supõem que tudo depende deles mesmos e que Deus é um todo conectado e incompreensível, mas que precisa ser harmonioso.


A imagem de Jesus que me apresentaram era a de um filme de terror, um homem todo ensanguentado, morrendo na cruz. Disseram que ele morreu para nos salvar, até hoje essa teoria não me entra na cabeça. Eu acho que a humanidade não está salva e a morte dele não faz sentido algum. Além do mais, que Deus é esse que manda um cara, que dizem ser seu filho, espírito santo, seja lá o que isso for, e também o próprio Deus, para ficar pregando aqui e depois ser torturado e brutalmente e morto? Isso é Deus? O que isto nos ensina? a morrer sem reclamar? A aceitar o destino e sermos miseráveis? Vai se catar!

Essa teoria também alimenta o antigo sistema de castas, o conformismo e o sofrimento como sendo necessários para uma purificação. O Islam não prega tal conformismo, mas para eles, a vida começa mesmo é depois da morte, onde vão para um paraíso maravilhoso. cheio de riquezas e virgens. Usando tais argumentos, muitos instruíram os seus discípulos a matarem, se matarem, destruírem em nome de seu Deus, por que a morte, ah, essa seria maravilhosa! Seriam recompensados e iriam direto para a bonança!

Não quero dizer com isso que todos os cristãos queimaram mulheres, ou que todos os muçulmanos são terroristas, de maneira nenhuma! Apenas é verdade que o radicalismo alimentou muitas tragédias usando a religião como escudo. A religião não é má, o que é mau é uso inadequado que fazem dela. A religião nos conforta e nos dá esperanças de que algo possa ser melhor nessa tormenta em que vivemos, mas o seu poder corrompe os que possuem o dom da lábia, ou estes, já corrompidos, corrompem as religiões.


Não sou católica, mas creio em Jesus. Creio que Jesus tenha existido. O que não creio é que ele seja uma espécie de filho de Deus; não creio que ele tenha aceitado morrer e não creio nas religiões que fizeram usando seu nome. Creio que ele era um homem iluminado e culto, e que tinha uma visão otimista e sonhadora sobre a humanidade. Talvez ele possa ter sido como um desses caras "malucões", cheio de amor e uma excelente retórica. Assim como Gandhi, tinha qualidades excepcionais, mas tinha muitas fraquezas em sua vida pessoal. Eles eram homens iluminados, mas eram homens.





Creio que Jesus não iria gostar do que fizeram em seu nome. Creio que suas palavras foram totalmente distorcidas. Creio que ele tenha dito coisas maravilhosas.

Há uma teoria sobre sobre Jesus ter vivido na Índia, super interessante. Segundo esta teoria, estes anos de sua infância e adolescencia, sobre os quais, nada se sabe, ele teria passado na Índia e arredores, se instruindo com budistas. Faz algum sentido se analisarmos suas mensagens de paz, amor e igualdade. Se é verdade ou não, difícil sabermos. Mas prefiro crer neste Jesus, homem da paz e do amor, do que neste filho/Deus/espírito santo, quebrado e ensanguentado, com o rosto de sofrimento e dor.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Oração de um jovem




Aí, chefia, queria muito agradecer por aquele lance com a mina lá do colégio. Valeu mesmo, véi! Aquela cabritinha era muito difícil, mas o senhor me deu as moral de saber o que fazer pra chegar nela. Se não fosse aquelas paradas que o senhor me mandou, eu acho que a mina nunca iria me dar moral, aê! Valeu mesmo, chefia!

Outro lance que queria pedir, sem querer ser abusado, é ver se o senhor poderia ajudar a minha véia. Pô, ela dá o maior duro, sempre trabalhou feito uma escrava pra sustentar a gente e agora está numa pior, com aquelas zigue-ziras no corpo. O senhor bem que podia fazer o meu velho parar de beber, né, véi! A minha véia merece muito uma vida melhor, queria dar a ela uma vida de rainha... Conto com o senhor, Deus, toca aqui!

Agora é sério véi... Obrigado pelas moral, mas da um chego lá em casa e ajude a minha família, eu sei que o senhor é bom e vai nos ajudar.

Amém, falou aê Fui.

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