domingo, 31 de março de 2013

A velha e suas lembranças amorosas - o que é amor verdadeiro?


Uma vez eu acreditei em amor e me casei com o primeiro namorado que tive. Não pensei que me separaria, mas descobri que aquilo não era amor.

Quando quis me separar, as pessoas pensaram que eu deveria continuar casada, mesmo sendo ignorada, humilhada, rebaixada e desamparada. Qualquer coisa e qualquer marido seria melhor que ser separada. Contaram-me exemplos de mulheres que foram traídas, se separaram e terminaram vendendo pano de prato, como se fosse um mal exemplo. Que se danassem!

Uma vez, um rapaz disse que me amava, mas não me respeitou. Segundo seus familiares, eu não era uma mulher direita, por que era separada e tinha filhos. Ele não fez esforços por mim. Anos depois me atormentou e ainda insinuou que eu fosse homossexual. Que se dane!

Uma vez, um rapaz me quis, mas não disse que me amava. Não me queria em sua vida real, queria viver no mundo das ilusões. Lamentei.

Alguns disseram me amar em apenas um mês, outros me pediram em casamento, alguns pedidos pareciam sinceros... Mas isso lá é amor?

Uns não disseram amar, nem disseram nada. Mas quiseram.

Um disse que não me amou, depois disse que me amou, mas também disse que nada poderia fazer por este amor. Este era o seu amor.

Talvez alguém tenha me amado, se amor existisse. Acontece que desacreditei desse tal de amor. Amei meus filhos, meus pais, meus amigos, mesmo odiando a todo em algumas ocasiões; amei a mim mesma e me odiei por amar tanto a quem não me amou, se era mesmo, aquilo, amor. Fiquei seca, incrédula e fechada.

Hoje dou risada dos apaixonados e me enojo das cenas de amor. Envelheci. 







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