domingo, 19 de agosto de 2012

Triste


Triste como a noite quente e solitária,

Como a manhã alegre, imaginária,

Como o cão sem dono na imensidão...

Triste como a mulher humilhada,

Como a bêbada enxovalhada,

Como um estômago que não tem pão.

Triste como a dor fina na barriga

Ao perder a afeição de uma amiga

Sabendo que não se tem razão.

Triste como a criança iludida,

Como a chama de amor perdida

Sem que se veja quem lhe deu a mão.

Triste, triste, triste,

No frio, no escuro, na perdição

No meio de dúvidas sem perdão,

Morrendo de dores e de ilusão.


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