domingo, 19 de agosto de 2012

Morosidade

Devagar...
Devagar...
Devagar....

Caminhando lentamente, dormente, morosamente
nas ondas que vem do mar...
Dormindo na corrente de nuvens manhosas, a insistente
Manhã acorda sem despertar.

Ninguém acompanhou o sono sem sonhos da menina morena,
que adormeceu melindrada, com náusea da maresia
Fatal, fastidiosa, pequena,
Triste, feia, serena.

A pequena rondou as montanhas, indo e vindo,
Descendo e subindo
até encontrar o oceano.
Mas...
O oceano não era limpo,
O oceano era um engano,
o oceano, era nimbo.

Sono profundo que mata,
Morte serena que enfada,
Vida pequena, sem nada.

Um comentário:

  1. Que texto lindo, Lu...Que morosidade mais doce e mais intensa! Adorei. Beijos

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