domingo, 19 de agosto de 2012

Maluca


Os grilos gritam e criam o vazio
Em plena lua grandiosamente gelada,
Cortada apenas pelo uivo sombrio
Do vento quente que ronda a madrugada.

O frio expira da alma acuada
E escurece o ambiente apertado.
No peito, um buraco vazio,
No corpo, o seio esmagado.

A dor da prisão se espreme
E não quer soltar os meus dedos.
Oh, prisão úmida e perene,
Não me torture com os meus medos!

As foices cortaram a barriga,
Deixaram nela o vento arredio
E mesmo que verdades se diga,
O lugar continua tão frio!

Correntes grossas e pesadas,
se enferrujem com o tempo passado!
Mentes tristes e solitárias
Encontrem-se em lugar apropriado!

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