terça-feira, 17 de julho de 2012

A menina morreu


Que saudade daquela menina que sonhava, sentada na grama, com um futuro lindo, que acreditava em contos de fadas e confiava nos homens! Saudades de quando ela não entendia as malícias, quando não desconfiava das boas intenções, que esperava por um mundo melhor...

Sinto falta de seus olhos brilhantes, de seus sonhos vivos, de suas histórias inventadas. A menina realmente acreditava que podia se amar apenas por amar, e que o amor estava acima de todas as coisas. Ela ansiava por encontrar a sua alma gêmea e viver uma linda história de amor. Ela acreditava no amor puro e verdadeiro...

A menina se foi. No lugar dela sobrou uma alma humilhada, pisoteada, enlameada; os seus olhos estão escuros e duros, os seus lábios fechados e suas mãos tensas. Não há mais confiança, não há mais espera, não há mais nada. A menina morreu.

De extremamente ingênua passou para o total ceticismo. Não há mais esperança ou sentido. A menina se foi e me deixou apenas a saudade, saudades de mim mesma.

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