quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Versos Íntimos



Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável

Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto dos Anjos

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Universidade Federal de Outro Planeta

Universidade, local onde as mentes se abrem para as reflexões e descobertas profundas, onde se realizam estudos sobre todas as ciências, onde se valorizam as relações humanas. Inúmeros jovens se unem a fim de redescobrir e de reinventar o mundo, mas... Existe a Universidade Federal de Outro Planeta!

Este nome carinhoso, segundo alguns, foi criado por um professor que adora contar relatos curiosíssimos sobre experiências vividas na UFOP, e foi aproveitado por um aluno de história que fazia charges incríveis sobre o ICHS. Não o conheci, mas pedirei à minha amiga, Maria Cláudia, que me ilumine e traga a graça do rapaz. 

O ICHS, juntamente com o IFAC, são alguns dos lugares mais "diferentes" da universidade, disso ninguém tem dúvida, começando pelo vestuário dos alunos: 

ALUNOS DE FILOSOFIA: rapazes sempre usam uma camisinha xadrez desbotada, barba por fazer, cabelos médios e desgrenhados, calças caindo e estão sempre com o ar de distraídos;

ALUNOS DE ARTES CÊNICAS: rapazes cabeludos, calças largas, xadrez, roupas sempre confortáveis e criativas; as garotas tem diversos estilos, algumas ripongas, outras patricinhas, depende da procedência e da intenção após a formatura;

ALUNOS DE HISTÓRIA: geralmente barbudos e cabeludos,  alguns usam óculos ou algum tipo de boné, outros se espelham em Che Guevara;

ALUNOS DE LETRAS: O estilo é parecido com todos os outros, as meninas são ripongas, brancas usando rastafari, black power, rapazes despenteados, vão para as aulas de bermudas e chinelos e não acham que o cultivo da vaidade seja algo útil.

Algo estranho acontece quando os alunos das áreas  de Ciências Humanas vêm para a UFOP; até mesmo os professores, que antes cultivavam belos penteados estilo cabelinho de playmobil, de repente se tornam cabeludos e barbados, a mudança é radical! Não é por acaso que chamam o ICHS de A Terra do Nunca.



Logicamente há muitas exceções, mas é assim que vemos a maioria por lá.

Uma mania que me irrita profundamente no ICHS é a que acontece no restaurante, conhecido como Bandejão. Mas antes de falar sobre isso, contarei um episódio que aconteceu no REMOP, restaurante da Escola de Minas.

O REMOP é reduto do povo das Ciências Exatas e Biológicas por que fica no Centro de Ouro preto, onde se situam a maioria das repúblicas (casas de estudantes) destes cursos; antigamente existia uma brincadeira de mau-gosto que era a de fazer o aluno que deixasse cair os talheres ou algo no chão viver a maior vergonha: o restaurante inteiro começava a bater as bandejas em algazarra, deixando o aluno super constrangido. Um dia eu fui almoçar neste restaurante e, como sou desastrada, deixei meus talheres caírem; fui andando normalmente e só depois percebi que era pra mim aquela algazarra. Que ridículos! Bem, o fato é que os alunos de Artes Cênicas também almoçavam lá, pois o curso também era no centro. Imaginem o distanciamento ideológico... As mesas do canto eram deles e , como era de se esperar, estes não participavam dos rituais de constrangimento público. Alguns deles fizeram uma intervenção na hora do almoço, uma se fez de cachorro, literalmente, levada por uma coleira na fila do restaurante e lá dentro,  uma bandeja com algodão foi colocada ao lado dos talheres para quem quisesse fazer uso; foi só alguma coisa cair e os artísticos tacaram as bolotas de algodão nos ouvidos em protesto. Depois de toda essa confusão, foi proibida esse tipo de reação barulhenta  no REMOP.

Voltando ao ICHS (eu também tive minha fase riponga), algo que detesto é quando entro na fila do almoço e de repente um bolo de estudantes aparece e vai conversar com os outros que já estavam na fila, se fazendo de inocentes; alguns colocam descaradamente as mochilas demarcando lugar na sua frente! Total falta de respeito! Como uma coisa dessas pode acontecer na universidade? Será que estou velha e rabugenta? Talvez.


É, universidade de Outro Planeta... 

Pra fechar esse capítulo sobre as peculiaridades da UFOP, um título que foi comemorado com muita cerveja: Os alunos da UFOP são os que mais consomem álcool dentre todas as Universidades Públicas.

Expansão, assistência estudantil, por tudo isso a UFOP realmente merece nota 10, mas  se tratando de algumas outras coisas, como o comportamento dos alunos dentro destas cidades que os acolhem, isso deveria ser revisto, urgentemente.


Obs.: Encontrei o termo "Universidade de Outro Planeta" na Deciclopédia, alguma pessoa com criatividade, tempo, gosto duvidoso e um pouco de preconceito escreveu o texto, quem quiser conferir, clique no link e tire suas próprias conclusões.

sábado, 19 de novembro de 2011

Considerações sobre o aprendizado de línguas

Aprender uma língua estrangeira é algo extremamente complicado, principalmente depois que passamos da infância.  Enquanto ainda estamos frescos, além de o cérebro e o corpo estarem mais abertos para receberem novos conhecimentos, ainda estão sendo formados os conceitos e as ligações que fazemos no processo de aquisição da linguagem, por isso se torna mais fácil aprender novas línguas. Isso não quer dizer que seja impossível aprender uma nova língua depois que saímos da puberdade; há pessoas que nascem com maior facilidade para aprender novas línguas, mas, mesmo para os "cabeça duras", esta não é uma tarefa impossível.



Quando aprendemos uma língua nova, temos que aprender, ao mesmo tempo, quatro coisas:

_ Vocabulário novo;
_ Gramática nova;
_ Pronúncia nova;
_  Dependendo da língua, caracteres novos.


O vocabulário, obviamente, vai ser totalmente desconhecido, a não ser por algumas palavras ou sentenças que podem estra disseminadas em nossa própria língua. Como não conhecemos nem mesmo todo o vocabulário de nossa língua materna, a dificuldade de se acumular um arsenal palavrórico que nos permita comunicar leva tempo e dedicação.


Uma das maiores dificuldades é o conhecimento da gramática. Em algumas línguas existem diferentes flexões e declinações, assim como a ordem estrutural é modificada, coisas que só podem ser apreendidas também através do tempo e da dedicação.


Além de sons que talvez nunca tenhamos ouvido e que dificilmente saberemos pronunciar como os falantes nativos, ainda temos que aprender qual som cada letra de nosso alfabeto vai assumir em cada língua. Como adivinhar, por exemplo, que o "J" em espanhol vai assumir o som de nosso "R" aspirado do início das palavras, e que o "H" vai ter o mesmo som em inglês e hindi? Como saber que o "R" sempre será pronunciado como o tepe de baRata em hindi, mesmo no início da palavra e que em inglés nem existe esse som? E por que diacho em francês Je parle (párle), Tu parles (párle), Il/Elle parle (párle), Vous parlez (parlê), Ils/Elles parlent (párle)  se escreve diferente mas a pronúncia é praticamente a mesma? 

Bem, imagine então que você vai aprender japonês, chinês, ou alguma outra língua que não seja alfabética e os símbolos são totalmente alienígenas pra você! Haja amor nesta empreitada! Sem falar que a ordem da leitura pode variar tornando tudo muito mais árduo.

São características particulares de cada língua que deveriam ser expostos e explicados desde o início da aprendizagem da língua; alguns métodos excluem da sala de aula o idioma  materno, o aluno tem que deduzir, sentir, osmosear o idioma novo, tornando tudo mais difícil e às vezes cometendo erros. Detalhes que não nos são familiares e facilmente deduzíveis devem ser claramente explicitados, isso economizaria tempo e neurônios.

Não disse tudo isso para desanimar os pretendes à corte das línguas, ao contrário! É um desafio maravilhoso e gratificante. Não, eu não sei falar outras línguas, sou apenas uma apaixonada pelas humanidades. Mas um dia, se Deus quiser, vencerei os desafios e estarei apta a me comunicar de uma maneira que nunca havia imaginado.



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Coisas estranhas e gostosas de se fazer



_  Pisar em um fandangos ou em uma pitanga;
_ Tirar plástico da capa de um livro ou caderno;
_ Apertar bolinhas de ar daqueles plásticos que servem para proteger os equipamentos;
_ Acabar de quebrar alguma coisa que está na lasca;
_ Morder qualquer coisa que não seja comestível, como ponta de escova de dentes  ou tampa de caneta;
_ Comer comida com banana e café, Danoninho com chocolate ou feijão com catchup;
_ Apertar barro até sair entre os dedos;
_ Fazer  bolinhas passando sabão na mão e fazendo aro com os dedos na hora do banho;
_ Jogar bolinhas de papel no cesto de lixo, à distância;
_ Tirar meleca seca do nariz, fazer uma bolota e jogar ao além.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Realizando sonhos


Não diga que gostaria de realizar um sonho, nunca diga que seria maravilhosos se algo acontecesse, não encare os seus sonhos como sonhos, ou estes nunca deixarão de sê-lo. Pare de sonhar e sinta os seus sonhos, não como desejos distantes, mas como acontecimentos reais que certamente virão. Não fixe em sua mente que algo é muito difícil, que o tempo é pouco, que as condições atuais nunca lhe proporcionarão o que deseja, não! Apenas caminhe olhando fixamente para o que irá conseguir, imagine o momento em que tocará os seus sonhos.

A primeira coisa a se fazer é definir o seu objetivo. Quem não possui uma meta bem definida despende energias em coisas inúteis e corre o perigo de percorrer caminhos sem volta. Saiba quais os seus sonhos, saiba qual o seu maior desejo e vá em busca dele!

Uma vez definido o seu desejo, o caminho a seguir começará a ser definido. Se realmente deseja, precisa provar, sendo persistente e forte. Não vá por atalhos mais fáceis ou se contente com caminhos que não o levará ao seu objetivo. Não desperdice os seus preciosos momentos, um minuto a se percorrer parece distante, mas depois de percorrido se torna um segundo, se não, um ano perdido.

Sinta prazer na caminhada. Sinta prazer com o seu sonho. Sinta como se já o tivesse alcançado. Sinta como se já estivesse lá, mas saiba que ainda não está, até que realmente esteja, ou seja, planeje confiante, mas não dispenda delirante.

Acredite que Deus, universo, forças cósmicas, as energias de que tudo é feito e que nos liga a todos realmente vão lhe ajudar se você crer e confiar. Confie no que você quer. Confie que você é capaz de alcançar. Caminhe para isso que chegará. Lute, planeje, caminhe e tenha fé e verá que o sonho deixará de ser apenas sonho. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Veer Zaara - uma das mais lindas histórias de amor

Todos os meus amigos já sabem que sou apaixonada pela Índia, então não poderia deixar de postar aqui um clipe de um dos mais lindos filmes de amor que já assisti; para os cinéfilos da nossa cultura ocidental, acostumados aos filmes Hollywoodianos com muita ação e velocidade, e para os que não estão muito familiarizados com a cultura indiana, para estes, o filme poderá parecer cansativo, lento, mas eu garanto que quem se mantiver na cadeira vai se emocionar e chorar rios  com essa linda história de amor que venceu tempo e diferenças culturais.

A seguir, a cena mais linda: Veer e Zaara se encontram após longos anos, já na velhice, depois de terem aberto mão de suas próprias vidas um pelo outro.


Se você se interessou pelo filme, pode baixar aqui. Os créditos são da Comunidades do orkut Quero cinema Indiano no Brasil. Participe também da Comunidade Filmes indianos no Brasil, já!

Beijos e enjoy!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...