quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ouro Preto: Campeã da bebedeira e da linguiça!


Há alguns anos atrás o Globo Repórter mostrou uma reportagem sobre os hábitos alimentares no Brasil e Ouro Preto se destacou na época pela alimentação oferecida pelas escolas municipais aos seus alunos. Muita coisa mudou desde então, mas ainda me recordo de um dado interessantíssimo que falava sobre o consumo da linguiça: Os ouropretanos são os maiores consumidores do produto, se me lembro bem, em relação a todo o Brasil! Hábito não muito saudável, pois todos sabemos do alto teor de gordura do produto. Lembrei-me também de uma pesquisa da qual fui selecionada para participar num período de dez anos ou mais, "Corações de Ouro Preto"; fiz exames de sangue pela universidade e nunca mais entraram em contato, não sei que fim levou tal pesquisa.

Outro título que recebemos recentemente foi o de possuir a universidade federal onde mais se consome alcool e tabaco. A fama de farrista de nossa cidade é conhecida de longa data, assim como inúmeros casos desagradáveis envolvendo drogas lícitas e ilícitas, com finais trágicos. O mais recente caso é o da Aline, que foi assassinada numa "Festa do doze", tradicional festa que acontece em 12 de Outubro em celebração ao aniversário da Escola de Minas. Bem, também é de conhecimento de muitos os trotes que aconteciam  em repúblicas estudantis, quando calouros eram obrigados a ingerir enormes quantidades de álcool até perderem os sentidos; essas práticas e muitas outras, algumas vezes, não tiveram um desfecho feliz.

Ouro Preto é uma cidade mineira, e como a maioria das cidades mineiras, é cercada por montanhas que limitam a nossa visão e nos deixam um certo sentimento de reclusão. O que a maioria alega é que faltam opção de lazer e citam a falta de praias, como se praia fosse sinônimo de opção de lazer que tira as pessoas do hábito de usar álcool. Se em Minas tivesse mar, tenho certeza de que os mineiros ficariam na praia regados à cerveja. É uma questão cultural que está enraizada em nossa gente. Quantos lares ouropretanos foram destruídos pelo álcool? Quantas pessoas sofreram traumas irreversíveis trazidos por este hábito cultivado como normal e necessário para que haja divertimento? Sem álcool, não existe diversão.

É triste ver que alguns alunos ainda festejaram o título recebido pela universidade, é triste ver como as pessoas banalizam as relações e as prioridades, e quais os parâmetros são usados para se medir a diversão, felicidade... É triste ver que para que as pessoas se sintam bem, elas precisam estar se embebedando o tempo todo... É triste ganhar este título, mas o mais triste é que as pessoas não vêem a importância do que se foi dito.

É, ao menos a linguiça prejudica diretamente apenas a quem a ingere... Viva a linguiça!

Solidão - Mal do século XXI


Nos livros de histórias aprendi sobre os males que a revolução industrial trouxe para as nossas vidas, como o fato de que a maioria das pessoas realizavam trabalhos duríssimos de até 18 horas diárias, restando tempo apenas para as refeições precárias e o sono escasso. Até mesmo as crianças levavam essa vida penosa e a existência se resumia em produzir algo para que se pudessem alimentar a si mesmos e aos seus dependentes.  Lembro-me também da "Idade das Trevas", quando as pessoas viviam de uma maneira não muito diferente, trabalhando, servindo, usando os seus corpos e deixando suas mentes aniquiladas,  relegadas ao limbo.  Penso na história que conheço, e que é tão pouco ainda para que eu possa compreender minimamente o funcionamento do cérebro humano, para que eu possa entender sobre essa busca sem fim, e vejo um círculo.Círculo feito sem compasso, às vezes com quinas, mas que sempre volta ao seu ponto original, sem que saibamos o objetivo de tudo isso, de todo esse pandemônio. Que diacho é isso tudo?

Que maravilha! Quem diria que no século XXI, tanta modernidade traria também um novo tipo de escravidão? Somos escravos. Somos solitários, egocêntricos e egoístas. Não temos tempo, não sentimos o tempo, queremos comprar o tempo,queremos fazer tudo ao mesmo tempo, queremos ser e ter tudo. Há como? Não.  Qual o resultado dessa busca? A solidão.
Charlie Chaplin, meu amigo, tu tinhas razão! "Não somos máquinas, homens é que somos", somos pessoas, somos vivos, funcionamos a base de hormonios, pensamentos, sentimentos, precisamos de muito mais que coisas. Porém, tudo se "coisificou", os nossos sonhos, desejos, aspirações se tornaram coisas. Um celular, um carro, uma casa, um notebook, coisas nos definem, nos relacionamos através delas, com elas e por elas. O outro não nos importa, suas dores, seus problemas não nos pertencem, não temos tempos para tais chateações, e há muitos outros no mundo que precisam de nossa atenção, como aqueles com os quais nunca conversaremos ao vivo, nunca olharemos nos olhos. Temos que estudar sempre, temos que trabalhar mais e mais, temos que nos qualificar, viajar, saber mais e mais, ter relações relâmpagos para desestressar e continuar a vida até o fim, sem parar, até que...Ate que nos tornemos coisas para os outros.

Não há mais criadores, gênios, pensadores, não há mais nada além do pessimismo, do tédio e da depressão. Não há o tempo para que a criação e a reflexão aconteça, precisamos produzir. Não há tempo para se perder sendo gente, não há tempo para se perder ficando consigo mesmo ou com quem deveríamos amar, não há tempo!  Quando tivermos tempo, não estaremos prontos, estaremos segurando coisas mas com as mãos vazias, e não teremos mais tempo para amar ou para escrever lindas histórias de vida...




quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Medo de ser ridículo,
Medo de parecer fraco,
Indefeso,
Desarmado.
Medo de cair do cavalo,
Medo deser marmota,
de se rasteijar,
Ser motivo de xacota.
Medo de se tornar perdedor
Medo de ser sonhador,
De errar

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