quinta-feira, 21 de julho de 2011

Amor virtual - cuidados


O mundo evoluiu, seja lá o que se possa entender por "evolução", mas a verdade é que a "modernidade" trouxe algumas consequencias comportamentais algumas delas são o isolamento e o afastamento do convívio social. Precisamos ter pressa, trabalhar, estudar e cuidar da família, o que nos deixa com pouco tempo e paciência para devotar aos relacionamentos, mas o fato é que o ser humano pode nascer só (excluindo os gêmeos), mas para ele é muito difícil viver só. Precisamos de carinho, de atenção, de nos sentirmos importantes e únicos para alguém que consideremos especial, essa foi a mágica que Deus colocou nos seres  humanos. Como suprir nossas necessidades com tão pouco tempo e disposição? Internet!

Internet é o universo dentro de uma tela! Tudo o que se imaginar, todas as informações, conhecimento, se você for um bom pesquisador, podem ser encontrados na rede. Isso é maravilhoso, mas não é o que as pessoas passam mais tempo procurando. Aqui na internet, como em qualquer outro lugar, as pessoas querem sentir e se sentirem.

De repente, em um site de relacionamento ou sala de bate-papo qualquer, uma alma lhe chama a atenção e você passa a dedicar boa parte de sua vida neste convívio virtual, e quando percebe, aquela pessoa já está mais entranhada em sua vida que qualquer outra da sua realidade. Aquela pessoa lhe dá atenção, carinho, lhe ouve, tem o senso de humor parecido e gosta de lhe fazer surpresas virtuais. Você passa o dia todo esperando o momento de falar com ela, se pega pensando nela o tempo todo, imaginando, sonhando... E isso não é amor? Sentir sem ao menos ter que tocar, isso torna tudo mais perfeito. Mas como nada é perfeito, é importante se fazer algumas perguntas quando a loucura começar a tomar conta de seu ser:


1- O que eu quero desse amor virtual?

Imagine que você conheça uma pessoa perfeita, mas venha a descobrir que ela é casada ou algo que impeça o relacionamento; você quer apenas curtir bons momentos virtuais ou deseja que o relacionamento se torne real algum dia? Desça das nuvens, não fique idealizando e esperando algo que você já sabe que nunca acontecerá.

2- A  pessoa sente  o mesmo?

Esta é uma difícil questão, porque  ter certeza dos sentimentos alheios não é tarefa fácil, nem mesmo dos nossos . Pense se a pessoa faz os mesmos sacrifícios, lhe dá o seu tempo e atenção, converse, pergunte, não fique no "achismo", com medo ou vergonha de perguntar sobre os sentimentos e intenções, melhor saber logo a verdade que perder tempo em uma canoa furada.

3-A pessoa é confiável?

Esta é, também, uma outra questão difícil. Mas há sempre alguns sinais perceptíveis aos quais você deve ficar atento. Se alguém fala logo no início que ama e que sente a sua falta, isso é sinal de que fala isso para mais quatrocentas pessoas. Geralmente, estes homens estão apenas procurando por mulheres carentes que possam cair em suas lábias e lhes dar um pouco de prazer virtual, pois embora também existam muitas mulheres que querem apenas sexo virtual, eles se sentem mais realizados quando conseguem envolver uma pobre presa. Quando nos apaixonamos hoje em dia, pesquisamos sobre o cara no Google, fuçamos suas redes sociais, e isso também nos traz bons indícios de como ele costuma se relacionar. Se o perfil dele for muito "floreado" e bombardeado por recadinhos melosos, desconfie. Mas, enfim, use sempre o seu bom-senso. Quando sentimos que há algo errado, é melhor pensar bem.


Outra coisinha importante no quesito confiança, é quando vocês pensam em avançar com as web cams. Tome muito cuidado na hora de demonstrar o seu amor, coisa mais fácil é encontrar na Internet vídeos de mocinhas que confiaram em seus amores e acabaram virando estrelas de sites pornôs.

4- O relacionamento está me fazendo bem?

Pense bem, se você sempre tem mais sentimentos negativos do que bons, alguma coisa está errada. Analise a situação com distância, dê um tempo do mundo virtual, vá conhecer novas pessoas e mexer o esqueleto, não acabe os seus dias diante de uma tela.


5- O relacionamento está interferindo na minha vida real?

Se você deixa de fazer as coisas que realmente gostava de fazer e pensa em estar on line com aquela pessoa 24 horas, se você não consegue raciocinar normalmente, procure a tecla "help" por que as coisas não vão bem. Um bom relacionamento, seja ele real ou virtual, não deve lhe tirar de sua vida , não pode lhe tirar de você mesmo. 
 

6 - Existem reais possibilidades para o meu amor virtual se tornar real?

Raciocine:
A pessoa sente o mesmo que você?
A pessoa quer o mesmo que você?
Há possibilidade de ficarem realmente juntos?
Você está perdendo o seu tempo?
É difícil, mas temos que ser realistas. Há muitos amores que parecem impossíveis e dão certo, mas a maioria não dá. Conheço uma história de uma brasileira que conheceu um indiano pela Internet, ela teve a coragem de deixar tudo e ir para a Índia, assim como muitas que se apaixonaram por indianos, paquistaneses e arábes e sofreram terrivelmente, pois mesmo não havendo reais possibilidades de que o relacionamento desse certo, insistiram em cultivar o amor ideal. 


É, amigos, dor de amor é a mesma de qualquer jeito. O que podemos fazer é nos resguardar e tomar todos os cuidados antes de nos deixar levar por uma louca paixão, e principalmente, nunca deixar de viver os momentos reais com quem está perto de nós, pois estes sim, sabemos que estão lá.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Laranja podre

Eu até que me esforço em prender a minha atenção à teorias da literatura, chatíssimas e sem fundamento (ou utilidade, ao meu ver), mas depois das 22:00 horas, cansada de um dia de trabalho, depois de ter enrouquecido berrando com as crianças e de ter me indignado com muitas situações imutáveis dentro  das organizações humanas, e ainda por cima, de ter cozinhado, a minha mente não viaja muito além dos meus devaneios diários. Com certeza as pessoas acharão esse texto tão chato quanto as teorias literárias, mas o que eu posso fazer se é isso que me vem depois das 22:00 horas? Sento-me diante desta tela ouvindo "In this shirt" de "The irrepressibles" e vencida pelo cansaço e pela preguiça mental  me convenço de que é impossível que minha mente produza algo prestável. Não sei o que será de mim, pois o prazo está no fim e o meu desejo  é de nunca mais ouvir nada sobre Literatura Portuguesa, a não ser que eu não precise realizar nada com as informações.

Não, amigos, não é que eu não goste de Literatura Portuguesa, mas é que o meu cérebro não está mais funcionando para realizar ligações, análises, tirar conclusões ou proveito de tais informações. Queria agora estar em cima de um palco,  encenando uma mulher louca, gritando e chorando com todas as suas dores. Gostaria de estar criando algo, sem ter que me preocupar com teorias e análises; queria viajar para bem longe e me esquecer de todos os meus problemas e de toda a mesquinharia que me cerca! Gostaria de dormir por dias a fio e acordar com a pele remoçada, com  as dores saradas. Queria voar leve como uma pluma branca que tem o seu corpo levado suavemente pela brisa do verão... Queria apenas fechar os olhos e não ter que pensar sobre o que escreveram, para que escreveram ou por quê.

Só queria ser livre. Livre da chatice, livre para viver ou morrer. Queria me esquecer de todos os problemas e deveres, gostaria de ser  agora uma ameba.

Eu avisei que isso não iria prestar... E que Deus me ajude a espremer a laranja podre do meu cérebro, quem sabe ainda possa cair alguma gota doce de dentro dela?

Ah, não percam o vídeo, lindo!


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Amar não é para os fracos e oprimidos,
Não é matéria para os desvalidos,
Nem mistério a ser desvendado.

O amor não é cego,

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