quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Céu e mar



Tão Eu que nada perturba o estar 
E nada confunde o caminhar,
O querer, o desejar...
É assim que me vi ao lhe olhar
E enxerguei nos olhos tristes
A alegria de doar.


Se em seus pobres devaneios 
Um peixe sonha em voar,
Pela ousadia, morrendo
Será grato pela ave encontrar.


Oh, ave tão colorida!
Que alegria viveste ao ver
Que apesar das asas sofridas
Um dia chegaria a saber,
Que num lugar distante encontraria
O que jamais sonhara em ter!


Amor perfeito, meios imperfeitos...
Mar e céu jamais se encontram
A não ser quando lá desponta
O sol que não brilha cá.


A ave se resignou
Feliz viveu e morreu
Sabendo que mesmo tão longe
O amor perfeito viveu.

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