terça-feira, 30 de novembro de 2010

Que amor é melhor?

Amor é matéria pra mais de quilômetro de papiro, pergaminho, papel, areia do mar ou onde quer que seja que se deseje versar ou explanar sobre o tema, e também de inesgotável conjecturas sem conclusões finais. Para quê se falar tanto sobre o amor, se amor nunca foi isso a que hoje nós do ocidente chamamos de amor, e as relações não são as mesmas em todos os lugares e entre todos os seres humanos? Isso, por si só, indica que "amor" é fruto de uma construção cultural que embala as necessidades básicas das pessoas. Em quais papéis estão embalados os nossos amores?

A verdade é que gente tem necessidades primárias como a de alimentação, mas há outras que carregamos desde o primeiro até o último dia:

_ Necessidade de proteção;
_ Necessidade de toque;
_ Necessidade de ser valorizado e admirado;
_ Necessidade de se sentir único e especial;
_ Necessidade de possuir poder sobre algo ou alguém.



O amor ocidental foi construído com base em conceitos católicos e misógenos, os quais colocavam as mulheres em papéis subalternos em relação aos dos homens, edificando a "pureza virginal" da mulher, sem a qual ela seria igualada às fezes dos esgotos, e dando ao homem a libertinagem e os prazeres mundanos, que nojento! Mas não é sobre o machismo que quero falar. O que importa é que esse amor romântico, melancólico e sofrido que assistimos nos filmes foi criado há pouco tempo em nossa cultura. Como sabemos, há culturas onde a poligamia é permitida, assim como há lugares em que as mulheres nunca se casam e recebem o homem que querem e quando querem, sendo líderes nesses lugares. Isso é errado? Por que seria, se todos conseguem viver harmoniosamente, dentro dos limites  dos relacionamentos entre pessoas totalmente diferentes?


Cada sociedade se relaciona de maneira diferente, e dentro dela nos adequamos. Devemos procurar viver da maneira e no lugar onde nos sintamos mais confortáveis,  em ambientes sociais que cultivem ideais com os quais nos identifiquemos melhor. 

Que tipo de amor é mais confiável? Existe uma resposta ideal?
Há culturas onde ainda se realizam casamentos arranjados, como na Índia. Para nós, casamento arranjado parece ser algo impensável e injusto, visto que vivemos em uma era totalmente egocêntrica e individualista. Por que as pessoas ainda fazem casamentos arranjados? Quais os motivos e as vantagens?

Primeiramente, os pais fazem uma árdua pesquisa a fim de encontrar um bom partido para os filhos, que seja desejável em todos os sentidos, tantos morais quanto financeiros. Muitos ainda se casam virgens e cultivam a ideologia do amor puro e único. A verdade é que isso também vem mudando por lá, considerando a invasão tecnológica e a expansão dos conhecimentos multi culturais, mas os antigos costumes ainda prevalecem. Aos nossos olhos isso parece violento e autoritário, mas para os jovens indianos essa é uma postura  normal e correta. 


Relação é construção. Talvez, se tivéssemos outras pessoas procurando por nós, encontrando pares compatíveis, longe de toda essa loucura irracional da paixão, e se nós estivéssemos dispostos a aceitarmos tais regras e a nos dedicarmos a uma pessoa, a uma família, talvez esse amor respeitoso e verdadeiro pudesse nascer desse casamento arranjado. Talvez uma pessoa escolhida pelos pais tenha mais valor do que outra que não fora...  São muitas variáveis nessas escolhas.

O fato é que o amor pode ser encarado de várias formas, até mesmo dentro da mesma cultura, dependendo das experiências de cada um e das expectativas em relação ao outro e à vida. Em todas as culturas ainda há pessoas que acreditam em amor eterno e há outras que não acreditam em amor, mas em necessidades, especialmente as sexuais. Há alguns que não respeitam a maneira de sentir e de viver do outro e brincam com os seus ideais, não respeitam e não se importam com o sofrimento causado. Isso nunca será amor.



O que é amor?

Não sei se realmente existe esse sentimento tão sublime e cheio de estrelinhas que constam nos romances e nos filmes indianos, mas também não precisa ser tão doloroso! 

Sim! Queremos algo do outro! Precisamos do outro! Isso não é errado e nem feio, isso é humano. Amor , então, deve ser troca, essa sim deve ser sublime! Seja no casamento arranjado, seja no namoro moderno da civilização ocidental, seja nos casamentos poligamicos mulçumanos, sempre deve haver a troca respeitosa e de comum acordo. Amor, então, deve ser respeito, carinho, verdade e compartilhamento.

Simples conclusão, difícil aplicação. Algumas vezes, uma necessidade se sobressai sobre a outra. daí nasce o conflito. Tempo e verdade, podem consertar um relacionamento, se todos estão dispostos a continuar.

Amor então é perseverança? Acho que também é. Seja em que contexto esteja, uma relação chamada de relação amorosa, deve ser regida pelo respeito, carinho, verdade, compartilhamento e perseverança.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Um selinho para mim!

A maré de prêmios anda rondando a minha amiga blogueira Aline e pra mim, esse mês também foi de premiação! Primeiramente, ganhei um netbook num concurso de charges sobre assédio moral no local de trabalho, as quais fiz nos momentos vagos, em local de trabalho.  Quem promoveu o concurso foi o COMHUR (Comitê de Mediação e Humanização das Relações de Trabalho na UFOP). Participei com tres desenhos, os únicos classificados no concurso. Acho que a concorrência não foi muito grande, mas... Ei-los abaixo:




Depois ganhei um forno elétrico no bingo da festa do servidor público da minha cidade, confesso que ainda nem liguei pra ver se o "trem" funciona, mas o que importa é que ganhei!

Não ganhei no concurso de rdação da Fundação Assis Chateaubriand, nada é perfeito. Postarei aqui, em outra ocasião,  a minha redação sobre Carlos Drummond de Andrade, para que não seja totalmente desperdiçada.

Hoje ganhei um prêmio muito importante, mais um selo enviado pela minha amiga Aline Camargo. Veja as palavras dela sobre o meu humilde blog:





Mulher Alienígena: blog da Lu Ferreira, já falei sobre ela aqui. Inclusive faço questão de repetir o que disse com todas as letras: a Lu é mais uma pessoa especial que encontrei "por acaso" no meio bloguístico. Caí de para-quedas no blog dela, e espero nunca mais sair de lá!!! Essa mineirinha é um espetáculo. Super cabeça, escreve prá caramba. O blog dela é super despretencioso, e por isso mesmo surpreende. Ela não veio ao mundo bloguístico prá receber confete, só quer ter seu cantinho prá desabafar. E eu particularmente adoro blog assim... principalmente se são desabafos tão bem articulados... babei! Muita prosa e poesia, gente coisa é outra fina!


Uhuuu! Reconhecimento de parceiro é o melhor que há! Bem, há um regulamento para quem recebe esse selo, que é o seguinte:
                                           (Eu também não entendi o nome do prêmio, hehe.)
Sobre o selo: "foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”.




Ao receber o prêmio, o blog deve também indicar outros blogs. Aos indicados, para que este incentivo não acabe, peço que sigam estas instruções:




1)Você deve exibir a imagem do selo em seu blog;
2) Você deve linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação
3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos;
4) Avisar os escolhidos, claro!

Os meus eleitos são:

O blog da Aline é super interessante, lá podemos encontrar um pouco de tudo, poemas tirados do fundo do baú, letras e comentários sobre musica brasileira, desabafos, dicas, utilidades, e tudo com muito bom-humor e muito bem-elaborado. Inteligentes, inquietos, sensívelis e criativos, assim são o blog e sua blogueira. Adorei que ela tenha me encontrado, assim pude conhecê-la e admirá-la, cada vez mais.

Esse é o blog do Zé, um português de 19 anos, estudante de engenharia, cheio de sonhos e planos. O que eu gostei no blog dele e nele mesmo foram a inteligência e a grande sensibilidade demonstrados em seus textos e em sua personalidade, características pouco comuns para a idade. Questionador, perspicaz, observador, sempre há algo de interessante em suas palavras, ele também me achou, e mais uma vez agradeço pela sorte.
Acho que eu achei o Cosme em uma pesquisa sobre msn, não me lembro bem, mas gostei e fiquei. Outra pessoa especial, DJ, sensível e inteligente, sempre qustionando sobre questões que nos afligem nesses últimos tempos. Lá podemos encontrar poemas, dicas de músicas, links e muita coisa boa, com certeza!

Esse blog é novo nas paradas, é um blog de um amigo indiano, Supal Shah, que está começando no mundo blogueiro. Para quem gosta da cultura indiana,  de coisas exóticas, e sabe um pouquinho de inglês, ou saiba usar o "Google translator", é uma boa dica para aprender um pouco.  Supal é um jovem e sensível , curioso e inteligente, tem um grande futuro pela frente. Espero que dê continuidade ao seu blog.

Como deu pra perceber, o que não falta é gente sensível e inteligente  aqui, e precisa de mais?

Bem, é isso aí, minha gente! Ando meio sumida dos blogs alheios e até do meu próprio, fim de ano, de período, é osso! Estou maluquinha, ainda mais que normalmente sou. Mas em breve o meu tempo e a minha inspiração voltarão, assim espero.

Obrigada à minha premiadora!


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Qual é a minha turma?


Na minha memoria, o primeiro grupo a que pertenci foi o dos sem-grupo, pois quando entrei para a escola, simplesmente não falava, não me relacionava, tamanha era a minha timidez. Se algum professor me dirigisse a palavra eu quase desmaiava sem fôlego e preferia mil vezes que um raio caísse na minha cabeça do que ser notada. Essa minha timidez em relação a professores e à sala de aula ainda persiste, mas em grau bastante reduzido, graças à Deus.

O meu segundo grupo foi o dos mais quietos, humildes, feios e de alguma forma excluídos. Com eles eu me sentia mais confortável por que o meu complexo de inferioridade estava satisfeito e acalmado entre essas pessoas, Porém, pouca coisa era compartilhada além de nossas lamúrias.

Em algum momento da minha vida pensei fazer parte dos "Nerds", muitas pessoas também pensaram isso de mim, porém eu nunca fui tão aplicada e nunca passava horas estudando, e sempre detestei essas conversas muito filosóficas, a verdade é que sempre tive muita sorte nos estudos.

Desde muito nova tive inclinação para as artes, gostava de desenhar, de música, de fotografia, de vídeos, e de inventar mil coisas, porém, nunca fui capaz de me dedicar com afinco a nenhuma dessas atividades. Já na fase adulta, me embrenhei no mundo do teatro, confesso que foi onde me senti mais viva e onde pude me esquecer dos meus problemas e viver muitas vidas, foi mágico! Mas não tenho muito o perfil da maioria dos atores, que vivem de maneira liberal, sem amarras (com excessões, é claro), acho que essa não era a minha turma.

Uma vez na vida até pensei que fizesse parte da turma dos bagunceiros do fundão da sala, mas perder tempo não faz o meu tipo. Pensei que fosse fazer parte da turma dos educadores, mas tudo o que presenciei nas escolas me fizeram perder qualquer motivação e fé no ensino, ao menos no Ensino Fundamental e Médio do Brasil. Gostaria de fazer parte da turma dos estudiosos pesquisadores das Letras,  mas para mi é uma tortura ler e escrever sobre todo aquele corpus de léxico, semântica, Saussure, Chomsky, Gramática interativa,  e o escambal. 

Da turma de mães eu não consigo fazer parte, principalmente dessas mães que tem como única atividade, levar e buscar os filhos na escola, além de reparar as outras mães e falar de suas vidas ( não querendo aqui generalizar, pois existem mães de todas as qualidades).

O diacho é que também não me enquadro na turma dos quadrados, por que todas essas falsas moralidades e preconceitos não me agradam nem um pouco, e respeito todas as maneiras de viver, apesar de ter escolhido uma maneira mais "calma"  de vida.

Às vezes penso que nem sou da turma dos brasileiros, pois não gosto de Carnaval, não gosto de futebol e não gosto de ficar torrando ao sol.

Talvez eu faça parte  dos pirados, loucos, malucos do Bagú, sem-parafuso, doidos varridos, sem-noção, viajantes na maionese, sei lá...Ou talvez, fazer parte de todas e de nenhuma turma ao mesmo tempo seja a minha turma...

E você? Vá procurar a sua turma!

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